Essa, roubei do Bortolotto (foto do filme Estrela Solitária (Don´t Come Knocking).

Deve ser porque você foi embora que as tardes foram ficando cada vez mais azuis, cada vez mais longas e difíceis. Deve ser porque você foi embora que aquela luz, aquela que a gente sentava pra ver desaparecer atrás das montanhas, me faz ficar com os olhos tristes e baixos. Deve ser por isso que esse lugar, que a gente chamava de paraíso, perdeu todo o encanto.
rkjazz - 31/10/2005 às 10h41 PM
[ envie esta mensagem ]A foto é linda. Roubei lá do Espelunca (blogger do Ademir Assunção). Já tinha visto outras fotos fudidaças do filme Estrela Solitária (Don´t Come Knocking) no blogger do Bortolotto, mas essa me fez escrever esse textinho aqui. Certo, é ao contrário do que se vê na foto, mas é meu jeito de enxergar a coisa. Desculpe.

O amor louco passou por aqui e deixou calcinhas penduradas no chuveiro, batons usados, coisas pra passar nos olhos - acho eu. Lembranças de quando as tardes eram mais quentes do que a temperatura deste lugar no meio do inferno. Deixou mais do que isso; um buraco enorme no meu peito que não pára de gritar pra que ela volte e ocupe todos os espaços cada vez mais e mais. Espaços que sem ela, são só vazios, nada mais.
rkjazz - às 10h21 PM
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A escrava branca estava lá, jogada no chão, deixada para morrer em um canto do quarto. Amarrada nos tornozelos e punhos, com a boca e olhos costurados, com cortes profundos que cobriam suas costas de vermelho escarlate. Agora a sua fotografia vai direto para o rótulo de uma nova marca de refrigerante.
Foi um grande erro deixá-lo atravessar o portão e entrar na vida desta casa. Tinha alguma coisa não humana dentro dele. Era como as grandes feras quando ficam aprisionadas, quando lhes tiram a liberdade e as colocam atrás das grades. Elas ficam andando, inquietas, de um lado para o outro, olhando de dentro pra fora a liberdade da qual não fazem mais parte. Ele era assim, como uma grande fera aprisionada que ficava andando dentro do próprio corpo. Numa mão ele trazia flores colhidas no jardim; ele disse que era isso que ele fazia bem. Na outra, a que estava escondida nas costas, o facão
rkjazz - 28/10/2005 às 05h01 PM
[ envie esta mensagem ]E o show de ontem foi ducaralho . Tô morto aqui. Daqui a pouco tem mais show do TG (que semama mágica!). Vai ser lá na Unibrasil (meu fígado já tá dando sinais de cansaço). E entrou no ar o site novo do TG. Dêem uma conferida, vale a pena. Eu indico os vídeos de "Que saudade de Você - do Odair José, que o TG gravou pra coletânea/tributo ao cara - Burocracia Romântica, lá em Araraquara e o "mico" no Jocelito Show (saquem o Feféu no tecladinho,hilário!!!!), em Ponta Grossa. Estão muito bacanas. Valeu a rapaziada que tava lá festando com a gente e a gurizada bacana de Campo Largo. Massa mesmo! Abraço.
Unibrasil
Rua Konrad Adenauer, 442
Tarumã
Curitiba (PR)
Entrada Livre
21:00
28/10/2005 (Sexta-feira)
rkjazz - às 02h30 PM
[ envie esta mensagem ]rkjazz - 27/10/2005 às 02h11 PM
[ envie esta mensagem ]Ela e seu vestido de festa
Ela e seu batom vermelho
Ela e sua cintura perfeita
Ela e seu gosto de frutas silvestres
Ela e seus sonhos e intenções
Ela e seus pecados e traições
Ela andando impaciente pela sala, às três da manhã
Eu e minha cara maltratada
Eu e meus pensamentos obscenos em relação a ela
Eu mais perto do inferno do que nunca
Eu e minha falta de senso prático
Eu e meu copo de cerveja
Eu e minha fama de mau caráter
Eu e meus esquecimentos
Ela deveria saber que isso poderia acontecer
rkjazz - 26/10/2005 às 02h31 PM
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Noventa reais por um escapamento novo. Por que a gente é sempre enrolado por esses tipos? Por que somos burros, seria a resposta. Mas acontece que não sou tão burro, pelo menos em relação a escapamentos, essas coisas. Pedi uma solda, o cara disse que não ia ficar bom. Que ia quebrar em três meses, que não dava garantia que... Falei “Não perguntei isso, falei pra você soldar.” Quanto custa a solda? Trinta mal humorados reis. Era só disso que eu precisava saber, nada mais. Qual é o problema? Posso estar morto antes dos três meses.
