Batman, o cavaleiro solitário, no céu de Gotan, escrito com luzes, procurando por justiça. Curitiba, a Gotan dos desesperados, das charadas, dos coringas desviando dos carros em alta velocidade, dos garotos prodígios perdendo o brilho em noites de muito álcool & sexo & jazz. Batman, o cavaleiro solitário, das causa perdidas, dos homens perdidos. Só queria te dizer uma coisa, homem morcego...estou comendo a mulher gato.
rkjazz - 31/01/2005 às 11h28 PM
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Tava limpando a estante quando achei o 38 do meu velho. Tava lá, embrulhado com um lenço amarelado e elástico de dinheiro. Fiquei algum tempo olhando pra ele antes de desembrulhar. Tava como eu lembrava dele, preto, cheirando a óleo. As balas também estavam ali. Quatro. Abri o tambor e girei. O barulhinho de sempre, rodando suave até parar mansamente, como eu lembrava. Fechei e testei o engate. Perfeito, como num filme do velho oeste. Testei também o gatilho, soltando a trava. É um 38 especial, cano curto. Meu pai falava que a cem metros de distancia, acertava entre os olhos de um gato. Meu pai era foda. Nunca vi ele fazer isso, mas não era bom questionar a habilidade do velho, principalmente quando ele tava com seu brinquedo favorito, o 38, claro. Meu pai sempre perdia a paciência depois de uns tragos. Daí voltava pra casa, praguejava muito, pegava o 38 e saia de novo. Minha mãe ficava chorando. Sabia que ia dar merda. Mas ele era assim, fazer o quê? Não sei bem o por que, mas fiquei emocionado segurando o revolver. Era do meu pai. Ele gostava muito do 38. Gostava mais do que da minha mãe ou de mim. A Quinta bala ele enfiou na própria cabeça. Acho que não suportava mais a gente, ou ele mesmo. Sei lá.
rkjazz - às 04h49 PM
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Olha só...o grande brother Leonardo Vinhas inaugurou seu blogger...e ninguém melhor que ele pra explicar isso pra gente...já tá linkado aqui Leonardo...grande abraço.
rkjazz - 30/01/2005 às 11h03 AM
[ envie esta mensagem ]O mestre zen chegou a beira do penhasco, o rio passando longe, lá embaixo, parecendo uma grande e sinuosa estrada entre o vale. Então ele fechou os olhos e soltou o peso do corpo sobre todo aquele ar. A velocidade da queda o fez sorrir...cócegas – lembrou. Lembrou também que jamais se sentira tão livre, tão próximo de si mesmo. Se pudesse, prolongaria a queda por mais tempo, mas nunca para sempre. Para sempre não existe. Ele sabia disso.
rkjazz - 27/01/2005 às 10h59 AM
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Para um amigo...
Quando ela fizer aniversário, cercada dos amigos, dos beijos e das palavras deles, eu vou estar aqui mesmo, dentro desse quarto, procurando fósforos.
rkjazz - às 10h12 AM
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5:08 a.m.
David fishermann é o cara que observa gatos. Tem verdadeira obsessão por eles. David anda sobre os parapeitos e marquises dos prédios como se fosse um. Não se importa nem um pouco com o concreto duro lá embaixo, só esperando um vacilo. David também tem a mania de se pendurar nos cabos de eletricidade. Atravessa a rua assim. É freqüentemente visto pendurado sobre a rua. David causa frison nas pessoas que o vêem – Cuidado! Olha só aquele maluco! Dá à ré, só pode ser assalto! David não tá nem aí praquele bando de otários. Segue se balançando, leve, sobre a rua, preso nos cabos de força...com sua gravata vermelha.
Cole é o cara que Rita mandou embora. Isso foi há dez anos . Cole não aceitou bem a situação. Rita é a mulher da sua vida, ele fala. Cole então foi morar embaixo da escada que dá acesso ao apartamento de Rita. Bem embaixo. Cole mendiga uns trocados e troca por uma garrafa de vinho barato e vai se instalar embaixo da escada de Rita. Cole fez um grande coração com o nome dela e o dele, bem na porta do apartamento de Rita. Ela mandou pintar várias vezes. Agora desistiu.
Bernard é um grande músico de jazz, segundo ele mesmo. Bernard vaga solitário com um sax dentro de um estojo preto. Bernard também usa um sobretudo preto, que dá a ele a aparência de um músico de jazz, segundo ele mesmo. Bernard não terminou o primário. Seu pai se suicidou após Ter acabado com a vida da mulher. Bernard tem dois irmãos, que ele não se lembra de conhecer. Bernard odeia rum. Dá dor de cabeça. Ninguém jamais ouviu Bernard tocar seu sax - tenor, diz ele.
Eu moro no terceiro andar desse prédio de tijolos. Há muito tempo não tenho trabalho. Vivo de consertar chuveiros elétricos e de comer umas senhoras bem casadas da redondeza. Fui eu quem deu a gravata vermelha pro homem gato. Daqui eu vejo que, na verdade, Rita não é a mulher da vida de Cole. Se fosse, ela estaria embaixo da escada, junto com ele. Daqui eu também vejo Bernard, solitário com seu sax. Acho que só eu sei que ele sabe tocar sim o sax, e que é realmente um sax tenor. E é muito bonito. Acho que não tem lugar pra mim lá fora. Acho que não.
rkjazz - 25/01/2005 às 04h11 AM
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Grande Leonardo...apareça sempre que sentir vontade...ou necessidade.Acontece que dei de presente pro cara um Bagana na Chuva, do grande irmão Mário Bortolotto...agora é que o cara não pára mais mesmo!! Valeu cara...
