Rubens k - Qualquer Merda que der na Telha

Era tarde, tinha ficado fazendo serão pra ver se, no final do mês, conseguia ganhar um pouco mais de dinheiro. Quem sabe ia poder pagar o empréstimo. Emprestar dinheiro da família é a maior merda. Ficam todos te olhando no almoço de domingo, todos sentados em volta da mesa, engolindo o macarrão com um silêncio de velório, com os olhos dizendo “Inútil” “Vagabundo” “Nem consegue sustentar a minha filha direito”. Irene! Onde é que ela se meteu? Estou casado há 10 anos, sou formado em comércio exterior, mas faço bico num escritório de advocacia. Perdi o emprego há cinco anos e Irene tá sem poder trabalhar também. Depressão, estresse (esse foi o diagnóstico que o filho da puta do médico deu). Nem precisava ir lá pra ele me falar isso. Irene! Onde é que você está? Desde que ela foi demitida do banco, nunca mais foi a mesma. Tentamos abrir uma lanchonete, uma loja de armarinhos, um quiosque de suco, mas nada. Isso só levou o resto das economias. Irene! Porra, já to perdendo a paciência! Ela foi demitida porque o gerente, o filha da puta do gerente queria comer ela de qualquer jeito. Irene sempre foi muito gostosa, tem uma bunda que não é deste mundo. Queria quebrar o pescoço do desgraçado, mas ela vinha com a história de que precisávamos do dinheiro – eu estava sem trabalho na época. Fui engolindo. Irene! Caralho! Sobrou janta, ou não? Então ele finalmente conseguiu o que queria. Estuprou ela num banheiro, no porão do banco. O filha da puta. Acontece que o cara é filho de um figurão aí e abafaram tudo. Deram uma grana pra Irene ficar de boca fechada, mas ela se fechou inteira e nunca mais se abriu de novo. Tentamos recomeçar em outra cidade e aqui estamos. Numa das raras vezes que transei com Irene depois do estupro, ela engravidou. Achei que isso iria deixar ela feliz, mas nada. Ela piorou muito. Não aceitava a gravidez e chorava noite e dia. Irene! Mas onde diabos você se meteu? Até que ela perdeu a criança. Porra, tudo parece dar errado nessa nossa vida. Gosto muito dela, sou capaz de qualquer coisa por ela. Ainda quero matar aquele desgraçado que deixou ela assim, mas não sei mais  se vai adiantar. Irene!? Como é que não percebi o cheiro do gás? Porra, não sei? Eu geralmente vou entrando em casa, vou pro banheiro, ou ela está deitada no quarto ou está lá na sala, assistindo TV. Dessa vez, ela não estava nem no quarto nem vendo TV.

rkjazz - 29/09/2005 às 06h34 PM

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Estávamos dentro agora. Carlos carregava as caixas cheias de dinheiro. Empilhava uma a uma em um canto do cofre. Os guardas estavam nervosos e ficavam repetindo “andem com isso” “mais depressa” a toda hora. Todo aquele dinheiro iria ser queimado. Notas velhas que foram tiradas de circulação. Devia ter um milhão em cada uma das caixas. Mais ou menos isso. Um milhão. Bem ao nosso alcance. Podia sentir a textura das notas através da caixa de papelão. Minha ex-mulher dizia que eu falava com o dinheiro. É verdade, e ele sempre me chama pelo nome. Conforme combinamos, Carlos deixou uma das caixas cair e o dinheiro se espalhou bem na entrada da porta do cofre. Todos os guardas vieram gritando e chutando o que podiam porta adentro.  Deixaram seus postos de vigia descobertos. As pessoas confiam demais numa posição, num título, num cargo. Isso é apenas mais um nome pra mim. Sou o supervisor de cargas do carro forte. Nunca fui revistado. Deviam ver a surpresa quando tirei a minha pistola. Deviam ver a cara de pânico daqueles merdas de quepe azul, quando outros dois comparsas encostaram o camburão.  Quando foram amarrados e amordaçados. Quando souberam que aquele era o último dia de suas tristes vidas.

rkjazz - às 05h20 PM

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Para ler.

rkjazz - 28/09/2005 às 07h03 PM

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Depois da péssima notícia sobre o encerramento das atividades do 92°, a inalguração de outro espaço,  o PORÃO LOQUAX  (e pasmem, também é um porão) vem bem a calhar. É um espaço para a poesia, música, o teatro, a prosa, a dança e as artes plásticas como a performance e a fotografia . Idealizado e dirigido pelo poeta Mario Domingues e por Ieda Godoy, irá funcionar todas as terças-feiras, onde será possível aos poetas, músicos, etc, além de se utilizarem do espaço para leitura de textos e shows, comercializarem suas respectivas obras. Outro detalhe importante é o preço da entrada,R$ 1,99, o que deverá possibilitar o acesso a um grande número de pessoas a esses eventos. Parabéns e vida longa a essas boas iniciativas. 