rkjazz - 25/10/2005 às 03h26 PM
[ envie esta mensagem ]Já me disseram que eu sou inconveniente. Problema seu. Não estou nem aí pra isso. Se você não quer a minha presença por perto, é só não me convidar pras suas festas chatas, cheia de boçais que só sabem falar do próprio rabo – isso quando não estão falando mal do rabo dos outros. Se você me acha inconveniente, então não fique esfregando a sua mulher na minha cara, ou melhor, peça pra ela parar de fazer isso. Se você me acha inconveniente, só tenho a te dizer que seus discos já eram. Vou vender aquelas merdas cults e trocar por cerveja no primeiro bar que eu entrar. E você me acha inconveniente. Sim, sou inconveniente, agora vê se pára de dizer o meu nome o tempo todo, como se a culpa fosse minha. Isso acaba dando azar. Agora, se você quer mesmo se livrar de mim, por que é que vem sempre no mesmo bar que eu venho. Que eu me lembre, eu chequei primeiro.
rkjazz - às 03h18 PM
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Besteira! Isso é besteira! As pessoas resolvem casar por medo da solidão, é simples e claro isso pra mim. Por que complicar? Inventam que estão apaixonadas, que não podem viver um sem o outro. Besteira! Por que não assumem que são incapazes de irem sozinhas ao supermercado e comprar aquelas embalagens pequenas de ovos? Qual é o motivo da vergonha? Sim, vergonha. Quem inventou essa história de que, se não estamos aos pares, com uma trinca de filhos e narizes escorrendo, somos fracassados? Pois eu já estou me enchendo desse papo todo e, se não estivesse na tua casa, te mandava embora agora mesmo.
rkjazz - às 02h07 AM
[ envie esta mensagem ]Apesar dos seus vidros elétricos, do seu motor de 140 cavalos, você é um zero a esquerda. Apesar da sua roupa nova, dos seus sapatos de couro de antílope, você é um zero a esquerda. Apesar da sua mulher de vinte anos, dos seus dentes brancos, do seu cabelo com excesso de tintura, você não passa de um zero a esquerda. Sinto muito, meu amigo, mas tudo que você possui pode sumir num piscar de olhos, agora, o que eu tenho, bem aqui dentro do meu peito, isso me acompanha pra aonde eu for.
rkjazz - às 01h55 AM
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Estes são alguns dos shows da semana:
e ainda tem TG na Unibrasil dia 28/10, às 22:00
This Charming Band, no Korova, dia 29/10
TG no Euforia, dia 30/10
rkjazz - 24/10/2005 às 04h47 PM
[ envie esta mensagem ]E o Linari (vocalista fudidaço da melhor banda de rock do Brasil - o La Carne, claro!) conta a versão dele do Rock de Inverno VI que rolou aqui em Curitiba, no 92°. Coisa linda de se ler. Abraço, maninho.
http://www.fotolog.net/lacarne_/
rkjazz - 22/10/2005 às 06h40 PM
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É difícil acabar um livro que estou gostando. Sei que vou sentir falta dos personagens, da “amizade” com eles. De saber o que eles vão fazer no próximo capítulo. Sei que isso é besteira, mas eu “economizo” as páginas do livro que eu estou gostando de ler. E um destes livros foi “ O Chamado da Floresta”, presente do brother Leo Vinhas. Grande livro. Grandes sentimentos colocados brilhantemente pelo Jack London, que eu não também não conhecia, mas que, de certa forma, virou mais um amigo. Uma pequena homenagem pra uma historia muito bonita. Obrigado Leo.
Eles não passariam dessa noite. Esse era o pensamento suspenso sobre todas as cabeças que estavam dentro da cabana. Caía à noite e o fogo não podia ser aceso. Por conta disso, o frio se infiltrava em cada espaço da madeira e chegava à pele congelando cada pedaço descoberto. Estavam encurralados e quase sem munição. Cansados demais, doentes de frio e fome. Três dias parecem poucos, mas nessas condições, uma eternidade. Joe havia sido ferido na perna, pouco acima do joelho, o que impedia que se movimentasse com eficiência pra bloquear qualquer tipo de ataque que viesse por trás. Era esse seu posto; o de vigiar a porta dos fundos. Sam estava junto ao que sobrou da janela da frente. Tinha dois revólveres, mas apenas três balas. Nils tinha tombado na varanda. Seu sangue havia congelado e se transformado em uma poça preta sem vida sobre e entre as tábuas. Era o que Sam olhava fixamente agora. Martim estava no centro, com a cabeça apoiada nos joelhos, como quem descansa. A seu lado a Winchester e alguns cartuchos vazios. Aqueles índios desgraçados haviam caído sobre eles como fantasmas. Quando percebessem que estavam com pouco mais que seis cartuchos, seria o fim. Virariam troféus brancos. “É a maldição destas terras” – dizia Joe entre gemidos. “Não se pode tocar no que é dos índios”. Então Martim levantou a cabeça e começou a contar uma estória sobre como um grande lobo branco atacou sozinho um acampamento de Yeehats. Como ele estraçalhou um a um cada índio que se colocava em seu caminho. Como ele arrancou a cabeça do melhor guerreiro da tribo e bebeu o seu sangue. Os homens a ouviam
rkjazz - às 01h44 PM
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Não resisti. Achei a foto perfeita para o texto, por isso republiquei.