Mestre Rubens K.!!!
O Bukowski das plagas paranaenses! O homem que acorda a cidade que dorme cedo! O maior propagandista das virtudes do conhaque! Como vai, meu velho? Rolou a tal gravação sexta?
Cara, é inqualificável dizer o que foram esses dias de farra e putaria aí! Foi muito massa passar esses dias entre álcool, passeios e textos! Parece que eu saltei uns dez anos em vida e larguei uma cabacice da porra para trás. Preciso ir morar nessa cidade!! Aliás, o Dary me falou para procurá-lo pós-Carnaval, pode ter alguma coisa. Senão, caio pro mundo. Mas começo aí! Hahahaha!
Velho, você é um amigo do caralho!
Começo a ler "bagana na chuva" hoje.
Abração!
Magrão
(ps: baixei umas músicas do Iris)
rkjazz - 24/01/2005 às 08h50 PM
[ envie esta mensagem ]- "O horror daquele momento – continuou o Rei – jamais, jamais poderei esquecer"
- "Mas esquecerá, apesar de tudo – observou a Rainha – a não ser que faça uma anotação do caso".
(Lewis Carroll, Alice Através do Espelho)
O que foi que eu fiz? Viajei. Em todos os sentidos, para todos os lugares, com algumas pessoas.
Eu fiz o que eu não tinha que Ter feito. Eu fui para onde não tinha que Ter ido. Mas Deus falou "vai, porra!", e o que eu podia contra-argumentar?
Eu não vou embora. Eu não estou indo embora. Não estou sequer voltando. Eu estou indo para outro lugar.
Um dia eu abro essa porta e saio andando. Senão eu arrebento a porra da janela e pulo através dela.
Para a Rosi, que é um anjo de luz num lugar tão escuro quanto a indecisão.
Leonardo Vinhas, na casa de rubens K., trilhando a estrada para Deus-Sabe-Onde
rkjazz - 21/01/2005 às 06h53 PM
[ envie esta mensagem ]bom...um grande amigo, que chegou sem ser amigo mais se transformou...uma vida toda pra ser conversada e vivida acima de tudo...com vocês...Leoanardo Vinhas...com o maior prazer...
Dois... ou três dias de chapação? Mas... eu não chapei – continuo quase tão sóbrio quanto cheguei. Mas não tão tolo quanto. Não sem perspectivas restritas ao emprego-casa-família-e-carro-do-ano se deus quiser. A vida vai além disso. Alguém me disse que não ter medo da vida é o passaporte para sabe Deus onde, um lugar bom, feliz e sem muito chão fixo. Seria uma pieguice do caralho não tivesse vindo das circunstâncias e da boca que vieram. Eu já não mais quantifico tempo futuro nem qualifico o passado. Tudo vai ser diferente do que jamais foi. Como sempre.
E eu sigo procurando um lugar chamado lar, um lugar que não vai estar muito além de mim mesmo e espetacularmente encoberto da minha vista.
quando eu me levantar da cama
quando eu sair do chão
quando eu ver a porta
quando eu apoiar minhas mãos
quando eu escorregar
quando eu cair de novo
quando eu me levantar sem perspectiva
quando eu saber que há mais que o tédio
quando eu andar até a saída
quando eu girar a maçaneta
depois que eu hesitar
quando eu abrir a porta
eu terei chego
alguns dias mais perto do meu fim
e avançado alguns dias dentro de mim
leonardo Vinhas, o grande amigo de Taubaté.
rkjazz - às 06h25 PM
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Small blue Thing
Eu já tinha aceitado a situação. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, os motivos iam conspirar contra mim mais uma vez e as caixas de papelão iam , de novo, ser preenchidas com a minha pouca vida. Eu sabia disso tudo. Que aqueles sujeitinhos verdes iriam aparecer e me convidar pra uma viagem até o limite da galáxia, em sua nave púrpura. Eu sabia. Eu sabia que meus tênis não poderiam mais ser lavados. Que a minha jaqueta verde não teria mais lugar certo pra ficar pendurada. Eu sabia. Eu sabia que ela ia se encher com as promessas de um dia de paz sobre um lençol azul...dos meus óculos escuros.O tempo escapando entre os dedos, as revistas no banheiro, a geladeira vazia, o coração vazio. Então eu girei os dedos em volta do rosto dela e sua face se iluminou. Nunca vou me esquecer disso...
rkjazz - 20/01/2005 às 11h15 PM
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Bom...o que dizer...acontece que o Feféu vive aprontando...agora o cara criou um fã club do Terminal Guadalupe...porra cara...valeu...e tá bacana mesmo. O louco disso tudo é que, vendo as fotos que você colocou lá, notei que o destino tava traçado. No acústico da Poléxia, que o Dary e o Allan participaram, o baixo acústico (preto) era meu. Foi muito louco essa história. Tinha deixado ele pra vender na Drum Shop, e o cara da loja me ligou pra ver se eu não alugava ele pra um tal de Dary Jr., que tinha um show pra fazer e tal. No telefone repeti o nome "Dary Jr.? Não conheço". Daí a Rosi falou do lado " Eu conheço, é meu amigo. Pode alugar". Desde então to alugando o Dary...hehehehe...acontece que agora não só o meu baixo, mas eu mesmo faço parte da família do Terminal Guadalupe...destino será? abraço Feféu.
