Rubens k - Qualquer Merda que der na Telha

Ilustrando o texto ae de baixo..ou melhor...sonorizando o texto ae de baixo...com o toque do Ivan (de inverno)...The Hole iS Gone To Hole...com a Jully "cult" Joe...no Senhor F. ... essa música foi a forma que a gente encontrou de homenagear o Marcelo Borges e seu bar & espaço...o Hole...onde rolavam os shows undergrounds da cidade...em uma ocasião fui barrado pelo ilustre porteiro Edu K...mas isso não é importante, não é mesmo?

Pra quem quiser ouvir...tá aí o link estendido no chão...

The Hole*

* bom...daí procurem a seção mp3...vocês são inteligentes...vão encontar!

 

rkjazz - 28/07/2004 às 06h30 PM

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Fotos by Red NIna

O que tem esse POP que nos persegue? 

É isso aí...estamos trabalhando duro pra fazer mais um disco do Terminal Guadalupe. Pra quem não sabe ainda, o Terminal teve origem na extinta banda Lorena foi Embora. Pra quem também não sabe, o Terminal é uma banda POP. Parece crime se expressar dentro desse universo, o POP. Num mundinho "indie" onde todos querem ser "cults" o Terminal é POP. Ainda bem. Não tenho mais saco pra ser "cult". Puta troço chato isso de ser "cult". Você deve ser "cult" quando não tem nada melhor, ou mais claro pra dizer, então você monta uma coisa qualquer que ninguém entende. De preferencia em outro idioma que você não domine. Parece que a coisa fica melhor assim. Fiz parte da Jully et Joe e quando me dizem que a Jully era "cult" acho engraçado. Tenho a certeza de que ninguém entendeu nada e isso me diverte. Parece que o sinônimo de "cult" dentro do universo musical, principalmente de Curitiba é: não entenda merda nenhuma, mas para não parecer burro não pergunte e ande e se vista como os caras que fazem isso e não sabem bem porque e...Ou seja...Se você não tem mais quinze anos...É meio estranho você fazer essas merdas aí. Acontece que o Terminal tá em estúdio pra fazer um disco POP. Não pensei que desse tanto trabalho ser POP. O foda é que o senso comum passa por letras pegajosas e refrões grudentos e coisas que já deram certo. Essa visão me surpreende e me irrita. Não acredito em fórmulas mágicas. Isso não passa de padronização. Pode até funcionar em coisas ruins, o que não é o caso aqui. A banda tem letras inteligentes e músicas que "não podem" ser só POP. Acreditem, estou surpreso também. Quando ainda não tocava na banda, as pessoas com quem (cocaine ) conversava me diziam que a banda era POP. Porra nenhuma. Existe um esforço sim, isso existe, mas é burrice limitar a criatividade em estilos. Na verdade o que estamos tentando fazer é entender o que está acontecendo com a gente mesmo. São pessoas diferentes tocando juntas há pouco tempo e se conhecendo para fazer um trabalho em comum. Se isso é ser POP, Ok, somos POP. Curitiba é POP...Beatles é POP e Milionário e José Rico também são POP. E o engraçado é que não temos convite pra festival POP nenhum...Seriamos os malditos do POP? Mas afinal que porra é ser POP? Acho que ainda vou demorar um pouco pra responder essa pergunta. Na boa...Não sei. Tomara que a gente descubra o que é esse mistério de "ser POP". Enquanto isso, Burocracia Rômantica, uma canção POP do primeiro disco, quando o Terminal tinha como banda de apoio o Poléxia (outra banda POP???) tá se transformando em uma peça de teatro (porra, será que isso é ser POP???). Muito bacana, mas já vou logo avisando, minha referencia de teatro é POP...Gosto do Bortolotto. Foi através do Bortolotto que fui parar em um palco de teatro. Que fiz teatro (faculdade).Que atuei. Que descobri que sou um canastrão dos piores em cena. Foi através do Bortolotto que vi que o POP pode ser uma coisa bacana...Quase "cult", mas sem as viadagens. Tomara que seja através do POP que a gente descubra que tem belas e boas bandas aqui mesmo...Na cidade POP...Que falam a nossa língua....Sem medo...Sem restrições nenhuma...Tomara...

rkjazz - às 12h23 AM

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Porra...essa foi foda...

