Rubens k - Qualquer Merda que der na Telha

Porra, tem dias que dá vontade de mandar todo mundo à merda de novo. Caralho! Como as pessoas complicam as coisa. Não sabem ouvir, ou melhor, ouvem o que querem e como querem. São todas carentes pra caralho. Porra, tenho pena de deus, se o cara ainda tiver por aí. Eu no lugar dele já tinha dado o fora. Por que as pessoas não são profissionais? Explico melhor: por que músico tem que ser irresponsável? Eu procuro fazer as minhas coisas da melhor maneira possível. Mas tem gente que, se não te vê dez vezes na semana, acha que você não tá dando o sangue o suficiente. Não dei meu sangue nem pro Ivo do Blindagem – tive hepatite quando era criança e isso me deixa fora da horda saudável de doadores de tudo em geral. Acontece que essa psico-carência das pessoas está me enchendo o saco. Tomara que de certo essa coisa do meu disco porque daí só vou ser responsável pelo meu próprio trabalho. Vou compor, arranjar, tocar e gravar SOZINHO, ou melhor, o Igor vai me ajudar porque ainda sou uma nulidade no quesito tecnologia. Não vejo a hora disso acontecer. Aos bons, fica a dica, as pessoas te cansam cara...e muito...e quem foi o cara que reativou a carreira do capital inicial? porra meu, na boa, se eu te encontrasse hoje...você não duraria muito...

rkjazz - 29/06/2004 às 08h28 PM

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Porra, eu sinto que agora não é hora de perder. Eu sinto que agora, mais do que nunca, tenho boas chances de deixar um monte de merda, que foi a maior parte da minha vida, para trás. Porra, eu só quero não desperdiçar essa sensação. Eu quero prolongar ela até Ter a certeza de que isso pode acontecer comigo. Que eu posso deixar todos os demônios de lado de uma vez por todas até esquecê-los. Que não preciso mais acordar no meio da noite suando frio, com medo que alguma coisa de mais errado do que de costume. Estou me achando com sorte. Tem algum mal nisso? Eu não sei até que ponto posso acreditar em sorte, mas acho que alguma coisa parecida com isso esta acontecendo comigo...

rkjazz - 25/06/2004 às 10h54 PM

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É, tá difícil parar pra postar as babaquices que eu escrevo por aqui. Muito ensaio ainda pela frente. Paramos para fazer os arranjos das novas músicas do Terminal Guadalupe - agora com a colaboração em arranjos & dicas do Marcelo Crivano Reles Pública. O trabalho tá começando a tomar forma e tá ficando bem bacana. O Iris tá de molho até a semana que vem, quando a gente começa a trabalhar as músicas novas. O CPF realmente rendeu bons comentários e pessoas legais ainda nos escrevem curiosas sobre a banda e querendo o cd BZIRI. Bacana. O trampo com a Ju Nava e os Espíritos tá começando a ser definido. A Ju tá trampando com O Sandrão "Slash" Lemos. Músicas de autoria dele e outras que iremos compor pro disco da Ju.  Daí vem a pré produção & ... E tem ainda o Combo Experimental Grêmio Recreativo , isso acrescentei por mim mesmo, acho absurdo esse nome, mas enfim Flávio..., Professora Terezinha. Porra, tá ficando muito bom esse negócio aí. A velha guarda do Colégio Estadual do Paraná. Foi aí que eu comecei a  perder os neurônios... E tem também a produção do cd do Sabadá que tá ficando muito bom. Porra, os caras vão estrear em grande estilo. aguardem que vale a pena. E outra produção que vou começar a fazer é a dos caras do Charme Chulo, dos Brothers Leandro e Igor. Muito bacana a banda. Viola caipira no roque. bacana. E, pra finalizar, tem o primeiro show do tributo aos Silvas (Smiths). O Cláudião deu um nome bem gay pro projeto que  me recuso a pôr aqui. Bom, se a gente conseguir lembrar das músicas, muitas drogas na juventude, vai ser prá lá de bão! That's All my  friends...ah! apareçam...

Tributo aos smiths no Korova 19/06/2004, às 24:00 hs, R$ 7 entrada e R$ 5 consuma...e uma porrada de mulher e viado dando mole...pra todos os gostos...

 

rkjazz - 18/06/2004 às 09h39 PM

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Bom, vamos lá...passadas a  bebedeira, a ressaca, o trampo, a noitada com a amigaiada, por incrível que pareça, ainda estou vivo. Bem pior, mas vivo. Então é o seguinte: porra, a gente (Iris) tá recebendo uns e-mail bem bacana lá do povo do nordeste. Pô, que legal isso. Jamais pensei que o som chegaria tão rápido por lá. Acontece que também  tem Iris (Chuva) rolando em uma rádio - não sei de onde é ainda, mas já descubro. Puta merda.  Aqui a gente não toca nem nas "rádios alternativas". Valeu pessoal e quem sabe a gente não desembarca por aí pra mostrar ao vivo. Confiram no link aí em baixo.

revista arte livre

rkjazz - 13/06/2004 às 12h28 AM

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Não sei...algo sem sentido...tudo me basta...não sei...

rkjazz - 12/06/2004 às 04h13 AM

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é pra você mesmo...