http://www.fanclubeterminal.blogger.com.br/
rkjazz - 19/01/2005 às 01h48 PM
[ envie esta mensagem ]Se eu gostaria de te pedir em casamento? Não acredito em casamento. Gostaria que você também não acreditasse. Seria muito mais fácil. Gostaria mesmo é de pedir pizza de calabresa e ficar deitado vendo você devorar vários pedaços, sem culpa nenhuma. Sem preocupação com peso ou falta dele. Com uma boa garrafa de vinho tinto. Te ver rir das azeitonas, das cebolas e de tudo mais que mereça teu riso. Gostaria de te ver sorrir da vida. De nós dois. Gostaria mesmo disso. Mas da onde veio esta tua história de Ter filhos e ver eles crescerem? Da onde veio o teu envolvimento? Eu não pedi nada pra você. Não pedi que me fizesse melhor ou pior. Não pedi que você usasse meu sobrenome. Não pedi que fosse fiel e que esperasse de mim um milagre. Eu não pedi isso não. Só pedi que você ficasse a noite pra me fazer companhia. Que pedíssemos uma boa pizza juntos...com uma boa garrafa de vinho tinto...
rkjazz - 18/01/2005 às 09h16 PM
[ envie esta mensagem ]Semana confusa essa que passou. Parece que tudo que poderia dar errado deu. Começando com o show da "This Charming Band". Porra, a dona do bar tratou a gente mal pra caramba. Bom, sem educação não dá. Somos pessoas educadas. Precisamos trabalhar e trabalhamos sério. Não estamos mendigando porra nenhuma. Acontece que a promotora de shows do bar me passou o fone do cara que ia fazer a mesa de som pro show. Falei com a criatura e ele me pediu pra estarmos lá ás 19:00 horas. Sem problemas. Somo rápidos nesse lance de passar o som. Também odeio passagem de som, mas é necessário, ainda mais quando vi o que o cara da mesa tava fazendo com o som do bumbo. Porra, qualquer um sabe que bumbo é grave, com um pouco de compressão e tal...menos o cara. Até saí dali pra não dar treta. Eu tava na maior paz, e geralmente não é assim. Sou esquentado pra caralho. Quem me conhece sabe. Então...a gente chegou no horário pra fazer o nosso trabalho. Acontece que tinha um aniversário lá no bar e a dona falou que o caras tavam reclamando. Deviam estar mesmo. Passagem de som é uma bosta. Também não gosto...mas...já disse que é um mal necessário. Se você quer que tudo de certo - e a gente respeita muito as pessoas que saem de casa pra ir a um show da gente – você tem que se cercar das mínimas condições pra que isso seja possível. Era o que estávamos tentando fazer...com aquele guri na mesa e tudo o mais...com aqueles caras de gravata olhando torto e tal...to pouco me fodendo...se um dia eu for no banco que eles trabalham, não vou encher o saco se tenho que ficar esperando o bosta abrir o caixa e tal...é o trabalho dele...sei que, apesar de eu achar uma bosta isso, ele precisa fazer...então não encho o saco...sou educado. Diferentemente da dona do bar. Se ela chegasse com educação e falasse o que ela tinha pra falar, tenho certeza que a gente ia encontrar uma saída mais bacana para ela e para nós. Mas não...ela deve tá assistindo escrava Isaura de novo...bom...não preciso dela não. Acho que é mais o contrário mesmo. Ela foi quem ficou com a casa vazia. Eu só sinto pelas pessoas que saíram de suas casa pra ver um show bacana, se divertir e deram de cara com o bar sem a banda. Peço desculpas por isso, mas tudo foi conversado com a Sra. dona do bar e explicado, só que sua grosseria não a deixava entender muita coisa não. Inclusive pedi que ela informasse o motivo de não estarmos tocando para as pessoas que perguntassem...duvido que ela falou a real!!! O fato de não tocarmos foi fruto de uma postura, gostaria que todos entendessem, da dona do bar, a Sra. Noeli. Se alguém tem culpa de alguma coisa é ela. E outra...agora a banda tem um novo guitarrista, o Walmor Goes (Maxixe Machine/Opinião Pública), que foi a coisa boa da história. O cara é uma lenda por aqui. Eu comecei a tocar por causa dos caras. Ele tocava, e toca ainda, no Opinião Pública junto com o Arnaldo Machado, o Alberto e o João. Eu ia nos ensaios deles, que era num jardim de infância chamado "A Chave do Tamanho". Porra, uma honra tocar com um cara gente boa pra caralho e que eu sou fã mesmo. Não há de ser nada não Walmor...a gente tem um gig boa a marcada e você é mais que bem vindo. Pra rapaziada que gosta do nosso trabalho...ele tá melhor ainda...obrigado pela força de vocês.
rkjazz - 16/01/2005 às 09h08 PM
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Insônia X barulhos X vizinhos malas...
