rkjazz - 27/05/2005 às 08h46 PM
[ envie esta mensagem ] Após várias conexões, londrina, SP, Campo Grande e, finalmente, Corumbá, estamos aqui na sala de imprensa enchendo o saco da rapaziada. Hoje parece que vai rolar uma gig num bar flutuante no rio Paraguai - coisas de Corumbá. Depois, mais notícias do front. Abraços.rkjazz - 22/05/2005 às 07h57 PM
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Até Terça...
O TG está de partida pra tocar em Corumbá. Voltamos terça-feira com as novidades. Fiquem em paz e bebam muito. Até terça então.
http://www.festivalamericadosul.com.br/site/
rkjazz - 21/05/2005 às 11h24 AM
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Ela
Ela fumava marlboros. Ela roía as unhas e furava os dedos com a agulha tentando colocar um botão no lugar. Ela quebrava coisas quando se mexia – e ela se mexia o tempo todo. Ela acreditava no que eu falava, então a gente continuava juntos. Ela comprou um carro velho e isso realmente me preocupou. Ela não enxergava merda nenhuma a cem metros de distância, muito menos a cor vermelha. Mas ela ficava um barato naquelas meias, com seu cabelo curto, com sua voz rouca, puxando o vestido pra ver se ele escondia a calcinha. Um barato. Eu não tinha coragem de contar a verdade pra ela. Não com aquelas meias. Então ela começou a Ter dores mais fortes na cabeça e pescoço. Tinha alguma coisa errada com a cabeça dela. Ela esquecia das coisas que eu acabara de falar. Então não lembrava mais do meu nome, nem do dela. Cada dia era um dia em que eu tinha que começar tudo de novo com ela. Então eu tirei ela daquela porra de hospital e levei pra ver o mar. Ela vivia me pedindo isso desde que comprou aquele carro. Então eu expliquei que o mar era o lugar onde as pessoas entravam e passavam para outra vida. Ela me olhava muito séria. Ela acreditava em mim. Então ela foi andando em direção ao mar. Quando a água estava na sua cintura, parou e gritou pra mim por que eu não entrava com ela...eu...eu não soube responder isso. Apenas sorri e falei que ela ia Ter de descobrir sozinha. Então ela sorriu e continuou andando mar a dentro. Nunca mais consegui olhar para o mar.
rkjazz - 18/05/2005 às 01h16 AM
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1932 - 2003
Hurt
I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way
Johnny Cash/Trent Reznor
rkjazz - 15/05/2005 às 02h42 AM
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Eu tinha um pequeno canivete, desses de bolso. Eu riscava a madeira e ferro com ele. Escrevia o meu nome onde quer que eu passasse. Éramos inseparáveis. Um dia enfiei ele fundo num cara, no centro da cidade. Depois que sair daqui, dessa cela, ele vai estar me esperando, junto com minhas outras coisas. É tudo que eu tenho, e isso me basta.
rkjazz - às 02h12 AM
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Ouvindo Hurt - Johnny Cash
Eu queria dizer que você não precisa mais se preocupar
Que você não tem mais que ficar acordada esperando eu chegar em casa
Esperando que eu volte impune da noite por aí
Eu queria poder te dizer que o tempo que estamos aqui vale muito
Muito pra que a gente desperdice em coisas que só vão nos levar
até o
Outro
lado do rio
Pra só um momento de felicidade
A felicidade é algo que está em você
Que nasce com você
por isso esqueça de correr atrás de uma coisa que você nunca vai ter
eu também queria dizer que as coisas que eu penso são só minhas
você não tem que concordar com isso ou aquilo
você não tem que ficar infeliz só porque sou incapaz de vestir roupas limpas, fazer a barba e chamar os seus amigos pelo nome
você não tem do que se envergonhar, pelo contrário
eu queria que você soubesse que até os loucos tem sentimentos e necessidades
só que são outros
e isso não nos torna melhores ou piores que ninguém, apenas diferentes, só isso
e que o final, tanto para mim quanto pra você, será o mesmo
rkjazz - 14/05/2005 às 11h47 PM
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"Psico" Terminal na festa da Situação...muito louco...