Não gosto de igreja. Não gosto de padre. Nem dos Titãs. Isso não significa que eu não acredite em Deus, ou melhor, não tenha um certo medo dele. Porra, quando era pequeno me falavam que Deus via tudo que você tava aprontando. Isso nunca mais saiu da minha cabeça. Até hoje. Quando eu vou fazer uma merda qualquer mando um - Que se foda você! Pra ele, claro. Acontece que fiz primeira comunhão. Com cursinho e tudo. Era numa igreja que tem um monte de passarinhos presos em gaiolas. A cara da igreja católica isso. Que se fodam os passarinhos. Tem que cantar dentro da igreja sim, pros fiéis acharem bonito. Grande bosta. Meu pai tinha um viveiro e eu nunca concordei muito com essa história de por os bichos atrás das grades. Mas isso é outra coisa. Acontece que – quem fez primeira comunhão vai entender o que eu to falando – tem uma hora lá que você tem que confessar os seus pecados. Pros padres é claro. Deus já tá sabendo. Então vem aquele pavor estranho. Eu era um adolescente nessa época, ou como dizem agora, pré-adolescente... Não me lembro muito bem mas devia Ter uns 9 ou 10 anos, por aí. Porra...que pecados um guri tem aos 10 anos? Sacanagem isso. Mas acontece que se você não confessasse, não tinha direito ao "Corpo de Cristo". Outra sacanagem. Que eu me lembre, Cristo morreu pra liberar a gente dessa merda de pecado. Mas a igreja não liberava não. Continuava a marcação cerrada. Então fiquei pensando o que eu poderia Ter feito de errado. Algo que pudesse Ter escapado das vistas de Deus...difícil. Eu era um garoto bem educado. Não sei se agora sou tão educado assim. Não xingava a  mãe de ninguém & tal. Mentia, claro. Quem não mentia nessa idade? Tem uns que continuam até agora... Mas nisso Deus tava ligado. Não era por mal. Mentira é uma coisa normal nessa idade. Então o que poderia ser? Não queria chegar lá na frente do padre e dizer - Não tenho pecados. Não queria mesmo chamar a atenção. Queria passar batido nessa história de comunhão & tal. Acontece que, como eu tava na minha "puberdade", tava começando a achar bacana aquele pedaço de corpo que segue as mulheres aonde quer que elas vão. Sinceramente: Virei fanático!!! Adorava a bundinha das meninas que também estavam no cursinho preparatório para ser santo. Era assim que a gente chamava a coisa...o catecismo. Mas isso poderia ser considerado um pecado? Talvez. Mas como é que eu iria me virar com o padre? Imagine: - Padre, adoro as bundas dessas freirinhas ae...caramba...o cara ia me dar uma puta punição e eu não ia engolir Cristo tão cedo. Tava num impasse. Então achei que poderia sondar os pecados dos outros garotos para ver o que tava rolando. Constrangedor. Ou era o pior bando de bundas moles do universo ou de mentirosos do planeta. Os meus pecados, aqueles que Deus conhecia, davam de 10 no dos caras. Isso virou uma tormenta na minha vida. Aos 9...10 anos de idade e não sabia o que falar praquela porra de padre. Também não queria chocar o coitado e me foder, ou seja, fazer a merda do curso de novo. Isso realmente, eu não tava a fim. E também tinha a história de que e menina que eu tava gamadão ia sair fora nessa leva e eu não ia dar mole praquele bando de cuzões. Bom...a minha primeira comunhão foi uma catástrofe. Na hora "H"...eu menti...falei uma bobagem qualquer e o padre me mandou rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria...logo depois veio a pior parte...carregada de simbolismo...o Corpo de Cristo. Puta merda como foi difícil engolir. Comecei bem a coisa toda...mas a menina valia isso...Deus sabe do que eu to falando...Cristo que me perdoe...mas sem ela...a mulher ...não seria possível essa merda toda continuar...com seus pecados e perdões e os padres terem o que fazer. Deus? Acho que ele entendeu... com certeza ele entendeu...