Tenho passado as noites tentando transformar a minha insônia em aliada. Tenho contado os minutos até a hora que antecede o dia. O dia e seus pequenos barulhos. Sim, pois no início, bem no início, o dia começa com pequenos barulhos de pássaros e outras criaturinhas. Até o desastre das pessoas acordando. Moro em apartamento, então não tenho a mínima privacidade. As paredes são de papelão, ou alguma coisa mais fina, mas tecnologicamente aprovadas. Pelo menos é resistente a chuva (ô professor Girafales, vai crase aqui??? Sou péssimo em crases, enclises e mesóclise, etc.). Por enquanto é. Diferente do Bortolotto, botei um tapete embaixo da cadeira. Assim evito um pouco o meu barulho. Mas ela range...cara...só to esperando pela próxima reunião de condôminos, não que eu vá, é que colocam as decisões - e etc. e etc. - num papel embaixo da minha porta, e como sou curioso, leio. Por enquanto eles tem sido bastante pacientes. Só o cara, ou mulher, ou seja lá o que for que more em cima do meu apartamento, é que tem uma mania filha da puta. Acredito que em parte seja represália, por eu ficar a noite inteira acordado. É impossível eu não fazer barulho...mas...bom...o cara acorda as seis da manhã e liga a porra da TV no "bom dia sei lá o que passe nesse horário". O Bortolotto deve saber, eu não sei. Sou bastante desinteressado por TV. Assisto muito pouco. Não tenho saco. Gosto mesmo é de ficar baixando minhas musiquinhas. Acontece que o cara deve pensar: "Esse filho da puta fez barulho a noite toda e agora deve estar indo pra cama...se fodeu". Se fodeu ele, e a coitada da Rosi, que tava dormindo e acorda com a algazarra televisiva. Puta sacanagem isso. Já falei pra ela se pronunciar a respeito, mas ela é do bem, diferentemente de mim. Bom...eu só gostaria de avisar o babaca, que emprestei uns fones de ouvido do Igor...não ouço porra nenhuma do que o terroristazinho (a) de apartamento tenta fazer.A Dusty? Bom...a Dusty tá cagando pra qualquer coisa desse nível...ela é muito superior a isso...e sempre morou em apês...ou seja...acho que a Rosi vai Ter que tomar alguma providência.
rkjazz - 14/01/2005 às 12h22 AM
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Hoje, 13/01 vai Ter sim o "This Charming band" aqui no Café Curaçao...apesar da substituição de última hora. Entrou o Walmor Goes, guitarrista do Maxixe Machine e da lendária Opinião Pública...o que dizer...obrigado pela irresponsabilidade de uns...e graças ao bom deus, tudo se acertou com muito empenho e trabalho...o cara , além de tocar muito, é uma figuraça...acho que faremos um grande show...ah! a letra aí embaixo...preciso dizer alguma coisa?
THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT
TAKE ME OUT TONIGHT
WHERE THERE’S MUSIC AND THERE’S PEOPLE
WHO ARE YOUNG AND ALIVE
DRIVING IN YOUR CAR
I NEVER NEVER WANT TO GO HOME
BECAUSE I HAVENT GOT ONE
ANYMORE
TAKE ME OUT TONIGHT
BECAUSE I WANT TO SEE PEOPLE AND I
WANT TO SEE LIGHTS
DRIVING IN YOUR CAR
OH PLEASE DONT DROP ME HOME
BECAUSE IS NOT MY HOME, IT’S THEIR
HOME, AND IM WELCOME NO MORE
AND IF A DOUBLE-DECKER BUS
CRASHES INTO US
TO DIE BY YOUR SIDE
SUCH A HEAVENLY WAY TO DIE
AND IF A TEN TON TRUCK
KILLS THE BOTH OF US
TO DIE BY YOUR SIDE
THE PLESURE AND THE PRIVILEGE IS MINE
TAKE ME OUT TONIGHT
OH TAKE ME ANYWHERE, I DONT CARE
AND IN THE DARKENED UNDERPASS
I THOUGH OH GOD, MY CHANCE HAS COME AT LAST
BUT THEN A STRANGER FEAR GRIPPED ME AND I JUST COULDNT ASK
This Charming Band
Café Curaçao, Curitiba
R: Senador Xavier da Silva, 210
Fone: 232-3291
Ingresso: R$ 8 pilas e com Bônus R$ 4 pilas
Liguem para o Fabiano que ele ainda tem alguns 9916-5966
rkjazz - 13/01/2005 às 01h05 AM
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Vou pedir licença ao grande irmão Mário Bortolotto pra por um dos seus textos aqui...é que deste lado da cidade, nós temos os mesmos sentimentos...
Do lado de cá da cidade faz muito frio. Talvez por isso os amigos bebam demais. Talvez por isso eu sempre cruzo as figuras no cinema. Do lado de cá da cidade existem acordos fraternos, talvez por isso as pessoas estão sempre magoadas umas com as outras, e choram tanto, e escrevem os nomes das outras em folhas amareladas de cadernos, e bebem tanto. Do lado de cá da cidade, nunca faz sol. Talvez por isso, tantos blues, tantos blues, e a garrafa de café sempre vazia, os dedos calejados da máquina de escrever, e o copo de gin pela metade. Do lado de cá da cidade chove todas as noites, talvez por isso as pessoas tenham tantas idéias mirabolantes e irrealizáveis, talvez por isso as mesas de bar estão sempre reservadas, talvez por isso eles bebem tanto. Do lado de cá da cidade faz frio, existem acordos fraternos, nunca faz sol e chove todas as noites, as pessoas bebem demais, e são todas muito sensíveis. Eu já estive do outro lado da cidade, só uma vez.
Mário Bortolotto, do livro de poemas, Para os Inocentes que Ficaram em Casa, 1997.
rkjazz - 12/01/2005 às 05h51 PM
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Devido ao espaço...dois post...