 

Programação – Outubro de 2005

 04/10: Rodrigo Garcia Lopes: poeta e tradutor. O poeta londrinense fará leituras de poemas de seu livro Visibilia, e traduções e apresentará canções de sua autoria, com o violão em punho.

 11/10: Fernando Koproski: poeta e tradutor. Koproski se apresentará acompanhado do poeta Alexandre França no violão, e lerá poemas de sua autoria e traduções de poemas de Charles Bukowski.

 18/10: Adalberto Muller, poeta e tradutor. Atualmente em Brasília, Muller virá a Curitiba ler poemas de seu livro Enquanto velo teu sono, e traduções do poeta Paul Celan. O convidado especial é Marcelo Sandmann, poeta e músico.

25/10: Ricardo Corona, poeta e tradutor. Corona vai mostrar uma versão
sampleada de seu CD Ladrão de Fogo, contendo sonorizações de seus poemas.

Serviço:

Wonka Bar – Trajano Reis, 326 – São Francisco

Curitiba – PR

Horário: 22h

Couvert: 1,99

rkjazz - às 05h56 PM

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"ôôôô crianças...isso é só o fim...é só o fim..."

                                                           Marcelo Nova

 

 

Estou em choque até agora, tentando ligar pro Jr. e saber, por ele, da história toda. Não dá pra acreditar que isso vai acontecer. O 92° é o foco de resistência contra as várias mediocridades que imperam nesta cidade (e no Brasil). É só ler um pouco da história do lugar, do próprio Jr., que nunca teve apoio (a não ser da família e dos amigos mais chegados e olhe lá) de porra nenhuma para levar o sonho de uma casa de shows,selo,  e cooperativa de bandas para frente. E que casa de shows, heim? Sou suspeito para falar dos dois (do 92° e do Jr.). Cresci lá, fui aceito por aquelas pessoas (a mãe do Jr., a Claudete, era a minha mãe também, cuidava para que eu não complicasse mais ainda as roubadas que eu entrava) e isso mudou toda a minha vida. Mais que isso, vi a história sendo feita dia a dia. Toquei na Jully et Joe - junto com o Jr., Luciano, Coelho (Rafael/Paulinho) - e vi, algumas vezes, o Jr. tendo que se desfazer de coisas suas, coisas pessoais e que ele precisava para tocar, para pagar os prejuízos do lugar, dos shows, para que o sonho não parasse por ali. Vi que ele nunca voltou atrás e sempre vinha com aquela “É man, fazer o quê? Tocar pra frente”.  Nada é por acaso mesmo. Dia desses, fizemos uma entrevista com o Jr. (eu e Melissa) obre o cara e seu porão mágico. A alegria que o Jr. fala de suas conquistas, seus tombos e sua vida é tão contagiante que você fica pensando “esse cara nasceu pra isso, meu”. E é verdade. Nesses anos todos, acompanhei, mesmo que de longe (após o fim da Jully et Joe ficamos um pouco distantes) o que o Mr. Underground estava aprontando. Foi ele quem incluiu a cidade no mapa do rock’n’roll mundial (tem uma entrevista maluca com o Sandman citando um bar, numa cidade do sul do Brasil, onde os caras do Fugazi tocaram, como sendo um lugar que ele gostaria de também tocar). E o mérito é só dele. Foi ele quem deu (e dá) a chance de bandas novas e desconhecidas tocarem com uma estrutura decente, em pé de igualdade com as bandas já reconhecidas e tal. Muitas dessas bandas estão por aí ainda, outras ficaram na lembrança, mas todas são história, como o próprio cara e seu bar. Foram os anos mais felizes e loucos da minha vida. Me emociono só de entrar naquele porão. Lembro de cada show, cada amigo feito, cada cerveja. Lembro que nunca mais consegui me curar dessa doença (o rock'n'roll) e tentar, até agora, me manter vivo e colaborando com as bandas que faço parte. Não importa se tem 400 ou 10 pessoas na tua frente, isso não importa. O que importa é que o porão vai continuar de pé, dentro de cada um que passou por lá, com o som alto, as pessoas esquecendo um pouco da merda que é ter de sobreviver e você lá, destilando os sonhos, mostrando que é sim possível essa história toda de rock’n’roll.  Tenho certeza que o Jr., mais uma vez, vai superar as adversidades (a vida inteira dele foi assim). Também tenho a certeza que Curitiba vai perder um pouco do charme, da força que tinha o 294 da Visconde do Rio Branco. O porão mágico que viu uma porrada de moleques virarem  homens e voltar, quando passam da porta pra dentro, a serem moleques de novo. Um brinde, meu caro amigo, estamos aqui para apoiar a decisão que você tomar. Um grande beijo.