rkjazz - 25/07/2004 às 09h14 PM

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1X1

Tinha sol naquela tarde. Eu estava jogando bola sozinho. Fazia sempre isso. Brincar de chutar bola na parede. Eu era , ao mesmo tempo, atacante e goleiro. Dos dois times. O meu time estava atrás no placar. Não me pergunte como, mas tinha talento em me colocar em situações difíceis. Na verdade estava preparando uma virada daquelas de tirar o fôlego da torcida. Meu time era o maior. Ia superar o placar adverso sim. Claro que ia. Estava com uma camiseta branca de mangas curtas, calção preto e um meião que pedi pra minha mãe de presente quando ela foi pra capital. Pedi um branco e preto, que era do time que eu torcia, mas minha mãe se confundiu e trouxe o do time rival ao meu. Isso era um problema. Cada vez que eu ia jogar com a garotada, vestia o meião a contra gosto. Ninguém entendia o porquê de eu estar com o meião do time que eu não gostava. Eu sou o caçula de quatro irmãos. Todos eles gostavam de mim e me poupavam do trabalho mais pesado ou de qualquer coisa que pudesse me fazer sofrer. Eu sabia disso, mas fazia de conta que não entendia nada mesmo. Sabia que a gente tinha que ir embora daquele lugar. Sabia que alguma coisa tinha dado errado pra minha família. Sabia que minha mãe tava chorando e que meus irmãos tavam mais sérios do que de costume. Sabia que meu pai tinha pego o caminhão emprestado pra fazer a mudança. Sabia que nunca mais iria ver as pessoas que moravam naquele lugar, principalmente meus amigos... Nesse momento o atacante entra sozinho na área depois de driblar dois zagueiros, tenta dar um corte no goleiro e ... PÊNALTI! Nunca gostei de bater pênalti. Preferia defender os pênaltis. Era glorioso defender um pênalti. Mas meu time tava atacando nessa hora e teria que bater. Era o começo da "virada" do meu time. Não tinha certeza se era bom começar a virada com um pênalti. Talvez fizesse o goleiro quase pegar a bola. Isso sim seria melhor... Tínhamos um cachorro bem grande. Não seria fácil viajar toda aquela distância com aquele cachorro. Meu pai falou isso várias vezes, mas minha irmã não cedeu não. Era categórica "– O cachorro vai com a gente". Meu pai não tinha muito o que fazer diante disso. Tava nocauteado com a situação toda. Nem conseguia raciocinar direito. O cachorro iria. Daria um jeito. Iria parando de tempo em tempo, falou. Fora a gaiola com um sabiá dentro. Era a alegria do velho. Os passarinhos que ele tinha em um grande viveiro. Tinha de tudo quanto era bicho lá dentro. Até papagaios tinha. Não sei o que ele fez com os outros pássaros. Acho que simplesmente abriu a porta do viveiro. Os papagaios ficaram em cima do pé de ipê e não iam embora. Ficavam lá em cima olhando pra gente meio de lado e soltando uns grunhidos. Bichos barulhentos. Não gostava deles... O atacante fechou os olhos e se concentrou. Não escolheria o canto até a última hora. O goleiro implacável no meio do gol. Com suas luvas novas...inabalável...uma fortaleza de músculos prontos para explodir em direção a bola. O atacante sabia disso. Deu os primeiros passos em direção a bola e disparou um tiro certeiro em direção ao ângulo direito da meta. Foi demais para o goleiro. Pode sentir o ar passando rente as suas luvas novas. Chegou a encostar de leve no couro da bola. o barulho que se ouviu depois dos segundos de silencio foi ensurdecedor...meu time havia empatado. Nessa hora milhares de "flashs" das máquinas fotográficas estouraram. O lance era repetido em diversos ângulos em replay. O atacante pulando no alambrado pra comemorar com a torcida... Havia chegado a hora de embarcar no caminhão. Não sabia direito pra onde a gente tava indo. Só sabia que, dali pra frente, seria tudo muito diferente do que eu tava acostumado...levei as minhas luvas novas e meu time todo foi junto...a decisão agora seria na casa do adversário...

rkjazz - 23/07/2004 às 02h24 AM

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Olha só o que a capital do rock tá perdendo...produtores de plantão...abram o olho!!!!