Ontem tava ouvindo a entrevista dos caras do OAEOZ , Ivan Santos, André Ramiro e Carlão boca de sino no programa da Mariele Loyola – esqueci o nome do programa, Geração Pedreira??? Será?? – bom, o lance é que o Ivan contou um pouco da batalha que é fazer um Cd independente, um festival independente – os caras, ele e a Adri Perin encabeçam o Rock de Inverno aqui em Curitiba – e como é difícil você mostrar o trabalho pra quem realmente interessa, ou seja, o público, que na minha opinião , é quem deve julgar se é bom ou não. Mas não é disso que eu quero falar não. Quero falar um pouco do Ivan e do OAEOZ. Acontece que pra quem não conhece os caras, não faz idéia de quanto gente boa eles são, de quanto esforço pra realizar esse trabalho fizeram...e fizeram um trabalho sincero da porra. Não ouvi o disco pronto ainda, só algumas faixas lá na casa do Ivan, mas tenho certeza, até por estar por perto e acompanhar um pouco do processo que os caras usaram, que não tem como não Ter chego muito perto do que eles queriam, isso se não chegou lá mesmo. O Ivan é um cara impar, dono de uma personalidade e sinceridade que já nos fez quebrar diversos paus homéricos. Mas amigo também é pra isso, falar o que acha quando bem entender, concordar e discordar e entrar na porrada quando acha que deve entrar. Depois a gente se acerta, com certeza, por que nada ali é superficial ou mentira. Nossa vida não é de mentirinha, como alguns babacas acham por aí. Nossa música também não...podem acreditar. O que muita gente também estranha, é o fato dos músicos tocarem em diversos trabalhos...não sei por quê o estranhamento...a música sendo boa, é uma honra. O pessoal do La Carne comentou isso, que aqui as pessoas são mais amigas...é que a gente não conhece outro jeito...e nem quer, pra falar a verdade. Aqui é assim mesmo, pelo menos com a gente, na base da "brodagem" total. Acontece que to louco pra ir lá na casa do Ivan pra pegar o meu CD do OAEOZ, e de quebra ser muito bem recebido pela dona Adri, pelo Dog, Baby e os vários gatos que dividem com eles aquele espaço azul...pela cachacinha que o Ivan sabiamente tem de prontidão para essas e outras horas...depois chegar em casa e por os fones e deitar na cama aqui do lado...com certeza vou acordar outra pessoa...com certeza melhor.
rkjazz - 10/01/2005 às 04h33 PM
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Essa é a letra de Dizem, que eu mandei pro Ivan - nem era pra ser uma letra, era só um texto - e o cara gostou, musicou e gravou no CD "Às Vezes Céu" do OAEOZ, e de quebra chamou uma pá de músicos bacanas pra tocar... a Edit (Wandula) divide os vocais com o Ivan ...gostei pra caralho cara...
Dizem
alguns dizem que tenho talento
prá melancolia
qualquer tipo de fobia
que tenho pena de mim
e que por isso gosto de me arrastar por aí
por debaixo da dor
implorando por afeto
dizem também
que mantenho uma certa distância
que dura mais ou menos dois copos
mas que depois me solto
e sou capaz de ir pra casa mais próxima
com quem quer que seja
em busca de um pouco mais...
...e de aconchego
eu sei que sou um destes
qualquer um
que pelo menos te agrade
e agrave tua dor
é que começo a me sentir
meio só pela madrugada
as ruas vazias
e as pessoas por trás dos vidros
em volta das mesas
colocando seus corações em tudo
e eu não tenho muita certeza
mas continuo tentando passar
cada dia mais rápido
amaldiçoando e pedindo desculpas
por todo mal estar causado
rkjazz - às 04h32 PM
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Shopping Centers
A melhor coisa em ir a shopping centers, é você poder ver toda a miséria humana em sua perfeição. Não existe lugar melhor para isso em ambiente climatizado... pelo menos que eu saiba não. Mulheres e homens passam, pra lá e para cá, com crianças penduradas e sendo educadas precocemente na "nobre arte do Ter e consumir" , se imbecilizando o mais cedo possível. Ali você percebe como o mundo dos homens formigas se organiza...se alimenta...se reproduz. Não existe nobreza alguma em shopping centers...existem: relógios, telefones, calças e sapatos. Tudo que é desnecessário também está lá, para ser desejado, conversado, tocado e consumido...entre "pois nãos" e "com licenças"...entre olhares sensuais e barrigas de fora...entre carecas e pessoas que não gostariam de estar ali, mas estão...entre carros e suas vagas invisíveis...quase tudo está ali...é só Ter o cartão certo, comprar o ingresso...e rir da própria vida...da própria piada...
rkjazz - às 01h09 PM
[ envie esta mensagem ]Retrospectiva de 2004...
