Rubens k - Qualquer Merda que der na Telha

Segunda feira, um bom dia para dar uma volta no centro da cidade. Faz muito tempo que não vou ao centro, sério, não tenho necessidade disso. As coisas que faço não passam por lá, vivo na periferia dele. A melhor coisa que você tem de fazer quando vai ao centro, é deixar o carro em casa. Deixei ele com a minha mulher. Ainda não estou muito acostumado com as coisas desse bairro novo que a gente veio morar. Não sei nomes de ônibus e nem pra onde eles vão ao certo. Decidi pegar um daquele grandes e vermelhos que passam a algumas quadras daqui. Odeio pegar ônibus errado. Trauma antigo isso. Nada mudou nesses mais ou menos dois anos sem pegar ônibus. As pessoas ainda estão lá, firmes com suas vidas. Do carro olhava pra elas e elas pra mim. Fiz isso do ônibus hoje com uns caras de carro que ficaram me encarando. Quase gritei um "eu sei o que vocês estão pensando e não é nada disso". A proximidade com pessoas que você não conhece também é uma coisa que fazia tempo que eu não tinha. Não nessa intensidade. E ninguém diz absolutamente nada. Isso é bom. Não Ter que falar com quem você não conhece. De todas as pessoas uma me chamou a atenção. Uma menina loura. Não foi porque ela é bonita não. Também não foi porque ela usava uma calça que deixava bem claro isso. Tá certo, no começo foi...acontece que ela devia Ter uns quinze anos. Tenho mais que o dobro disso agora. Quando eu tinha quinze anos, andava por aí com um corpo esquelético e um monte de dúvidas. Ainda tenho as dúvidas, de certa forma, mas já não tenho a mínima vontade de saber as respostas. Não vai alterar nada agora. Também jamais imaginei que um dia iria Ter mais que o dobro da minha idade. Vivia minha vida como se fosse o último dia, e de certa forma era...deve Ter sido isso que a menina viu quando olhou pra mim...essa possibilidade, dela também chegar ao dobro da idade, pode tê-la assustado. Tenho certeza que me assustaria. Bom, o oftalmologista, sim eu fui ao médico, comecei a foder o meu corpo mais ou menos aos quinze anos...bom, ele disse que tenho uma "hiper-sensibilidade a luz direcional", ou qualquer coisa parecida...eu já sabia disso, não o nome da coisa, mas é que quando tá muito claro, eu não enxergo direito...eu já sabia disso sim...acontece que com a idade isso se agrava. Foi o que ele disse. Descobri isso, que a coisa se agrava, durante um show que eu tava fazendo. Tinha um filho da puta deslumbrado na luz. Toco de olhos fechados por isso. Na maioria das fotos em que apareço tocando, estou de olhos fechados. Podem conferir...é uma tática. Acontece que eu precisava olhar um instante para o braço do baixo e...não vi nada. Nem sabia direito aonde eu estava. Fiquei totalmente cego por uns 30 segundos, eu acho...resultado de uma bicha louca e suas luzes filhas da puta...não adiantava mandar o cara parar. Ele parecia estar se divertindo com aqueles azuis...e verdes...e vermelhos...não entendo isso. Bom, descobri que posso perder parte da visão nessa brincadeira. Não estou me divertindo mais com isso...comprei uns colírios e estou pensando se vão me achar muito antipático com óculos escuro a noite...posso, quem sabe, aprender a tocar piano & compor uns bons blues...

rkjazz - 31/08/2004 às 04h15 AM

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Tava dando uma olhada nos blogs da vida...O da Sister Morphine D’umbra pega a gente de jeito. O que são aquelas pessoas lá? Porra, nossos amigos do peito...Mas não é só isso não. Fiquei um tempão olhando pra foto que a Fer botou lá. Tem o Bortolotto, meu irmão mais velho. Ele é o cara. É sim. Tem o Negão, brother de sampa que na primeira trombada a gente já saiu matando umas cervas e falando mal de todo mundo. Dá pra sacar né? E tem a Fer. Porra...A gente se conheceu através do Mário. Claro, ela é a mulher que o cara ama. Mas eu não chamaria ela de Sister Morphine por acaso não. A Fernanda é única. Tem uma porrada de gente por aí que você já sabe qualé. Da Fernanda eu nunca saco não. Ela improvisa muito. Deve ser Dom isso. Quando a gente dá um tempo na casa da família D’umbra & Bortolotto, ela tem sempre a manha de te deixar pensando...Porra...Qualé a da Fernanda? E ela sempre surpreende. Ver a Fernanda em cena é muito foda. Única. O Mário sacou isso e cuida bem dela sim. Tem textos que ele faz que seriam difíceis sem a atuação dela. Pra ela é simples. Não que seja fácil sacar o Bortolotto não. Não é mesmo... Acontece que tudo isso é porque eu cheguei em casa, minha mulher já tá dormindo faz tempo. Tive um dia de merda e queria só sentar numa mesa de bar com o Mário& Fernanda& Negão...De quebra o Mirisola e o Pinduca...Espero que eles estejam de bem agora...Porra...Como os irmãos fazem uma puta falta...Desse lado da cidade então...