rkjazz - às 03h02 PM

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NÃO ACREDITO! NÃO DÁ PRA ACREDITAR! NÃO PODE SER VERDADE! MAS QUE MERDA É ESSA AFINAL?

92°

DE INVERNO

rkjazz - às 01h34 PM

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A estratégia...

 

E tem mais fotos de sexta-feira (aos poucos vou colocando- essa merda de fotolog tem um limite de postagem e tal), depois da festa na GGG (no bola 100, jogando sinuca com os brothers). É só clicar no Fotoblog do Rkjazz aqui do lado e conferir.

rkjazz - 27/09/2005 às 07h30 PM

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E se foi mais uma noite, e que noite: Poesia rock’n’roll, bons amigos, novos amigos, tudo que a gente gosta de fazer. Tá de parabéns o pessoal da Grande Garagem que Grava: O Ferreira, o Rodrigão, o Magoo, o Renatão e seu “chilli”, enfim, todos que trabalham na GGG e que estão realizando projetos muito legais. Foi em alto nível a festa dos cinco anos do programa Rádio Caos (como o tempo passa rápido quando a gente tá se divertindo). Acabamos a noite em uma mesa de sinuca com o Márião, Chacal (grande figura e poeta e ótimo papo), Carlão, Patty, Flávio Jacobsen, Thadeu, Catarina, Paulinha e Marcelo, JM e mais uma porrada de gente que não lembro mais (que porre). Perdi mais uma pro Bortolotto (quanto está o placar? Vai ter volta) e acabei sendo presenteado com o livro “A Vida é Curta pra ser Pequena” do grande Chacal (obrigado, cara). Agora é juntar os pedaços e se preparar pro show de domingo,25/09 lá no Motorrad (me falaram que sexta tava ducaraio). Depois tem Mercury Rev, no CRF. E depois disso tudo, tem mais esses shows aqui, é mole? Haja água...e cerveja.

 

 

rkjazz - 25/09/2005 às 02h40 AM

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E deu na Folha de São Paulo, no caderno Ilustrada. Melhor que colar aqui, vejam no blog do Terminal, onde o Dary explica qualé da matéria. Isso aí, rapaziada, que venha o segundo, o terceiro o quarto disco...

 

Terminal Guadalupe Blogger

rkjazz - 23/09/2005 às 12h54 PM

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Relembrando...nunca é demais.

 

FESTIVAL TINIDOS

23/09 (sexta) a partir das 23h
POLÉXIA
LUDOV (SP)
RELESPÚBLICA

24/09 (sábado) a partir das 17h
SKI
LISS (SC)
WANDULA

25/09 (domingo) a partir das 17h
JOHNZ
POLAR(RJ)
TERMINAL GUADALUPE

Local: MOTORRAD
Ingressos: R$ 7 por dia (exceto na sexta, com entrada a R$ 10,00)

O Motorrad Bar fica na Rua Trajano Reis, 418, esquina com Inácio Lustosa (próximo ao Shopping Mueller), no Centro de Curitiba

rkjazz - 22/09/2005 às 10h22 PM

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EXtra! Extra! Extra!

Foi cancelado o lance na marquise da loja  da Brasil Telecom. O tempo daqui não ajuda eventos ao ar livre mesmo. Fazer o quê? Ficou o gostinho de tocar o foda-se sobre os telhados de Curitiba.

Peço desculpas a todos, mas não foi nossa culpa (reclamem com São Pedro).

Abraço.

 

rkjazz - às 02h54 PM

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São essas novidades que fazem a gente continuar e procurar, cada vez mais, melhorar.

COMEÇOU!

 
Nas primeiras horas em que esteve disponível no Portal Flex Access (www.flexaccess.com.br), "Esquimó por Acidente" foi baixada por 87 emissoras de rádio de 86 municípios do País. Detalhe: apenas três emissoras estão localizadas em capitais (Vitória, Porto Velho e Palmas) - mesmo assim, de regiões distantes dos grandes centros. Ou seja: a grande força deste canal de distribuição de música é o interior do Brasil.
 