rkjazz - 11/05/2005 às 01h22 AM
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A place called home...
Maria havia deixado o leite derramar. Podia sentir o cheiro. Ela era muito jovem quando se casaram. Não havia mudado em nada desde então. Queria Ter sido cantora e colecionava aqueles disco 78 rpm com capa e encarte em preto e branco. Com imagem de negros e seus instrumentos, tendo o campo ao fundo. Acho que no fundo ela mesma era em preto e branco. Vivia em preto e branco. Movimentava-se em preto e branco. Todo dia quando chegava em casa vindo do trabalho, sentava-se no sofá e abaixava a cabeça, enquanto Maria cantava coisas em outra língua lá no quarto. Que maldição era aquela? A casa parecia mais um estábulo, com tudo jogado por qualquer canto. Maria não demonstrava qualquer interesse pelas coisas da casa. Ela saía pra rua e ficava cantando por aí. Era fácil descobrir onde ela estava. Em segundos um pequeno grupo se formava. Ela no centro, se movendo em preto e branco. Ele sabia disso. Podia quase enxergar os negros e seus instrumentos em volta dela. Morria de vergonha. Todos a chamavam de "a louca que canta". Então ele decidiu trancar a porta sempre que saia pro trabalho. Enquanto descia a escada, podia ouvir os gritos de Maria e seus negros tentando sair pra rua. Degrau em degrau o seu coração mais apertado. O olhar dos vizinhos. O riso das mulheres gordas e feias, mas que eram excelentes mães e donas de casa. Maria então se punha sobre o parapeito da janela e cantava mais alto, mais alto. Vieram lhe avisar no trabalho. Era demais para ele. Foi preciso, com o coração muito mais que apertado, levá-la pra um sanatório. Então todos os dias quando chegava em casa, sentava no sofá, abaixava a cabeça e soluçava. O que tinha acontecido com a sua Maria? Só podia ser feitiço. Mas de quem? Enquanto ela não estava, pegou os malditos negros e arremessou com fúria pela janela. Um sorriso de escárnio lhe apareceu e quem passava por baixo da janela, que ficava no quinto andar, chegava a se assustar com tal ato de brutalidade. Falava para si mesmo "É preciso. Quem sabe assim ela não melhora?". Quando Maria voltou era outra. Começou compulsivamente a arrumar a casa. A por as coisas em ordem. Então, animado com a melhora dela, foi ao trabalho pedir o dia de folga ao patrão pra poder ficar com a sua Maria. Quando voltou, o leite tinha fervido e derramado. Chamou por ela. Maria não respondeu. Foi aí que percebeu a janela aberta.
rkjazz - 10/05/2005 às 08h27 PM
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O Mário é o cara...
Eu sempre falo isso. Quem me conhece sabe que não to inventando nada não. Acontece que pode parecer um pouco vago essa história pra quem não tem muita afinidade com o trabalho do Mário Bortolotto. O Mário é o "cara" pelo seguinte: Venceu pelo trabalho e pelo talento que ele tem de sobra. Nunca se distanciou dos seus objetivos e de seus pontos de vista. Nunca puxou o saco de quem quer que seja pra obter isso ou aquilo. Pelo contrário, tem uma porrada de gente que não gosta muito das suas opiniões e tal – Mas aí é outra coisa. To falando que o cara é extremamente coerente com o que fala, escreve e vive. Não é uma farsa. Acontece também que o cara tem um gosto musical – E não é só o gosto musical que é refinadíssimo não – pra lá de excelente. O Mário sempre foi pra mim, desde o dia que eu descobri o londrinense de macacão de piloto que veio especialmente pra uma leitura do texto dele "Fuck You Baby" que a gente tava montando, um referência. Ele conhece muita coisa. É um garimpeiro incansável de sebos, livrarias, cinemas e botecos como eu nunca vi igual. Mário é como o bom vinho, que com o tempo só vai melhorando e ficando mais refinado ainda. Mas isso não quer dizer que você tenha que