Se você acha que não me machuca

Se você acha que vai ficar tudo bem

Se você acha que eu sou indestrutível

Porra, você tá lendo muita historia em quadrinhos ultimamente

rkjazz - 05/06/2004 às 04h52 AM

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Tem erros sim, ficou grande sim...mas tenho que sair e essa é minha homenagem pro cara, pois tem coisas que não podem esperar...para o grande irmão branco Ivo Rodrigues...

Porra, tava lendo pelos blogs da vida que o Ivo do Blindagem tá precisando de sangue para uma transfusão em virtude de uma cirurgia de fígado. Porra, isso é muito sério! Conheci o Ivo dos bares, onde o cara se apresentava com o Blindagem ou sem ele. O Ivo é um cara que todo mundo conhece. Ele já tentou até ser vereador, o que para a nossa felicidade, não deu certo. Digo isso porque o cara não ia Ter mais tempo pra fazer o que a gente gosta de vê-lo fazendo. Ele pode até me xingar por isso, mas eu acho que ele é mais necessário em cima do palco. Lembro uma vez que ele tava cantando lá no bife sujo e a gente chegou, eu, Rosi, Ivan e Adri, e vi o cara mandando alguma coisa com aquele vozerão que deus lhe deu e o diabo afinou. Porra, lindo. Qualquer coisa rock, na voz do Ivo, fica muito melhor. Muita gente ainda teima em dizer que o cara não é afinado...vão dar o cú seus viados...não é afinado... O Ivo e o blindagem, antes A Pedra, são nossas raízes roqueiras. Foram os caras que derrubaram os pinheiros e foram mostrar o som paranaense no resto do Brasil. Foram eles, e particularmente o Ivo, que tomavam porres com o Leminski e compunham aquelas que a moçada não esquece de pedir. E foram tantas...lembra daquela? Pois é, ...cheiro de mato...oração de um suicída...cara o Ivo que o diga. Agora o cara tá lá esperando na fila dos vivos pra ver se rola um transplante de fígado pra ele...pois é. Lembro que uma vez tava fazendo a produção de um cd com o André Rosa e tinha que fazer uma chamada promocional lá no SBT. Foi lá, no SBT, que conheci melhor o Ivo Rodrigues e o João Lopes. O João fica pra outra hora. Falemos do Ivo. Bom, não podia ser diferente. Eu tava na produção e tinha a missão de por os caras na linha pra tudo dar certo. Bom, achei que a minha missão ia ser fácil, afinal os caras eram crescidinhos & tal. Ilusão a minha. Como eu já disse aí atrás, não podia ser diferente...procurei os caras de cima abaixo pelo SBT e nada. Pensei que eles tinham esquecido. Mas como!!! Eu pessoalmente tinha avisado antes do almoço!!!! Procurei, procurei até que falei com o segurança que disse –Ah! O Ivo e o João? Tão ali no bar da frente. Porra, que amadorismo o meu. Claro! Só podiam estar ali no bar da frente. Lógico. Acontece que arrumaram um violão não sei da onde e quem acha que é fácil afastar Ivo e João dos seus sucessos, e tocados no lugar que eles mais gostam, pode saber que minha missão era das mais difíceis. Tava todo mundo esperando no estúdio com tudo pronto e os dois lá "... de Corumbá pra campo Grande eu vim de trem...". era o Ivo homenageando o João com uma de suas canções. E eu tentando quebrar o clima. Cada brecha do refrão eu atacava com um – pessoal, tá na hora! Vamo nessa que tá todo mundo esperando! Daí vinha "...e vou seguindo caminhando me espalhando..." e os dois me olhavam e iam emendando uma traz da outra. Quando o André, meu chefe então, chegou pra ver o que estava acontecendo, estávamos cantando, com coro do bar inteiro "Bicho do Paraná", do João. Bom, quase fui pra rua no mesmo instante. Só não fui porque os dois intercederam por mim na hora. O Ivo falou assim – porra André, deixa de ser careta. O guri até tentou tirar a gente daqui mas é que a gente só canta depois de um aquecimentozinho. Emprego salvo, fomos para o estúdio. Cara, em instantes eles fizeram o que tinha de ser feito sem nenhum erro. Profissionalíssimos. O João parecia mais nervoso, mas quando foi a vez dele, porra, de primeira. Falei que foi no SBT que conheci o Ivo Rodrigues, porque o Ivo do Blindagem eu já conhecia antes. Vou contar. Uma vez fomos, as duas bandas - eu com o Jully et Joe e Ivo com o Blindagem, claro - participar de um programa de calouros. O Mário Vendramel. Porra, que festa. O programa era gravado lá na AABB (quem não é de Curitiba não vai ficar sabendo o que é mesmo!!!!) nas tardes, ou manhãs de um dia que eu não me lembro qual era...mas enfim...não interessa. O lance é que a coisa toda demorava muito. E tinha aquelas barangas dançando. Fomos ficando animados. Era o nosso primeiro programa de auditório & tal e eis que chegam "os Blindagem". Porra, que bacana! Bom fomos conversar com os caras que são uns puta gente boa. O Alberto com as suas roupas chamativas, o Pato na dele, com seu cabelo meio sertanejo, o Paulo falava pouco, perecia meio entediado com a demora & tal e o Ivo, com uma garrafa de vodka...a salvadora garrafa de vodka que nos fez suportar aquele calvário todo. Nós, amadores, misturávamos coca-cola as nossa doses, o que divertia o Ivo que largava umas pérolas tipo – no meu tempo de suarê ( acho que é assim que se escreve, sei lá, vou tentar explicar o que é essa coisa para os mais modernos- suarê é um tipo de festinha pra comer as minas que a rapaziada fazia na garagem, regadas a muita bebida misturada com refrigerante pra desbandeirar os coroas – olha aí ela aparecendo, a garagem em seus primórdios tempos!!!!) bom, voltando ao que o Ivo dizia – nos meus tempos de suarê eu fazia umas misturas legais com vodka e pinga que a rapaziada se amarrava. Porra, nunca demos tanta rizada. Tocamos cuzidaços por culpa da vodka do Ivo e ganhamos um pinho sol cada um e umas olhadinhas insinuantes das "marietes", eu acho que era assim que chamavam elas. Já o Ivo, e "os Blindagem", levaram uma garrafa de vinho Campo Largo cada um, o que protestei veementemente – porra que sacanagem, me deram um pinho sol e eu não bebo isso!!!! O Ivo foi o único que se sensibilizou e dividiu o vinho dele comigo. Grande irmão Ivo. E teve a vez, Ivo, que te encontrei num comício do Álvaro Dias...lembra? A gente ia tocar na joça! Blacks Labels a vontade...eu debruçado em um freezer cheio de cervas me esperando...porra, tava indo embora trançando quando o Gustavão, guitarrista que acompanhava a banda do Daio Baroni, onde era pra eu Ter tocado, falou – Rubão, vai deixar o baixo cara? E eu – deixa essa merda aí! E desci rolando as escadas que davam acesso ao palco...grande Ivo... profissionalíssimo! Força em mais essa cara...