É um barato saber que gente de Arapiraca (AL), Irecê (BA), Barro (CE), Rubiataba (GO), Imperatriz (MA), Santa Maria de Itabira (MG), Três Lagoas (MS), Colider (MT), Gravata (PE), Umuarama (PR), Paraty (RJ), Espigão do Oeste (RO), Venâncio Aires (RS), São Bento do Sul (SC), Ourinhos (SP) e Araguaína (TO), entre tantas cidades, pode pedir a nossa canção na rádio.
 
Que coisa louca! E a lista vai crescer ainda mais nos próximos dias. Bacana. Então, vai à Rua das Flores nesta quinta? A gente toca por volta das 17 horas. Ali, na marquise da loja da Brasil Telecom. Apareeeeeeeeeeeeeeeeeeça!
 
Dary.

rkjazz - às 12h58 AM

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Estou a mais de doze horas dentro desse carro, dirigindo por essas intermináveis retas e curvas que vão aparecendo pela frente. Um pack de cervejas comprada num boteco de beira de estrada, um pacote de Marlboros, Curtis Mayfield no rádio. Tenho quase tudo de que preciso bem aqui, ao meu lado. Sinto um pouco pela vida deixada pra trás, por aquela garota que tinha planos de uma vida a dois. Sinto pelas vezes que falei não, sem pensar. Que cheguei em casa muito tarde e bêbado demais para prestar atenção nas coisas que você tava falando. O aluguel atrasado, a TV pifada, o relógio que nunca marcou compromissos importantes. Tudo isso ficou a bons mil quilômetros pra trás. Agora só o vento me faz tirar os olhos do meu destino, quando rola aquelas bolas enormes de mato. Me sinto como Neal Cassidy  “On The Road” pela vida. Me vem na cabeça o quanto nos tornamos pequenos quando ficamos parados num mesmo lugar. Agora Al Green dá o tom (Aint No Sunshine When She's Gone), levanto o volume e fico lembrando dela, encostada na parede, subindo a saia, com aqueles grandes olhos pretos grudados em alguma parte do meu corpo. Lembro do bom e velho irmão Mário Bortolotto, que deve estar cruzando os céus rumo a Paris, ou Londres ou Acapulco, transformando a vida em poesia, com seu Jack Daniel’s sem gelo, cochichado pra Deus, lá nas alturas, bem dentro do ouvido de Deus “Naked Christine”, e deixando o coroa corado e as anjinhas mais espertas. É isso aí, nunca estivemos tão perto de Deus como agora.

rkjazz - 21/09/2005 às 04h12 PM

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Mais boas notícias, por Dary Jr.

A canção "Esquimó por Acidente" está na capa do site Flex Access (www.flexaccess.com.br), que abastece com mp3 cerca de 3,5 mil emissoras de rádio do Brasil. O bacana disso tudo é que vamos ter relatórios sobre quantas rádios baixaram a música e se elas estão executando, pois o sistema faz o monitoramento.

"Esquimó" está nas paradas de rádios AM de Campo Grande, Dourados e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Também é bem executada em FM's de Assis, Araraquara e Jaú, interior do Estado de São Paulo, de onde recebemos os avisos de ouvintes.

Outra novidade é a inclusão de "O bêbado de Ullysses" na programação da FM Transamérica Pop (100,3) e de "Lorena foi embora..." na Lúmen FM (99,5), ambas de Curitiba. Duas rádios virtuais, uma brasileira (
www.iwr3.com) e uma mexicana (www.xsgritaradio.com), também tocam as nossas músicas.

Aos programadores e aqueles que telefonam para pedir as canções, muito obrigado. Não é nada, não é nada, já são pelo menos três músicas nas ondas do rádio. É muito para um disco recém-lançado e independente que se aproxima das primeiras 1.000 cópias vendidas e registra mais de 15 mil downloads das novas canções.

É isso. Torça para que não chova e apareça amanhã, por volta das 17 horas, na frente da loja da Brasil Telecom da Rua das Flores, beleza? O show vai ser bacana. Abração.
 
Dary.
 