rkjazz - 27/08/2004 às 04h03 AM

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São essas coisas que acontecem com a gente...do outro lado da linha, um cara tentando me convencer que é muito bom investir na loucura que o banco, pra qual ele trabalha, inventou agora. Que em dez anos eu vou Ter "xis vezes dez" da quantia que eu investi inicialmente e que a coisa toda tem uma garantia extra, caso eu não esteja aqui pra ver o resultado desses dez anos futuros...a segurança da família & tal...essa coisa de família mexeu comigo. Não exatamente a família que o corretor tentava imaginar que seria minha família ideal...não foi isso. Minha família é: a minha mulher e um gato. Uma gata, a Dusty, para ser mais preciso. Confesso que ele me fez pensar sobre isso. Sobre quando tudo virou o que eu chamo de minha família. Acho que nunca tinha percebido realmente o que era isso de verdade. Essa coisa de Ter alguém do seu lado quando você mesmo não tá muito certo de que lado está. Olhei pra tudo e uns bons dez anos se passaram. Confesso que me sinto muito feliz com isso. Com a minha família. A pouco tempo minha mulher conseguiu comprar uma casa para nós agora. Também nunca tinha pensado sobre a necessidade de se Ter uma casa. Acho até que a Dusty já sabia o quanto é importante Ter uma casa...pra morar...pra voltar quando você já tá de saco cheio daquelas pessoas que sabem de tudo. Olhando pra elas agora, pra minha mulher e pra Dusty, posso ver que o tempo deixou ali algumas noites e dias de tempestade...mas sinto que elas estão, de certa forma, mais tranqüilas. É só quando me olho que entendo aquela coisa do "não me reconheço". Realmente não tenho mais um traço sequer do que fui um dia. Não sei se isso é bom ou ruim...sinto como se eu estivesse sentado no fundo de um velho cinema e o filme estivesse pra acabar. É só isso. Sem a possibilidade de uma continuação. Como se eu estivesse vendo todas essas transformações...até a velha e boa imagem ir ficando desfocada...dando uma sensação de sonho. Acho que envelhecer é mais ou menos isso, sonhar até o fim...varrer a casa e achar os velhos bigodes brancos do gato perdidos por aí...sem qualquer utilidade, mas cheios de recordações...deve ser isso...

 

eu também tinha feito uma montagem bem bacana com umas fotos da gente pra pôr aqui, mas como tudo nessa vida é um grande negócio, minha cota de sei lá o que já era...então vai só o texto mesmo...é uma pena...eu acho...

rkjazz - 25/08/2004 às 02h00 AM

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Ei! O que é sagrado? Bom...o lance é que a gente tava passando por todo aquele espaço a mais ou menos 120 por hora...e ninguém parecia muito preocupado com isso não...no banco de trás umas boas baganas começavam a estourar pra lá e pra cá e a gente tava falando sobre como as pessoa se enganam diante de qualquer controvérsia...geralmente a tendência das pessoas é simplificar a coisa toda e colocar tudo em uma grande massa cinzenta que pode atingir alturas incomensuráveis...é sério isso...e a cento e vinte por hora...mas ninguém se dava conta que também o progresso  atinge essa mesma forma, ou seja, construindo cada vez mais e mais alto, para o alto...a cento e vinte por hora...eu já não sei mais muito o que pensar dessa confusão toda não...acontece que a maneira com que as pessoas simplificam tudo é demais pra mim...não consigo generalizar assim...ou seja...tudo é isso ou aquilo...eu não sei exatamente o que é isso ou aquilo, mas corro atras...cara, agora comecei a ouvir uns zumbidos na lataria toda...acho que mais alguns quilômetros e aquilo tudo iria se desintegrar...quem sabe daí a gente não se transformaria em outra coisa...quando atingíssemos a velocidade total dos nossos corpos...em chamas...seria algo sagrado...eu acho que sim...