Vidal Cavalcante
Estavam deitados sobre o papelão, ele e o cão, olhando aquele céu limpo, escuro, pontuado de luzes, pequenas luzes, distantes luzes que o faziam viajar, pensar que talvez existisse alguém lá em cima, nas luzes, que se preocupasse com eles. Que talvez fossem, aquelas luzes, os olhos dos anjos. Que Deus havia dito aos anjos que olhassem por eles e pelos iguais a eles. Essa era a sua maneira de imaginar que ainda tinham uma chance.
rkjazz - 21/10/2005 às 10h53 PM
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Porra, faz seis horas que levei o gato (Dusty, mas chamo de gato) pro veterinário. Ninguém até agora me deu notícias dela (é, é uma gata, não gato, mas eu chamo de gato). Se alguma coisa de ruim acontecer com ela, não vou me perdoar jamais. Ela só tinha que limpar os dentes... será que estão tão ruins assim? Liguei duas vezes e nada de informação. A única coisa que me garantiram é que até o final da tarde vou tê-la de volta. “Inteirinha” – ameacei.
rkjazz - às 03h24 PM
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Gente, por favor, sem burrismos por aqui, mas achei ótimo isso. É a entrevista do Rodrigo Barros Homem d’El-Rei (o Rodrigão do Beijo AA Força, etc, etc);Claro que colocada aqui, fica sem contexto, mas é uma provocação pra que vcs vão no link (aqui do lado) do blog do Polaco da Barreirinha (Thadeu Wojciechowski ) e leiam na integra. Eu me diverti muito com a inteligência ora sagaz ora cruel do Rodrigão. aproveitem.
"Por que vocês se fixaram em Curitiba, uma cidade que não está no mapa da mídia nacional? Isso não atrapalhou?
Não, o que atrapalhou foi que Curitiba não fica no nordeste, e não tem folclore, e aí ninguém fica com pena da gente... hehehe."
pergunta extraída do blog Polaco da Barreirinha
rkjazz - às 02h34 PM
[ envie esta mensagem ]A hora do almoço. Todos param e vão para seus cantos, com seus pratos trazidos de casa, frios e gordurosos. Com suas bananas pra sobremesa. Eu tenho uma garrafa térmica e um pão embrulhado num jornal. Não tenho espaço dentro de mim para a fome, não essa fome. Fico olhando aqueles homens brutalizados pelo trabalho e pela vida. Quase consigo sentir pena de mim mesmo, mas então, dou com o cabo da pá na minha canela, pra que a dor me traga de volta. Não existe espaço pra pena onde estamos. Essa é a diferença entre a vida e a escravidão. Pouco importa se o dia vai ser igual ao outro – nunca é igual, isso eu aprendi. Pode sempre piorar mais e mais. Basta que você olhe para os lados e você despenca lá de cima, dos sonhos. Se estatela na laje, abrindo mais um posto de trabalho. Enquanto o apito não soa, todos continuam por ali, monossilábicos. Pra que falar? Isso não é importante quando se tem uma picareta, um misturador de concreto, pás e uma porrada de andares acima. Na verdade, fomos todos domados e estamos só continuando o que achamos que é o nosso serviço, a nossa vocação, o nosso legado, pra que fomos feitos. Assim os apitos nos fazem pensar. Assim os dias e os anos passam, até que a besta aflore.