 

rkjazz - às 12h12 PM

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Ele gostava de rock’n’roll e seu sonho era o mesmo que qualquer garoto que tocava guitarra. Passava horas escutando riffs e mais riffs. Escutava a alma do blues sendo dilacerada e mostrada em solos sinceros e demoníacos. Leu muito sobre “os grandes”, então resolveu sair daquela cidadezinha, onde o seu talento nunca seria reconhecido. Andou por toda a parte, de trem, a pé, de carona. Arrumou emprego em lojas de discos, em Shopping Centers; economizava tudo que ganhava para comprar uma parte do seu sonho. Comprou a guitarra de segunda mão, uma Gibson Golden Top de U$ 7.000. Agora não tinha mais volta. Acordou certa manhã e foi até o centro da grande cidade. Ia trocar seu nome: daqui em diante, iria se chamar Jimmy. Não tinha idéia do que estava fazendo exatamente, mas sentia que era a decisão certa. Abandonou o emprego na Sun Records e montou uma banda com uns caras que tocavam em uma espelunca no Village. Pela janela da limousine, Jimmy vê seu nome escrito pelos muros desta mesma grande cidade, afirmando que ele é o verdadeiro Deus da guitarra. Quando olha pra trás, Jimmy ainda se vê dentro do quarto, tarde da noite, tentando fazer silêncio para que seu padrasto não encha o saco. Quando olha pra trás, Jimmy lembra das intermináveis horas que tinha de ficar na escola, aprendendo sobre números que não lhe diziam muita coisa. Quando olha pra trás, lembra das surras e da afirmação de que ele nunca seria ninguém na vida. Quando olha pra trás, ainda sente o mesmo ódio correndo dentro dele, jorrando nos olhos. Quando olha pra trás, Jimmy tem a certeza que fez a coisa certa.

 

 

Confiram esse link. É demais.

 

rkjazz - 20/09/2005 às 05h34 PM

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rkjazz - às 04h49 PM

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E esta resenha do "Você Vai Perder o Chão", do TG (lógico), é do Leo Vinhas.

Ei, Leo, se você não aparcer por aqui, vamos te buscar na porrada. Tá entendido?

Abraço.

confiram aqui

rkjazz - 19/09/2005 às 07h21 PM

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Novidades e mais novidades. Sabia que essa semana seria "a fuder". Então sigam direitinho pra não perder nada.

Primeiro, a resenha do disco "Você Vai Perder O Chão", do TG, que saiu na Rock Press (já  está nas bancas);

Banda curitibana com seu rock de primeira que remete a Los Hermanos, Weezer, Beatles e Beach Boys. O trabalho flui bem com destaques (ainda mais com uma produção dessas) para as faixas Burocracia Romântica, Veludo Sobre a Areia, O Peso do Mundo e os trinta e sete segundos da excepcional Por Trás do Fator Gallagher, uma pequena/grande obra-prima de humor. O CD encartado junto a uma revista poster, incluindo as letras, foi uma excelente idéia.

                           Carlos Eduardo Lima.

 

e...mais coisas imperdíveis a fazer nesta santa semana:

 

 

E tem ainda uma novidade inesperada para quinta-feira. Deixa só eu ter a confirmação que informo aqui. A gente se vê no show do Mercury Rev, sim senhor...hehehe.


rkjazz - às 07h05 PM

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Minha irmã Telma está com um blog. Ela mora na Flórida (terra dos hurricanes). Estes são aguns dos desenhos que ela postou lá no blog dela (porra, tá desenhando bem pacas). Legal, sister. Muitas saudades. 

 

Lembro quando moravamos juntos, você tava desenhando e eu cheguei da rua e joguei meus all stars em cima do que você tava fazendo. Você desenhou eles, lembra? Vou tentar achar pra pôr aqui, ainda tenho o desenho.

rkjazz - 18/09/2005 às 10h20 PM

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"O grande amor é aquele que não dá certo..."

                                                                   Jamil Snege

 

Quando não tiver mais para onde ir, volto para você.

Quando nem mais um lugar me aceitar, volto para bem perto de você.

Quando minhas mãos não prestarem mais para nada, volto para que você faça luvas de tricô para mantê-las aquecidas.

Quando meus cabelos estiverem bem brancos e eu cansado, volto para o seu travesseiro e vou ficar ali a noite toda.

Quando não me restar mais nada, restará você, até o fim.

rkjazz - 16/09/2005 às 03h42 AM

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Agora sou eu que não tenho escrúpulos? Sim, sou sempre eu que não tenho alguma coisa. Se eu soubesse que não ter onde morar me daria tanta dor de cabeça assim, teria cometido um crime onde a pena fosse bem maior.

rkjazz - 15/09/2005 às 05h33 PM

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Qualquer babaca pode ser feliz, quem disse que eu quero ser um deles?