A minha fé passou por mim essa tarde
Estava com uma aparência saudável e sincera
A minha fé fez novas amizades ontem
E parece que ainda posso ouvi-la rir das novas piadas
A minha fé tem andado meio distante dos lugares lotados
Tem preferido o silêncio
Tem conservado a forma em incessantes exercícios orientais
A minha fé tem pensado em comprar uma casa
E plantar grama e árvores para que possa se sentir orgulhosa
E convidar seus novos amigos para juntos desfrutarem
Desse novo recanto
Embora ela não confesse, tem me observado sempre que tem um tempo
Só para ver se continuo por perto, se ainda conservo o desprezo pelas pessoas
Se permaneço cético em relação a essas coisas d’alma
Se ainda costumo colocar a culpa em deus e se acendo uma oração de desespero
Quando tudo invariavelmente vai pros diabos
A minha fé tem me irritado por fugir da briga todo esse tempo
Fingindo não me reconhecer apesar de termos a mesma aparência
A minha fé me chama de egoísta e covarde por acreditar no suicídio como a única saída digna
A minha fé não entende o que é viver no meu mundo
Pois eu digo que se dane ela
Ela que fique fazendo de conta que de uma hora para outra
Toda essa agonia vai acabar
Ela que continue com seus amigos e suas piadas
Ela que faça o favor de me esquecer de uma vez por todas
rkjazz
rkjazz - 09/01/2005 às 04h23 PM
[ envie esta mensagem ]Eu não resisto a esse poema...obrigado "Hank"
O GÊNIO DAS MULTIDÕES
o que existe de falsidade, ódio, violência e absurdo na
pessoa mediana é suficiente para abastecer qualquer
exército em qualquer dia
e os melhores no assassinato são aqueles que pregam contra
ele
e os melhores no ódio são aqueles que pregam o amor
e os melhores na guerra por fim são aqueles que pregam a paz
aqueles que pregam deus, precisam de deus
aqueles que pregam a paz não têm paz
aqueles que pregam o amor não têm amor
cuidado com os pregadores
cuidado com os sabe-tudo
cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros
cuidado com aqueles que ou detestam a pobreza
ou têm orgulho dela
cuidado com aqueles que elogiam facilmente
porque precisam de elogios em troca
cuidado com aqueles que censuram facilmente
porque têm medo do que não conhecem
cuidado com aqueles que sempre procuram multidões
porque sozinhos não são nada
cuidado com o homem mediano, com a mulher mediana
cuidado com seu amor, seu amor é mediano
busca o mediano
mas existe gênio em seu ódio
há gênio suficiente em seu ódio para te matar
para matar qualquer um
não desejando a solidão
não entendendo a solidão
eles vão tentar destruir qualquer coisa
que seja diferente das que conhece.
não sendo capazes de criar arte
eles não entenderão arte
eles irão considerar seu fracasso como criadores
apenas como uma falha do mundo
não sendo capazes de amar completamente
eles acharão que o seu amor é incompleto
e então eles lhe odiarão
e seu ódio será perfeito
como o brilho de um diamante
como uma faca
como uma montanha
como um tigre
como cicuta
sua mais perfeita arte.
Charles Bukowski
rkjazz - às 04h16 PM
[ envie esta mensagem ]Aos amantes...
Ei...você nem me conhece direito e já vem com sacolas cheias de roupas, das cores que você acha que combinam...com o quê mesmo? Meus olhos? Que história é essa? Você nem chegou direito e disse que fico mais velho com barba, que meu cabelo é melhor assim do que do jeito que eu gosto de deixar o meu cabelo...mas o que é isso afinal? O que foi que eu te fiz? Eu juro que eu só me lembro de Ter te convidado pra dormir lá em casa...
rkjazz - 08/01/2005 às 05h32 PM
[ ] [ envie esta mensagem ]
02:46 a.m.
Tá acordado?
To...
Tá pensando em que?
Nada...
Eu também não to conseguindo dormir...
É...
Que que você tá fazendo?
To olhando pra esse teto aí em cima...
Hum
Acho que desenvolvi a capacidade de enxergar no escuro...como os gatos...
Sério? O que você tá vendo agora?
O teto...
Não...tipo...o que eu to fazendo agora?
Deixa eu ver...você tá com o dedo indicador no nariz...
E agora?
Agora você tá passando o mesmo dedo na boceta...
Caramba! Porra cara! Isso é muito legal!
É...
A gente podia ganhar uma grana com essa tua nova capacidade de ver no escuro...
Cê acha?
Acho...
E como seria isso?
Bom...tem que ser alguma coisa que aconteça a noite...claro né...
Claro como as trevas...e daí?
Sei lá...tipo um detetive particular...aquelas coisas de traição e tal...em motéis...
Escuta...eu enxergo na escuridão...não através das paredes...ainda não desenvolvi essa técnica...
Ah...mas sei lá...é bem bacana...
É...escuta...esquece essa história...você sempre faz isso no escuro...
O que?
O lance do dedo...
Ah...ei...cê ainda gosta de mim?
Porra...onde foi que você aprendeu a ler pensamento...
rkjazz - 07/01/2005 às 12h54 PM
[ ] [ envie esta mensagem ]
A família Bush tem um novo mascote...não sei que celebridade quebrou o salto...porra...tá foda...e eu que só me relaciono com a coisa humana através deste quartinho e deste computador...o que mais me incomoda é que agora, o soulseek me abandonou...porra Igor...tava tudo tranquilo até antes de baixar a versão nova...valeu pela dica...furada...acontece que a ultima coisa que baixei foi um King Crimson...Neal and Jack and Me...quem tiver baixando músicas compulsivamente como eu tenho feito, não perca essa...por nada desse ou outro mundo...
Neal and Jack and Me
I'm wheels, I am moving wheels I am a 1952 studebaker coupe I'm wheels, I am moving wheels moving wheels I am a 1952 starlite coupe... En route.....les Souterrains Des visions du Cody...Sartori a Paris... Strange spaghetti in this solemn city... There's a postcard we're all seen before... Past wild-haired teens in dark clothing With hands-full of autographed napkins we eat apples in vans with sandwiches ... rush Into the lobby life of hurry up and wait Hurry up and wait for all the odd-shaped keys Which lead to new soap and envelopes... Hotel room homesickness on a fresh blue bed And the longest-ever phone call home.....no Sleep no sleep no sleep no sleep and no mad Video machine to eat time... a cityscene I can't explain, the Seine alone at 4am The Seine alone at 4a.m....Neal and Jack and me Absent lovers, absent lovers...