 

Ian McCulloch dá um tempo em sua banda, Echo & The Bunnymen, para reativar sua carreira solo. Slideling, terceiro álbum que leva apenas o nome do vocalista, é um mergulho profundo nas memórias e sentimentos do homem-coelho, que redescobre sua verve rifeira e contribui para o mundo com um punhado de belas e tocantes baladas, o músico ainda conta com a mãozinha dos amigos do Coldplay. O show ainda conta com a participação de músicos brasileiros.

rkjazz - às 12h04 AM

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Tem uma canção que diz isso sim...tenho certeza que já ouvi em algum lugar. É um lance assim "só quero saber do que pode dar certo/não tenho tempo a perder". Porra...gênio...se todo mundo se tocasse que não tem tempo pra perder, ou melhor, que é melhor perder tempo como que pode dar certo não teria um legião de pessoas frustradas e fudidas na vida.Digo isso porque sou um cara que adora perder tempo. Acho que é necessário perder tempo pra que se consiga saber exatamente onde chegar. Não sou um cara que saca tudo muito rápido não e isso me deixa puto na maior parte do tempo. De sacar que tem coisas que não vão chegar em lugar algum. Porra...Isso é foda...Essa coisa de não chegar em lugar nenhum. O mais foda é quando você sabe que tem tudo pra dar certo mas aí, um belo dia, um filha da puta mela tudo aquilo que você lutou pra conseguir. Mas, e o que pode dar certo?Relativo isso. Não necessariamente o que dá certo é bom. Nem sempre. Conheço um monte de merda que dá certo. Mas e daí? Bom...Sei lá...acontece que o espaço tá se fechando. Do outro lado os caras conseguiram reforços e nosso exército já tá cansado de lutar contra um inimigo que se renova a cada dia. Acontece que tem horas que eu penso: mas porque merda que eu to lutando contra esses caras? Não dá pra ganhar todas, diria alguém...Mas eu não tô falando de todas...To falando da vida mesmo...E eu só tenho uma...

rkjazz - 22/07/2004 às 10h54 PM

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Pois é...os caras não desistem mesmo...ainda bem! Acontece que  a Adri e o Ivan resolveram encarar de novo a treta de montar o Rock de Inverno. O quarto não aconteceu, como todos sabem, por causa de um tal de alvará...mas dessa vez os caras devem tá com tudo em cima...É caras...parabéns por ainda acreditarem nesse tal de Rock'n'roll...não é fácil não...tá aí o cartaz pra quem ainda insiste em dizer que aqui não tem nada pra fazer...porra...inventem então...

 

rkjazz - às 10h36 PM

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Tem aquela história de que eu deveria ter te avisado que as coisas seriam desse jeito meio torto...Mas você não sabia disso? Porra, estamos no lugar onde os sonhos não se realizam. Você não sabia disso? Pois é...então tá avisada...eu só não entendo essa coisa de você querer que as coisa sejam do jeito que você acha que devem ser. Eu também acho uma porrada de coisa, mas fico na minha. Agora é com o senhor de branco que tá em algum lugar lá em cima. Ou com o senhor de vermelho que tá dando um role por aqui. É isso. Só isso. As pessoas são livres para achar o que quiserem achar. E também são livres para fazerem o que quiserem fazer. Isso é uma merda eu sei, mas é assim. Então agora eu tenho que te dizer que a gente tá numa grande encrenca de novo. Mas, pelo menos temos um certo conhecimento de causa. Causa e efeito. É isso...a encrenca tá armada...até os dentes...é isso...