Tenho passado a vida dando explicações sobre uma coisa que nem entendo direito. Daí eles chegam e me botam atrás das grades. Me internam numa espelunca mal iluminada e imunda. É essa a visão de ajuda que vocês têm? Quem aqui pediu alguma coisa? Me Façam o favor, o último que sair, apague a luz.

rkjazz - às 05h06 PM

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Você me pediu um tempo.

Eu te dei todo o tempo do mundo.

Você disse que não precisava de tanto tempo assim.

Então estou pegando o meu tempo de volta, meus discos, minhas revistas, minhas roupas.

Quem sabe assim você tem mais espaço também?

rkjazz - às 05h00 PM

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Não tenho estômago

Não tenho saco

Não tenho coração

Não tenho cabeça

Não tenho os pés no chão

É isso mesmo, não sou humano também.

Isso te irrita tanto assim?

rkjazz - às 04h56 PM

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Se eu me sinto feliz? Tenho meus amigos, Jaco Pastorius no Cd, cerveja na geladeira, uma idéia muito boa que pode mudar o mundo...Se eu me sinto feliz? O quê você quer que eu responda? Sim, eu pergunto o quê você quer que eu responda? Se eu me sinto feliz? Só tenho uma puta vontade de quebrar a tua cara, e alguns ossos. Isso se regenera, vai por mim, pelo menos uma vez, acredite em mim.

rkjazz - às 02h50 AM

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Já teve um dia em que a minha maior preocupação era o tempo, se ia fazer sol ou chover. Se fizesse sol, a brincadeira era na rua, se chovesse, bom, aí a coisa era mais chata e solitária. A brincadeira era imaginar coisas pra passar o dia. Não lembro muito da minha infância (tenho péssima memória pra tudo), mas lembro que tinha três amigos inseparáveis. Três amigos para brincar, fechar o pau, testar os limites. Três exploradores descobrindo a si mesmos e o que tinha em volta, pelo bairro. Acho que por isso não tenho medo da rua, cresci nela. Assim foi até os 24 anos, na rua, sempre na rua. Acontece que de lá, dos meus 24, até agora, as preocupações são outras e não tem nada a ver com brincadeiras. O Mário escreveu comentando sobre essa solidão que a gente não tinha, essa coisa de adulto. Sobre como a gente se pega lembrando do que foi e tudo o mais. Coisa de velho (eu pensava enquanto escutava minha avó contando como era o mundo quando ela ainda tinha alguma esperança). Minha sábia avó. E eu achava que ela tinha sido sempre assim, a vida toda, velha. Para uma criança é isso que os velhos são, velhos e ponto final. Descobri, com o tempo, que não é nada disso. A tal da experiência, vem dos tombos e porradas que a gente toma na vida. Hoje eu fico no canto do bar, olhando todas aquelas pessoas, que devem ter no máximo 28, falando da vida com uma propriedade. O que você sabe da vida aos 28? Sei muito pouco aos 37. Só aprendi uns macetes importantes pra não me machucar demais. Só aprendi que quanto mais velhos, mais distantes de nós mesmo. Vejo isso nos olhos do meu pai, com seus setenta e três anos, e da minha mãe, com seus setenta. Tenho certeza que eles não são aquilo ali que a gente vê, tenho certeza. Ainda lembro da minha sábia avó me dizendo que a vida era uma grande brincadeira, que não era pra ser levada tão a sério assim. Gostaria de ter seguido mais os seus conselhos.  

 

Sobre o Tempo

 

Na parede da casa a tinta descasca

No quintal vazio, só vejo sombras

Nas minhas mãos, manchas

Será que o tempo chegou pra ficar?

Será que fiquei na distância?

O tempo agora é lento é triste

Caminhar agora é sem pressa

 

rkjazz - 14/09/2005 às 12h40 PM

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E o Leo Vinhas entrevistou o Igor Ribeiro (Iris/ESS). Tá bem bacana a entrevista.

Confiram

 

rkjazz - 13/09/2005 às 10h20 PM

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Rolling Stone publica últimas anotações de Hunter Thompson

Redação Portal IMPRENSA

O pai do jornalismo Gonzo!, Hunter S. Thompson, que faleceu no último mês de fevereiro, terá suas últimas anotações veiculadas na revista Rolling Stone.