ADRAIN BELEW: GUITAR, LEAD VOCAL
ROBERT FRIPP: GUITAR, ORGAN, FRIPPERTRONICS
TONY LEVIN: STICK, BASS GUITAR, SUPPORT VOCAL
BILL BRUFORD: DRUMMING
rkjazz - 06/01/2005 às 09h22 PM
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Bom...depois de Ter sobrevivido a mais um daqueles porretes históricos – meu fígado acusou o golpe...estou muito chateado com ele por conta disso – estou pronto pra mais uma missão impossível, que é: sobreviver de música nesta cidade asséptica...bom...tudo indica que teremos um ano cheio de levar equipamentos pra baixo e pra cima – pra cima é mais foda e aprendi que pra baixo depois vira pra cima e depois de uma certa idade e uma certa dose de substancias nada convencionais... - bom...preparem-se os daqui, por que em breve estaremos invadindo os fatídicos bares de sempre...o Igor me disse que vai atrasar a viagem...então, provavelmente aprontaremos uma despedida parte dois do Iris... a volta dos que não foram...a primeira foi muito foda...acho que eu tava desidratado...álcool em excesso desidrata...tava pedindo água, pra vocês terem uma idéia, e os caras não paravam de tocar...esse é o Iris...senso de companheirismo total...adoro esses caras....bom...e ainda tem o lançamento do CD do Terminal Guadalupe...porra...a bebedeira foi por conta disso...tá cada vez melhor essa brincadeira...estávamos escolhendo o material que vai entrar na faixa multimídia do Cd...porra...momentos hilários...esperem que vale a pena....e tem ainda um possível tributo a uma banda muito legal que a rapaziada vai se amarrar...e tem uma sonzeira animal, Lynyrd Skynyrd & companhia vai fazer um show bem bacana pra vocês...puxa...isso que é vontade de carregar amplificadores & instrumentos...depois dizem que a gente não trabalha. Pelo menos de carregador eu trabalho bastante...o resto é pura diversão...
Pra rapaziada ensaiar o coro...
CACHORRO MAGRO
CACHORRO MAGRO QUER COMER
ROER O OSSO ATE DOER OS DENTES DE TRAS
NaO LHE ATRAI O GESTO SO O MOVIMENTO
"AQUELE QUE VC NaO FAZ"
TODO DIA TEM VAI E VEM POR TODA PARTE
E NINGUEM OLHA NINGUEM TE ACOLHE
E AS RUAS SEM FIM, AS RUAS SEM FIM
OUTRO DIA TINHA A QUEM CHAMAR
AGORA O QUE RESTA?
A VOZ PRA BERRAR?
BEM ALTO NO ASFALTO
E DESCANSAR EM QUALQUER PARTE
E LARGAR TODO O PESO DA TIRANIA
ENTRE TEUS DEDOS
EM TUAS MAOS
E DESCANSAR EM QUALQUER PARTE
E LARGAR TODO O PESO DA TIRANIA
ENTRE TEUS DEDOS
EM TUAS MAOS
CACHORRO MAGRO SEM NOME ANDANDO
POR AI PELA CIDADE
CACHORRO MAGRO NaO TEM FOME
TEM NECESSIDADE
http://www.tramavirtual.com.br/iris
rkjazz - às 01h22 PM
[ envie esta mensagem ]Não é sempre...mas às vezes eu me emociono...(roubado do blog da De Inverno...da minha irmã Adri e do meu irmão Ivan...)
às vezes
já é quase um hábito do ivan perguntar: 'você ainda não enjoou de ouvir oaeoz'. é aquela história do envolvimento muito forte e próximo que nos cega ? e cega mesmo, é preciso reconhecer. daí, chego no trabalho, onde esse envolvimento me persegue e tento de todas as maneiras ter certeza que consegui me afastar o minimamente suficiente pra poder notar, anotar, falar, meter o bedelho e apontar os problemas. eu e meu dilema profissional chamado oaeoz.
aqui estou, outra vez, diante dele. logo depois de ter resenhado ?profissionalmente? mais um disquinho semanal. o ivan (outra vez) já disse que não me inveja nem um pouco nessas horas de , toda segunda-feira, escrever 'profissionalmente' sobre um disco.
ouvir música virou trabalho.
e não sei mais, parece que já me convenci que não consigo mesmo falar dos disco de amigos sem o teor emocional (o pior, é que duvido que exista outro jeito de falar de qualquer disco ou da arte, mas sigo no meu dilema).
uma vez, bem no começo (da minha amizade com a mariele e da minha aproximação do cores) resenhei um show, feito num finados naquele alles bier. pouca gente. foi muito bem e escrevi isso. ela comentou que o miranda, se não me engano, perguntou no ato: ? a jornalista é sua amiga, né??. cara, fiquei puta da cara, frustrada mesmo, li e reli o comentário, me perguntando ainda hoje, em que entrelinha me entreguei assim, tão descaradamente. será que foi quando falei da performance dela, de como ela se comporta no palco? fiquei realmente incomodada.
eu não sei exatamente o que quero dizer nesse texto.
e aí começo a pensar no igor e no disco novo do iris que pouca gente ouviu. o igor pra mim é "o cara" artisticamente falando, em Curitiba.
com suas músicas cinematográficas, como em contato, que carrega a gente pro meio de uma rua na madrugada; ou em frio, que congela até a alma ao contar como um raio de gelo digno de algum super e uma beleza estarrecedora ao mesmo tempo, o fim de um amor. ele pode ser bem cruel. ou em dias, que mostram uma sensibilidade que em geral os homens preferem disfarçar em seus corações; ou ainda em cachorro magro, o que é cachorro magro?
agora ele tem uma nova, não lembro o nome, mas é a primeira do disco novo que acerta diretinho no estômago. será que vejo beleza absolutamente dolorida dessas canções e letras só porque o considero meu amigo?