rkjazz - 21/08/2004 às 10h39 PM

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Sim, as coisa continuam acontecendo...as pessoas continuam fazendo o que sempre fizeram e os desafios são cada vez maiores agora. Quanto mais avançamos os sinais por aí, mais percebemos que a coisa toda dessa nossa vida pode chegar ao fim. Isso é bom e ruim...afinal quem quer ser eterno por aqui? Seria uma loucura Ter de agüentar pra sempre essas curvas fechadas onde temos que diminuir a marcha...mas aí é que entra a outra parte da história...quando diminuímos um pouco, a paisagem toma forma e descobrimos uns cantinhos deliciosos pra parar e descansar um pouco...pra daí acelerar de novo...de encontro ao desconhecido & conhecido final...estamos ficando cada vez mais lentos nessa história toda de velocidade...talvez para acharmos de uma vez por todas um cantinho pra descansar...quem sabe?

rkjazz - às 12h37 PM

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Burroughs e seu  Almoço Nú...

- Vai cara, você pode fazer melhor que isso! Era o que ele gritava a plenos pulmões agora. Vocês deveriam ver como a coisa tava feia. Da onde eu tava podia ver que, o que não era coberto por uma espécie de pasta de sangue, tava quebrado. E ele continuava lá gritando palavrões. Era o que o grandalhão também não conseguia entender. Ele mesmo já deveria estar com a mão quebrada de tanto dar porrada e não conseguia entender como aquela criatura esquelética continuava viva na sua frente, e a cada golpe, vociferando mais e mais alto ainda. Confesso que vomitei umas três vezes. Isso só de olhar os estado da cara dele. Incrível. Parecia um fantasma. Um fantasma impressionista. Tudo começou com uma brincadeira. A gente tava tomando cerveja e uísque e de quebra falando mal dos outros. A mesma coisa de sempre. Tava tudo normal até entrar na espelunca aquela criatura gorda e desproporcional. Ele simplesmente arrastava tudo que estivesse em seu caminho. Não se dava ao trabalho de desviar de nada. Quando ele entrou, pude sentir o ar quente lá de fora sendo empurrado para aqui dentro. Um tremendo mal estar invadiu a todos que estavam ali. Algumas mesas e cadeiras e seus ocupantes desavisados também foram arrastados e jogados pro lado. Senti o cheiro da confusão bem perto do meu nariz. Acontece que ele começou a rir sem parar. Não sei do que. Não conseguia ver graça na coisa toda. Aquele brutamontes não devia ser de brincadeira não. E ele rindo até chorar. Não entendi nada. Então a coisa aconteceu. O grandalhão parou bem do lado dele e de mim e olhou, quer dizer tentou, olhar dentro dos olhos dele. Ele tava rindo tanto que fechou os olhos e só gemia algumas coisas desconexas. Eu gelei. Sabia que a coisa ia ficar feia se ele não parasse de rir daquele jeito. Achei que tinha que falar alguma coisa, mas não sabia o que podia ser dito. Bem nessa hora ele parou de rir e suspirou como quem está aliviado. Limpou os olhos e, para minha surpresa e desespero, encarou o grandalhão. Olhou bem dentro dos olhos dele e disparou – Aposto que se eu enfiar a mão no teu rabo tiro um porco inteiro lá de dentro! Puta merda. O que foi aquilo? Que merda ele tava querendo fazer? veio um silêncio brutal...aquele que antecede a morte. Depois o grandalhão abriu um sorriso enorme e riu por uns bons quinze minutos. E ele riu também...eu ri também...o bar inteiro riu disso aí. Então o cara parou de estanque, e disse – E se você não tirar um porco lá de dentro? Ele olhou e rebateu – Conheço caras que tem porcos no rabo de longe. Bom, o grandalhão olhou pra mim e eu...eu gesticulei alguma coisa. Como é que eu poderia saber se ele tava com um porco enfiado no cú? Afinal, que história era aquela? Mas ele era categórico e disse –Bom se você não tiver um porco no rabo...pode me quebrar todos os ossos do corpo. E o grandalhão – Parece justo! Foi aí que aconteceu. O grandalhão abaixou as calças ali mesmo e...bom...ele sem cerimônia nenhuma, pediu um pote de manteiga pro cara do bar. Acontece que ele besuntou o rabo do grandalhão com toda aquela manteiga e enfiou, de uma vez, a mão lá dentro e ficou mexendo como quem tá procurando alguma coisa. Quando ele tirava a mão de lá, vinha junto um monte de merda e um cheiro insuportável. Uma coisa esverdeada jorrava da entrada do cú do grandalhão. A coisa toda virou o estômago de quase todos os que tavam ali. Bom, acontece que, se tinha algum porco lá dentro, ele não encontrou não. Então o grandalhão subiu as calças, olhou pra todos e disse – Bom, vocês viram algum porco saindo do meu rabo? Eu acho que se a gente tivesse visto, não ia falar não. Então...bom...eu não pensei que ele fosse agüentar tanta porrada não. Já faz umas duas horas que o grandalhão tá quebrando ele inteiro e ele ainda tá ali...sinceramente...não entendo!