A informação foi publicada hoje no caderno Ilustrada, da Folha S. Paulo. Segundo o jornal paulistano, a notas foram escritas quatro dias antes de seu suicídio e "se explicita a angústia que o levaria a se matar e o incômodo que sente em relação à sua idade". A Folha também publicou um trecho das anotações, "Chega de jogos. Chega de bombas. Chega de andar. Chega de diversão. Chega de nadar. 67. São 17 anos depois dos 50. 17 a mais do que eu precisava ou queria. Chato. (...) Não finja sua idade avançada. Relaxe -não vai doer", escreve Thompson.

 www.portalimprensa.com.br

rkjazz - às 06h20 PM

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Era a desconfiança que te movia por baixo dos lençóis, sempre muito limpos. Era ela que te fazia ceder a todos os impulsos sádicos que teu corpo nunca havia experimentado. Era ela de novo, por traz do balcão, mordendo o canudinho da coca-cola. Era sempre ela que te fazia chorar sozinha em casa, encostada na parede, caindo até o chão, sem sapatos. Era ela te dizia que a mentira era uma inimiga e que estava por perto. Você acreditou nas duas. Ora na desconfiança, ora na mentira. Agora, não tem motivos pra acreditar em mais nada.

rkjazz - às 01h35 PM

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Relembrando os shows do final de semana.

Show com:

 

Silver Bugs (CWB)

 

Gruvox (CWB)

 

Fundação Rock (Londrina)

 

Terminal Guadalupe (CWB)

 

Data: 16/07

 

Local: 92° (R. Visconde do Rio Branco, 294)

Fone pra contato: 3223-5982

 

Ingressos: R$ 8,00 + cerva 600ml

 

A casa abre às 19:30/chegue cedo

 

Discos das bandas a venda no local

Dia: 17/09

Lugar: Korova (rua David Carneiro, 469)

Fone para informações/reservas: 3025-8085

O mais importante: Mina paga meia até às 23:00 horas.

Preço: R$ 7,00 propinas

rkjazz - às 01h22 AM

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Não tentem fazer isso. É so para profissionais...

 link

rkjazz - 12/09/2005 às 10h07 PM

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Ela disse que tinha umas coisas pra resolver na cidade. Se eu fosse mais esperto, tinha notado o perfume, a camisa branca bem passada e seus botões estrategicamente abertos. Os brincos discretos, aqueles que eu tanto gosto, que não destoam do par de orelhas perfeitas que ela tem. O penteado que a deixou mais jovem e atraente. A saia preta com aquela abertura enlouquecedora até quase a calcinha. Os sapatos de salto alto e claro, aquele par de pernas que valiam a vida cada vez que ela as cruzava, lentamente. Claro que eu não sou esperto, mas por via das dúvidas, coloquei o 38 sobre o travesseiro. De uma mulher como essa, pode se esperar quase tudo. 

rkjazz - às 09h35 PM

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Estávamos de férias, então resolvemos ir para um desses lugares onde tem neve. A idéia era esquiar, ficar por perto da lareira comendo coisas bem quentes e deliciosas. Não me animava muito pra sair da cabana, tenho problemas com o frio nas extremidades do corpo, mas os outros pareciam se divertir com bolas de neve e outras brincadeiras. Era depois do almoço quando o guia chegou pra darmos uma volta numas motos que, em vez de rodas, tinham esquis, iguais aos do helicóptero. Adaptamo-nos rápido aos comandos da coisa e fomos pro meio da floresta. Tudo branco e gelado. Isso mudou a minha concepção de inferno. A mim, o frio parece bem pior do que o calor. Ninguém nos falou nada sobre a autonomia das coisas que pilotávamos (nem nós perguntamos), então fomos indo, como idiotas, cada vez mais para o meio do inferno branco. O sol tinha ido embora e em seu lugar nuvens e uma pequena nevasca (tudo certo – pensei). Bom, éramos três babacas no meio do nada quando enchemos o saco e resolvemos voltar. Não existem estradas na neve, só caminhos no meio da floresta congelada e são todos parecidos. Ficamos sem gasolina em algum lugar perto de uma montanha enorme, mas isso não me dizia nada. Montanhas era o que mais existia por ali. Saímos andando, afundando e praguejando a neve, os galhos congelados que cortavam o rosto, pequenas avalanches que provocávamos ao passarmos desavisados por pequenas inclinações. Ouvi alguém falar que tudo pode ficar pior ainda quando você é um babaca inexperiente num lugar que você não domina. Foi o que aconteceu. Sempre amei animais. Sempre gostei muito de assistir programas em que eles são as estrelas, simplesmente fazendo as coisas que eles fazem na natureza. Lembro de um em especial: sobre os grandes ursos marrons. Fiquei impressionado sobre o hibernar, como o urso perde peso. Depois, sobre o ciclo dos peixes, salmão, que voltam ao rio para se reproduzir e são comidos pelos espertos ursos mortos de fome. A natureza sempre me intrigou nesse sentido: o da perfeição em que as coisas acontecem. Nada parece funcionar desordenadamente, a não ser quando o homem interfere. Bom, não sou especialista, mas acho que era um destes belos exemplares de urso marrom com mais de meia tonelada de peso que estava na nossa frente, sobre as duas patas traseiras (e assim ele ficava com uns bons mais de três metros), morto de fome, soltando um urro quente que não tem nada de parecido com o da TV. Sempre soube que um dia eu morreria, achei que aceitava a morte como uma coisa natural. Ser devorado por um urso enorme não era exatamente a idéia que eu tinha construído da morte. Mas era a morte sim que estava na nossa frente agora. Tive a certeza na hora em que vi a grande criatura nos observando de perto, nos olhos, e depois, quando fui resgatado (eu fui o único sobrevivente desta nossa aventura na floresta) próximo a um rio, desmaiado. Não lembro como fui parar lá. Não lembro de como tudo aconteceu. Dizem que tenho de fazer uma terapia pra superar isso. Perdi as duas pernas e um braço, perdi dois amigos. Nunca mais voltei praquele inferno gelado, praquela luz maldita, mas ainda assisto a programas sobre animais. Os ursos, agora, são a minha fixação. 