aí penso no rubens, que aliás, canta no disco novo do iris. tá muuito legal rubens, deixa de ser besta e faça o teu disco também. eu considero esses três caras ? ivan, rubens e igor - autores de uma verve artisticamente de muitas afinidades, em suas imensas diferenças. o rubens tem letras maravilhosas, musicadas pelo ivan, que permanecem no anonimato e que não vou morrer bem se não conseguir mostrar isso pro mundo. e não é frase de efeito isso. a fase dusty, anterior ao OAEOZ, a fase que nos conhecemos e eles começaram a se descobrir juntos, é de uma beleza que ninguém sabe (os que viram já esqueceram, mas não eu. eu nunca vou esquecer o dusty. porque é sob este nome emprestado da arredia gata da rosi, que está uma das mais lúdicas, doloridas, belas e viscerais fases da trilha sonora da minha vida, e de Curitiba. Esses três caras fazem definitivamente a trilha da minha vida atual (não só eles, claro, mas eles, de forma muito especial). acho que quando se encontram, se completam, se fortalecem em suas amizades de poucas confidências (homens não são como a gente, eles não confidenciam, não falam da ' relação', tão sempre tentando entender as garotas- mais isso é quase impossível ? e ajudam a gente a se entender, às vezes, mesmo quando acham que não conseguem nos entender, nos dão pistas de nós mesmas). acho tão linda a forma como o ivan e o rubens reveem suas criações, quando sentam juntos ao redor de uma mesa lá em casa. é tão bonito e me alimenta tanto ouvi-los tocando um violão e cantando músicas que só eu sou capaz de pedir pelo nome (e de encontrar as letras na nossa bagunça de papelada, enquanto um deles diz: a gente podia fazer algo com essas músicas: e nunca fazem, para minha imensa tristeza. e eu fico nessa: tentando não ser chata e intrometida e maquinando o dia que eles vão retomar isso. coisas da vida.
viu só, esse texto não tem mesmo o menor objetivo. até parece coisa de fim de ano, quando as pessoas reveem seus últimos doze meses e planejam coisas que nos doze meses seguintes vão perceber que não deram conta de fazer outra vez...
é, eu tava ouvindo oaeoz e toda vez um filme dos últimos 7, 8 anos da minha vida passa rápido na cabeça. Igor e Rubens são coisas do passado n'OAEOZ (essa é pra rir, o disco que tô ouvindo tem a participação dos dois). mas é que agora é a hora e a vez do andré e do carlão (o trio base, tem se fudido nos meus comentários porque só tenho falado das guitarras da nova formação da banda).
é que eu não tenho dúvida de que o ivan deu um passo a mais nesse disco. tá isso é óbvio.
falo do ivan em especial e vou explicar porque. porque a prova de fogo desta vez é com ele (começou neste instante uma das minhas preferidas, Meia Volta). autor da maioria das letras, que ficou horas e horas debruçado sobre o disco que, agora quer dar um tempo. e voltamos assim, ao que me levou a escrever este texto sem objetivos, sem fatos, sem a porra do 3 q+cop: a minha impossível imparcialidade que se agrava. e empaquei novamente.
talvez (foi sem querer a referência) eu não queira mesmo falar, escrever. só quero ouvir cada detalhe tantas quantas vezes eu sentir vontade. não creio que vou enjoar.
aliás, nesse blog eu já escrevi muito sobre essa banda. mas fica sempre esse gosto de não ter dito exatamente o que queria, o que sinto, o que vejo. e fica sempre algo muito, muito pessoal. e me dá um vontade louca de chorar, de raiva, de alegria, de orgulho, de amor, de correr pra longe e nunca mais ouvir nada, nada, nada.... de jogar longe os computadores, arrancar o fio dos telefones que não param de tocar, de baixar o volume das vozes... de me trancar num quarto embaixo das cobertas e esquecer o mundo... de sair andando na garoa fria, olhando as pessoas,
aí coloco dias tortos e penso que daqui a pouco vou falar com o maestro Waltel Branco, que preciso escrever as perguntas pro Zeca Pagodinho, que ontem conversei com marinho gallera e gostei. aí a batera do camarão me chama a atenção...
(nunca mais você vai me ouvir chorar assim, vou viver até o fim dos meus dias só eu mesmo, só eu mesmo...).
vou trabalhar....
Texto da Adriane Perin, tá lá no www.deinverno.theblog.com.br , grande abraço Adri...
rkjazz - 05/01/2005 às 12h44 AM
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Que dia filha da puta...acontece que minha irmã, que deveria Ter embarcado ontem a noite... não pôde por que um filha da puta de um federal de São Paulo achou que poderia ganhar uma graninha extra...acontece que a minha irmã tem dupla cidadania, então...dois passaportes e nenhum visto, exatamente por isso...bom...foi foda...o dia inteiro correndo com ela pra baixo e pra cima...atrás da merda toda e dos seus respectivos carimbos...polícia de bosta essa nossa...e não é só a nossa não...a deles também é uma MERDA...aliás...polícia em geral é uma MERDA...querem um conselho? Não viagem – no mal sentido - fiquem em casa...é melhor...eu sei do que eu to falando...de quebra um poeminha inspirado no dia de hoje...que foda...
Contratempos com a lei
Contratempos são sem lei
Contratempos são contra eu e você
Contratempos nos atingem
Contratempos dão a tônica, não dão bobeira
Aparecem sempre que eu ou você
Não estamos nem aí, se hoje faz sol ou tufão
rkjazz - 04/01/2005 às 10h40 AM
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