 

rkjazz - 17/08/2004 às 04h54 PM

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Os Fantasmas dos Meus Avôs...ou O Mentiroso

Tinha alguma coisa a ver com sonhos...e pesadelos...e eu passava longe daquele sótão. Eu tinha uns 4 anos na época e meus dois avôs já tinham ido embora. Só me restavam as avós. Cresci ouvindo falar deles e vendo umas fotos - daquelas fotos amarelas. Acontece que eu nunca tinha dormido fora de casa. Não tinha mesmo. Mas como é que eu ia me virar com aquele convite fora de hora? O de dormir na casa da minha avó. Minha casa era uma casa grande e moderna. Não tinha aqueles lambrequins e nem sótão. Tudo começou com essa história de sótão. Minha prima, com quem eu brincava, é que foi a culpada por essa noite de agonia. Meu irmão mais velho fazia questão de contar quantos fantasmas moravam lá em cima. Fora os duendes do porão...e aqueles olhos...o tempo todo olhando pra gente. É claro que hoje eu sei que não tinha porra nenhuma de fantasma...e os olhos misteriosos eram os nós da madeira...as raposas eram e são reais...até hoje. Naquele tempo tudo era fantástico. Tudo era muito maior do que é hoje...e os fantasmas existiam sim. Cresci com eles. Lado a lado. A noite na casa da minha avó? Um verdadeiro fracasso. Isso até hoje me persegue. Acontece que não consegui. Fiz a minha tia me levar para casa com o pretexto de que eu tinha que tomar um remédio senão eu já era. Iria encontrar meus dois avôs. Medo? Jamais senti medo em toda a minha vida...

rkjazz - às 12h14 AM

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É essa depressão pungente que nos abraça essa inércia melancólica que desdobra nossos sentimentos em valores cada vez menores se todo dia fossemos um pouco digo um pouco só mais felizes já seria muito em relação a essa vida toda baseada em sobrevivência pura e crua em uma sociedade que nos consome e nos distancia cada vez mais desses nossos sonhos de ideais

rkjazz - 14/08/2004 às 01h43 PM

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...Putaqueopariuquemerdaevaisefuderantes

queeumeesqueçaquebostaquemerda

éessaquecercaacompreençãológicadaspessoas...

rkjazz - às 01h12 AM

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Nós somos feitos de aço

Nós somos feitos de brisa

Somos de sal

Somos do norte

Nós somos feitos de ódio

Nós somos feitos ... homens feitos

Somos as cinzas que cobrem os olhos

E a fumaça dos cigarros

Somos os canibais modernos

Nós somos

rkjazz - 08/08/2004 às 09h11 PM

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Bom...o que sobrou de mim está se preparando pra mais uma noite "De Inverno". Ontem foi muito foda. Bacana. Amigaiada & bebedeira & papo com um inglês maluco que parece  um dos três patetas - ele tentou me falar o nome dele umas 20 vezes, mas não deu e pra simplificar chamava ele de Bozo mesmo...não lembro o nome do pateta que ele parece. Claro que o cara não entendeu nada porque eu chamava ele de Bozo (que é o palhaço), ele fala muito rápido para o meu parco inglês mas enfim...Hoje a gente assistiu a passagem de som dos ingleses do Transcargo. Muito boa a banda. Superaram as minhas espectativas. Só que a mina, Emily, parece bem mais alta nas fotos no site da banda. Normal. Bom, pena que os La Carne não puderam estar por aqui. Ia ser mais trash ainda. Mas foram lembrados duas vezes na discotecagem. Quando a gente já tava na fase de falar bem alto e com todo mudo, ouvi os acordes do baixão do Carlinhos. Porra... Jukebox...os caras vieram pra ficar por aqui mesmo...bacana. Vamo lá...tem mais...