rkjazz - às 02h25 PM

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Churasco na casa do Tadeu deu nisso...e ele ainda quer compor o refrão...do Tadeu WojciechowskiW

ojciechowski 

Restos de rostos

Não ficam na memória

Pra conversar comigo

É uma outra história

 

Derrota não é vergonha

Também nem glória

A minha maior vitória

É sem ser vergonha

 

(Tadeu Wojciechowski)W

rkjazz - 11/09/2005 às 02h48 AM

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Porra...onde estão os meus revólveres?

rkjazz - às 02h41 AM

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As ruas sempre foram lugares das mais diferentes oportunidades. Pessoas desconhecidas, pessoas que chegam de toda a parte com seus sonhos dobrados e mal passados dentro de malas surradas. Novas lojas, onde tudo custa 50 cents de dólar, engoliram as tradicionais, de departamentos. Uma música com um refrão vulgar tocando em todos os aparelhos de rádio ao mesmo tempo, por todo o lugar. As ruas sempre foram lugares aconchegantes quando se sabe pra onde ir, quando se sabe tirar delas o sustento, quando se conhece o lugar que nunca fecha e suas canecas de café & rum. Agora que estou voltando pra elas, a primeira coisa a fazer é comprar um bom terno. Depois, um bom revólver.

rkjazz - 10/09/2005 às 11h57 AM

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Nick apertou a bituca de cigarro entre dois dedos e atirou longe. Ficou um tempo olhando o arco que ela fez até cair dentro da água que corria da sarjeta até o bueiro. Ficou imóvel e distante. A chuva serve de pretexto pra vários sentimentos. Nick não encontrava nenhum daqueles que conhecia, nenhuma palavra para o que estava sentindo agora. Podia atravessar a rua e ir embora, mas preferiu ficar ali embaixo, olhando o movimento que o corpo dela fazia quando cruzava com a luz do abajur e chegava, fraca, em sombras, até a janela. Podia ficar ali até se transformar em parte da rua. Ela não o notaria mais mesmo.

rkjazz - 09/09/2005 às 09h59 PM

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Tem uma porrada de dias que não apareço por aqui. Culpa da tecnologia que falha e faz falta - e como. Mas agora estou de volta com uma máquina potente ... hehehe. 

 

Então, Eliane, a Mia foi pra casa da minha irmã e agora se chama Nina (ou Katrina - pelo terror que ela faz). A Dusty se recusou em dividir o mesmo espaço com quem quer que seja. Você conhece bem o temperamento da criatura. O que realmente importa é que ela está bem cuidada e feliz. Brinca muito e está melhorando dos probleminhas que ela tem. E ganhou dois irmãos que são bem mais tolerantes que a prima Dusty. Isso é o que importa. Grande abraço.

 

Pierre,manda o link do teu blog pra eu pôr aqui, falou?

 

Mário, falei com o pessoal e tá tudo certo pro dia 23/09 aqui em Curitiba. Só vou ligar pro Ferreira pra ver o que a gente tem que levar. Dá pra gente tocar umas do teu disco, que você acha?

 

E tem um link novo aqui que é obrigatória a passagem. É do Tadeu, ótimo poeta e pessoa.

 

É isso.

 

Abraço.

rkjazz - às 03h55 PM

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