ter cerimônia pra abrir a garrafa. Não mesmo. Pode abrir ali, no meio fio, que com certeza o Marião vai estar disposto a dividir tudo que ele conhece, que achou em anos sabiamente vividos e registrados. Claro que ele é meu amigo, mais que isso, considero o Mário como meu irmão mais velho. Talvez a única pessoa na vida que tenha a manha de me pedir pra tirar o pé do acelerador e que eu vou levar isso em consideração. Eu ouvi Mário, pode deixar que vou maneirar na medida do possível. Acontece que o cara comentou os trabalhos que a gente anda fazendo. Quando falo a gente, quero dizer OAEOZ, IRIS, TERMINAL GUADALUPE e mais o trabalho da banda JUSTINE, que eu ainda não conheço mas vou atrás agora mesmo. Porra, é uma honra ser ouvido pelo Marião. Pra quem nunca viu uma montagem do seu grupo de teatro "Cemitério de Automóveis" – que conta com uma rapaziada pra lá de especial e a talentosíssima atriz "Sister Morphine" Fernada D’Umbra – vou só dizer que a sonoplastia feita pelo Mário é um caso à parte. Um show à parte. Sempre Que eu e a Rosi vemos um espetáculo deles, a gente pergunta pro Mário quem é que toca aquela música e tal...e a gente acaba voltando pra casa com um CD que ele mesmo providencia na hora, com coisas que vão fazer a nossa cabeça por muito tempo. É disso que eu to falando quando digo que o Bortolotto é o cara. Agora vão lá no Blog dele e vejam o que ele escreveu sobre essas pessoas que andam por aí...bebendo por aí...se perdendo por aí. Grande abraço brother.
http://atirenodramaturgo.zip.net/
rkjazz - às 02h13 PM
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Quando dois caras resolvem que a vida é simples e que basta um lugar sossegado, uma mesa de sinuca onde as bolinhas procurem seu destino com tranqüilidade, onde a cerveja esteja bem gelada, apesar de um deles estar sabiamente abstêmio a maior parte do tempo. Quando dois caras resolvem que agora a humanidade pode dormir sossegada, pois o único ato de loucura que os dois possam vir a cometer contra ela é virar a noite em direção a madrugada e aos primeiros raios de sol, em silencio, olhando as bolinhas irem pra lá e pra cá, sumindo uma a uma. Isso é um momento sagrado de pura poesia onde os irmãos analisam cada movimento um do outro, guardando cada detalhe como um valioso segredo. Isso poderia ser em qualquer parte do mundo, em qualquer cultura...talvez a maneira de se expressar fosse outra...mas aqui são tacos e bolinhas sobre uma mesa verde...pura poesia...puro silencio. Quem ganhou? Isso, realmente, não tem a menor importância...obrigado meu irmão...nunca vou esquecer desse sagrado momento.
rkjazz - 09/05/2005 às 02h18 AM
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E olha essa aí...
...Já que o dia é falar do rock de Curitiba, o Terminal Guadalupe disponibilizou o primeiro single do disco novo também no Trama Virtual. Esquimó por Acidente já é uma das melhores músicas do rock nacional em 2005.
http://www.tramavirtual.com.br/terminal
Marcelo Costa/Scream&Yell
E o Marcelo ainda fala de outra bandas daqui...o Ivan - OAEOZ - deu o serviço. Dêem uma passada lá e confiram...é Curitiba...
rkjazz - 06/05/2005 às 04h43 AM
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Essa eu tirei lá do Blog da editora Barracuda...é exatamente assim que eu me sinto...

rkjazz - 05/05/2005 às 09h34 PM
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Saquem só...TG, Nambrena e outras atrações...

Tá...ficou meio ilegível aqui..então vai aí:
Quando: 08/05/2005 - às 15 horas - Domingão
Onde: ASPS - rua Comendador Franco (av. das Torres) ao lado do BIG
Quanto: R$ 5,00 + 1 Kg de alimento - quem levar um quilo* concorre a prêmios e tal
*quilo de alimentos, bem entendido...
rkjazz - às 01h14 AM
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