rkjazz - 04/06/2004 às 11h50 PM

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Encontrei ela esses dias, num desses bares que a rapaziada transformou em bar da moda. Ela tava linda com aquele seu vestido de alcinhas que desafiam a lei da gravidade. Linda. Conversamos sobre o nosso tempo "sumidos" e confesso, aquilo foi me dando um tesão incrível. Whisky, mulher linda e vestido de alcinhas. Como é que ela adivinhou que eu estaria indefeso a essa combinação? O papo já tinha terminado, aquela fase do reencontro & tal, então ela se achou no direito de cobrar - eu não lembrava disso - a minha dívida. Dívida? – É, lembra? Você me prometeu! É, eu tinha feito essa bobagem. Mas é que vocês não viram aquele vestido caindo e revelando um corpo...perfeito...uma pele branca...perfeita...não resisti e saí prometendo tudo mesmo. Acontece que essa promessa era coisa séria. Ela queria Ter um filho meu. Imagine!!! Uma mulher daquela com os meus gametas fazendo loucuras ali dentro. Nem pensar. Mas ela tava decidida a cobrar a aposta e tava jogando duro. Mais uma dose de whisky e eu estaria prometendo, ou pior, cumprindo a tal promessa. Foi o que aconteceu. Nem sei muito bem como chegamos na casa dela, mas quando dei por mim, ela já tinha providenciado tudo...mais whisky, um som aconchegante de fundo...porra, como é que eu fui cair nessa de novo? E aquele vestido caindo a seus pés...não dava pra resistir. Podem me chamar de irresponsável & tal, mas não dava pra resistir. Ela disse que criaria a criança numa boa. Que não me torraria a paciência com coisas banais & tal. Porra, o que ela quis dizer com essa merda? Mas naquela hora achei justo. Afinal eu não queria filho coisa nenhuma. Ela tinha grana e essas coisa que pessoas com grana tem...casa, carro, conta bancária e plano de saúde com direito a parto, ou qualquer coisa assim. Eu tinha o meu pau e aquelas "sementinhas" que ela tanto queria.Parecia justo. Bom, acontece que eu tava inteiro dentro dela. E comecei a pensar, acreditem, nessa coisa de ser pai do filho dessa mulher incrível. Não vivemos no mesmo mundo. Isso eu sabia. Como é que a criança ia se sentir tendo um pai como eu? Como é que eu ia me sentir com uma criança me chamando de pai? Não sei. Nunca fui bom com promessas. Pior ainda em cumpri-las. Acontece que na hora de gozar, tirei o pau de dentro dela e esparramei a coisa toda naquela bundinha linda e fiquei observando o que poderia ser o nosso filho. Acho que vai ser melhor assim...

rkjazz - 01/06/2004 às 04h08 PM

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