rkjazz - 20/07/2004 às 01h49 PM

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Estamos nos mudando, aliás, já mudamos. Compramos um apartamento de dois quartos na Água Verde. Não poderia ser melhor. Água verde. Na minha juventude, sim eu tive uma...meus amigos, em sua grande maioria, moravam na água verde. Era de lá que vinham as novidades...o Acrilírico era da Água Verde. A rapaziada toda por quem eu sentia mais afinidade eram da Água Verde. Eu era um estranho no ninho. Morava do outro lado da cidade. Tinha a maior inveja do pessoal da Água Verde...os cara cresceram juntos...eu nunca sai com os caras do meu bairro. Eu cresci em um bairro operário, a Vila Oficinas. Os mais arrogantes insistiam que na placa da rua era Cajurú. Grande bosta. Era Vila Oficinas. Tudo era impregnado de Vila oficinas. Não existia espaço para o Cajurú. Ele não sobreviveria dois segundos na Vila Oficinas. Não mesmo. Quando cheguei de Irati, morei na Campina do Siqueira e no Cajurú. Tá vendo? Eu era meio fresco par Vila oficinas. Tinha vergonha mesmo. Lá era a terra das favelas e dos caras barras pesadas da cidade. Era foda. Eu tinha dez anos e estudava num colégio, o Natália Reginato, que era a faculdade da pilantragem, no mal sentido. A porra do colégio era do lado de uma favela. Queria o que? Era o "pedaço" dos caras. Era um inferno. Eu, um pequeno burguês falido, com mania de grandeza lado a lado com a rapaziada da favela. Caralho, nem sei como to vivo até hoje. Acontece que eu odiava tudo aquilo. Ir para casa era um tormento. Sempre tinha uma "minininha" que dava mole pra você, mas era a mina do cara mais barra pesada do colégio, ou o cara pensava que era, ou ele simplesmente tava a fim de te encher de porrada mesmo. Porra, cansei de tomar porrada ali no campinho...e chegar quieto em casa e ir direto pro quarto. Nunca chorei não. Não me permitia a chorar por nada que aquela merda de lugar viesse a fazer comigo. Depois fui estudar no colégio professor Omar Sabbag. Era a pós graduação na vida do "crime". Foi ali que aprendi a conhecer a melhor cocaína do pedaço. Maconha é coisa pra bicha...pó era foda. Eu tinha uma jaqueta jeans da U.S.TOP. porra, as minas gamavam na hora...U.S TOP...era demais cara. Bom, aprendi a andar do lado dos caras certos, ou errados, depende se você quer sobreviver ou não. O lance é que eu não era fodão na porrada, mas enganava bem...tive o respeito da rapaziada quando, numa aula de ginástica na quadra de areia, eu entrei na porrada com o Sérginho. Porra, se eu pensasse um pouquinho, jamais teria feito tamanha cagada. Acontece que o Sérginho era foda. Era um moreninho que batia bem pra caralho, e eu...bom...enganava legal. Acontece que nem eu entendi direito, quem já entrou na porrada sabe que não tem essa de pensar muito não. Tudo acontece muito rápido. O lance é que dei uma chave de gogó no cara e quase matei o filha da puta...sério...não queria fazer isso, mas rolou. Pronto...o Sérginho queria me matar depois que se recuperou...faca e tudo...mas os chefões gostaram do meu desempenho e jogaram água fria nas idéias do cara...era bom pra eles um gurizinho lourinho, de jaqueta U.S.TOP andar com eles...era bacana...e fiquei sendo mascote da gangue...caralho...que lugar filho da puta. Bom, quando conheci os caras da Água Verde...porra, outro mundo. Os caras eram ligados em música, livros, pintura, poesia...e eu que tocava numa banda pra encher a cara de graça e comer o máximo de mulher possível. Nunca tinha ouvido falar de Poe...não tinha não. Lembro que o Rodrigão, hoje filósofo, me emprestou um Sartre em meio a bebedeira na casa dele. Porra, achei uma merda, mas era uma merda diferente da merda que eu consumia. Gostei dessa coisa de ler livros...sério mesmo. Até então era um analfabeto total. A turma da água Verde que me mostrou que, depois da balada de pó, era legal um baseadinho sim...era legal trocar idéia com as mina antenada...que não precisava Ter uma U.S.TOP pra levar uma pra casa...nem uma caloi 10...porra outro mundo. Agora me agüentem...perguntei qual é a vida útil de um prédio como esse que eu vim morar e me disseram – uns 50 anos ele ainda vai estar bacana. Não pretendo sair daqui antes disso...

rkjazz - 16/07/2004 às 11h32 PM

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Então vamos lá de novo:

Quando é que você se sente bem?

É quando está com aquela sua calça justa e a blusa rosa decotada?

Quando é? Heim?

Quando os fios dos teus cabelos tem a cor certa pra tua idade e estão no lugar onde deveriam estar, apesar do vento forte?

Mas afinal de contas, quando é que você está bem?

É quando o teu namorado, ou o cara com quem você está ficando, vai te buscar no final da aula?