rkjazz - 07/08/2004 às 08h48 PM

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Tem coisas que só acontecem quando você tá em casa. Tem coisas que só acontecem quando você tá em casa e tem uma mulher. Tá, eu sei que tá chato mas...tem coisas que só acontecem quando você tá em casa tentando fazer alguma coisa que, pra você é importante, mas tem uma mulher por perto. A sua mulher. Ali do lado discorrendo sobre coisas tão surreais que você pensa se isso foi o dia dela hoje. É simples conviver com uma mulher. Quanto mais se ela for inteligente e paciente. Se ela não é daquelas que joga as coisas, as tuas claro, pela janela é simples. No contexto geral é bem simples. O problema é que as mulheres querem que sempre você as surpreenda. Não sei onde é que elas leram isso, ou a amiga leu isso. Você sabe, o que as amigas acham - pra uma mulher - é muito importante. É uma referencia pra elas verem aonde mais ou menos estão na escala das mulheres casadas ou separadas ou divorciadas ou...enfim...é importante pra elas...isso das amigas. Onde eu estava? Ah! Sim...tem coisas da convivência no mesmo espaço com as mulheres que são sublimes. Por exemplo, eu sou músico. A maior parte do tempo que estou em casa a última coisa que quero fazer é ouvir música, falar de música...entenderam né? Com as mulheres acontece o contrário. Elas vivem intensamente seus momentos que se torna impossível separar-se deles. Enquanto você está tentando "esquecer" o que fez hoje, elas revivem cada segundo. Isso tudo enquanto trocam a roupa, tiram a maquiagem...e se vestem de novo - com a ilusão de que te convenceram que aquela amiga dela tá com um puta problema e ela tem que salvá-la do carrasco do marido com seus sábios conselhos - pra sair tomar uma cerveja...tudo bem...acho normal tomar cerveja. Eu faço isso. E não faço discurso nenhum. Certo que chego bêbado às 4 da manhã, mas desde o começo você sabia que eu ia fazer exatamente isso. Até o lugar onde eu bebo você sabe. Então relaxa e fica tranqüila. Só não me peça NUNCA MAIS, E ISSO É SÉRIO, PRA CUIDAR DA PORRA DA MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS...QUANDO ELA PARAR, ERA PRA EU FAZER O QUÊ MESMO? COLOCAR O QUÊ? E SE ELA FIZER OUTRA COISA? UMA COISA DIFERENTE DO QUE VOCÊ FALOU QUE ELA IA FAZER, EU JURO QUE ATIRO NELA...EU JURO!!!

rkjazz - 03/08/2004 às 09h31 PM

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Essa é para o meu amigo Jorge...é  seu Jorge...nós temos bom gosto...isso é inegável...

 

rkjazz - às 02h40 PM

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Faço questão de destacar...sou fã dessa menina...e nunca deu a carinha bonita por aqui...pois é...coisas da vida...

 

PJ Harvey volta crua e pessimista em "Uh Huh Her"

Depois da sonoridade roquenrou (quase) pop de Stories From The City, Stories From The Sea (2000), gravado em Nova York e com participação de músicos experientes (entre eles Thom Yorke, líder do Radiohead), a cantora e multiinstrumentista PJ Harvey, 34, volta ao seu hábitat natural com Uh Huh Her (Universal Music).

Sétimo álbum em 13 anos de carreira, o CD está mais próximo da sonoridade crua e do pessimismo dos primeiros trabalhos da artista nascida na zona rural da Inglaterra, filha de pais hippies e escultores, e que cresceu ouvindo blues e punk rock. Ela mesma define o disco como sendo "mais duro" que os anteriores, onde o "humor negro e o jogo de palavras é corrosivo".

De todo modo, entre um vendaval sonoro e outro (casos de Who The Funk?, Cat On The Wall e The Letter), há espaço para alguns momentos de calmaria (Pocket Knife e The Desperate Kingdom of Love). Exceto a bateria e percussão de Rob Ellis, a cantora tocou todos os instrumentos, produziu e mixou o disco.

Polly Jean Harvey foi uma das várias artistas femininas surgidas na cena do rock alternativo dos anos 90. Poucas, contudo, foram aquelas que, à sua semelhança, conseguiram conquistar um lugar ao sol em pouco tempo de carreira. Com os álbuns Dry (92), Rid of Me (93) e To Bring You My Love (95), ela se transformou num dos mais importantes nomes da década passada.

To Bring You My Love, influenciado pelo então namorado Nick Cave, fez com que a cantora fosse eleita a Artista do Ano pela Spin e Rolling Stone. De lá para cá, ela superou a relação inicial de conflito com a fama (chegou a pensar em abandonar o rock e atuar como voluntária na África) e continuou a colecionar prêmios.

Tudo isso sem deixar de lado a agressividade e o humor negro que, aliados ao seu enorme talento, a tornaram referência de uma geração de compositoras cheias de atitude, com o perdão do clichê. PJ Harvey, que nunca fez show no Brasil (eis um grande nome para o TIM Festival, cara Monique Gardenberg), gira a Europa no momento com a turnê de lançamento de Uh Huh Her.

(portal Terra)

rkjazz - às 12h20 PM

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