Quando ele te oferece uma pastilha para o hálito, depois de levar a tua boca na direção do pau dele?

É nessa hora que você está bem?

Depois da chupada no carro do namorado, da calça justa, da pastilha para o hálito...do cabelo...

Quando é que você se sente mulher?

Sério...gostaria de ouvir pelo menos isso de você...

rkjazz - às 10h51 PM

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Bom...vamos tentar por as coisas em ordem...o computador já tá funcionando...o telefone também...as caixas ainda estão por todos os lados...é isso...Teve sim o show do La carne & parceiros. Foi muito bom, apesar de eu só ver o primeiro dia e não rolar Juke Box...tá bom brothers...tem volta...deixa a Fernada e o Marião saberem disso...pois é...acontece que o Carlão Sabadá Zubek botou a coisa  no papel...digo, na telinha... Tá aí pra galera relembrar da passagem dos caras por aqui...zoeira total, com direito a ficha perdida&achada&quebra pau&sair do bar às 7 da matina&comer cachorro quente&tentar fazer as coisa certa&...Lê aí

 

"VÃO OS AMIGOS, FICAM OS COLCHÕES"

**leiam escutando uma boa música**

 

É engraçado saber que existe gente no mundo que você nunca trocou uma idéia, nunca bateu uma bolinha junto, não conhece nem o pai e nem a mãe, não sabe se tiveram doenças fortes ou se na verdade nem eram mais pra estar aqui, pessoas distantes que nunca tiveram alguma ligação com você e de repente, acabam se tornando amigos próximos, daqueles que entendem muito bem o que você tá falando e sentindo. Com o pessoal do La Carne foi assim, gostei muito do som dos caras, a melhor banda de roquem rou, admiração verdadeira, daquelas de chegar em casa bêbado, chateado e só querer ouvir mais um pouco o que aqueles cdzinhos têm a dizer e repetir as frases e analisar o contexto e viajar na imagem e ficar contente com a sinceridade recebida e cantar alto feliz e triste, algo que realmente lhe passa tranqüilidade. Daí o mundo gira loucamente como sempre e os caras se tornam seus amigos, daqueles que você pode chegar e sentar tomando uma cerveja lado a lado e conversar sobre o que dizia aquela canção, e pode se abrir sobre as dificuldades em se manter "operário padrão" ou conversar de alegria e tristeza sem se preocupar em estar podendo ser demodê ou desinteressante, aí você sente que parece que conhece essas pessoas a muito tempo, e quando você pára pra analisar, vê que as pessoas conseguiram superar as canções. E aquilo tudo que você sente quando ouve essas tais canções, é amplificado no último quando você convive com os autores da criação, aí você faz o possível e o impossível para poder estar próximo de pessoas legais de novo, estar próximo da vida como ela deveria ser, aí Deus dá uma puta força e tudo vai acontecendo, daí você só precisa juntar alguns colchões com outros amigos e o troço é louco...você respira de uma forma diferente...você se sente mais humano...e quando tudo volta ao normal,,,você pára pra refletir sobre o que aconteceu e sente tudo de novo, daí não tem jeito....você escreve e se expõe...mas já sem medo de ser demodê ou desinteressante.Obrigado Chiquinho, Linari, Carlinho, Jorge, Júnior, Lair, Welligton, Jair, Fabrício, Eduardo e Hugo.

Carlão

rkjazz - às 06h56 PM

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Tem endereço novo dos caras do La Carne...a cachorrada vai tá aqui dia 10/07 pra um show daqueles que só eles conseguem fazer - quem viu da outra vez sabe do que eu to falando - e desta vez os caras vão trazer reforço dos Ludovic...porra...artilharia pesada...iremos testar a estrutura do lugar...

 

http://www.fotolog.net/lacarne_/

rkjazz - 05/07/2004 às 03h46 PM

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E deu no Terra!! alô terráqueos...reportagem especial sobre a cena/bandas/personas do atual rock curitibano...muito bacana...é só clicar no link e ver o que está rolando por aqui...

reportagem

entrevista com o Dary Jr. do Terminal Guadalupe

veja o clip e ouça a música do Terminal Guadalupe

 

rkjazz - 02/07/2004 às 01h28 PM

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