rkjazz - às 12h59 PM
[ envie esta mensagem ]A Matilha
Ele era o mais forte, o mais valente. Era quem dava as ordens. Eu? Eu andava atrás mesmo. Não tava nem aí se aquele otário achava que estava fazendo a coisa certa. Sempre soube que esses tipos, no fim do dia, voltam pras suas casa e, se não acham o feijão bem temperado, descem o cacete na pobre mulher. São esses tipos que são enrrabados por travestis na noite de sábado, depois do futebol, eu sei. Consigo vê-los tentando se esconder entre as sombras, atrás dos vidros escuros. Outro dia, um desses manés chorou que nem uma menininha quando soube que não era mais necessário. Que outro ia ocupar o seu sagrado lugar e dar as ordens. Pois não me contive e ri alto. Não o riso da vingança, mas o riso do ridículo. Existem pessoas demais no mundo agora. Existem pessoas que parecem não ter se dado conta disso. Existem pessoas que parecem estar em um pedestal sagrado, com aquelas túnicas ridículas, com aquela expressão de ritual. Existem pessoas que não sabem que a vida é pequena e rasteja todas as noites entre os lençóis, entre as cobertas, entre os quintais, entre os arbustos, até a privada. Que ela ronda a casa com sua cara de fome, implorando por ser alimentada, escapando da matilha, pedindo perdão. Tem gente que não sabe pedir perdão. Tem gente que, por muito menos, perde a vida.
rkjazz - às 12h45 PM
[ envie esta mensagem ]As pessoas têm problemas. Às vezes tem problemas sérios até, mas, em geral, é um monte de vaidade acumulada, disfarçada de solidão, amizade, incompreensão, o caralho a quatro. Tenho me cansado das pessoas e das coisas supostamente certas e corretas que elas dizem e fazem. Tenho me cansado de sair com essas pessoas e ouvir o mesmo som monocórdio de suas vozes, o tempo todo em primeira pessoa. Tenho olhado no espelho e vi que peguei certos cacoetes destes desgraçados. Pensei em me matar, mas isso não vai resolver merda nenhuma. Então pensei em destruir, uma a uma, essas vaidades ambulantes que andam por aí, nos elevadores, nas escadas de incêndio, nos lugares bacanas que pareciam intocados. Preste atenção: a única coisa que me mantém vivo, é o meu desejo por carne, carne fresca, ainda sangrando, não a morta, cheia de vermes e putrefata que você, pessoa correta, divide com os seus amigos urubus.
rkjazz - às 12h23 PM
[ envie esta mensagem ]Olha só o que o maluco do Leo Vinhas jogou nas minhas mãos...

edição que saiu pela L&PM Pocket
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A obra-prima de Jack London Jack London (1876-1916), que tentou a vida no garimpo em 1897, narra neste romance as aventuras de Buck, o privilegiado cão doméstico de uma família californiana. Em meio à febre do ouro, Buck é roubado de seu ambiente e contrabandeado para o Alasca. No caminho, sofre uma série de maus-tratos, até que encontra refúgio em uma irmandade de cães e, assim como os corajosos garimpeiros, vê-se na necessidade de se adaptar à vida selvagem. Buck entra em contato com sua natureza primitiva, em uma jornada de autoconhecimento, e redescobre seus instintos. O chamado da floresta, publicado no formato de folhetim em 1903, deu fama mundial a Jack London e é talvez o romance mais difundido da literatura norte-americana: entre uma e outra aventura em uma das paisagens mais hostis do globo, o leitor é levado a reavaliar seus princípios de civilidade, lealdade e liberdade. e esse é o maluco do London.
estou adorando cara, grande dica. o problema (o velho problema) é que dá uma puta vontade de pôr os pés na estrada. |
rkjazz - 20/10/2005 às 01h50 AM
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Estou totalmente de acordo, brother.
"Tentei na seqüência lançar as bases do referendo do desarmamento de gaitistas. Pensem bem. Acho que só deviam portar gaitas quem tem habilitação para isso. Não há nada mais mortal que um sujeito sacar uma gaita do nada e começar a tocar. É uma arma perigosíssima em mãos erradas. É mortal, Brother. Sou totalmente a favor do desarmamento de gaitistas. Se o cara portar uma gaita e não tiver habilitação para isso, cadeia pra ele. Vai tocar blues (mal) no xilindró, Maluco."
Mário Bortolotto
rkjazz - às 01h38 AM
[ envie esta mensagem ]Então, olha só as fotos que o Theo bateu da bagaça toda. Lindas fotos. O cara é profissional pra caraio.
Fotos do Rock de Inverno VI - no 92°
rkjazz - 19/10/2005 às 01h22 PM
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01:03
Porra, estou acabado! Estou dando aulas de baixo em uma escola aqui de Curitiba. Não sei como os caras agüentam. É muito foda tentar explicar o inexplicável, mas preciso da grana e esse foi o único trabalho que me ofereceram em cinco anos. Aceitei. Fiz até teste! E passei (porra!). Depois de dez horas ininterruptas de trabalho, fui ensaiar o Tributo ao Morphine. Esse é o horário que eu chego em casa agora, e como não durmo antes das 04:00 a.m. e acordo cedo para ensaiar o TG ou pra levar a Dusty no veterinário (o problema renal dela regrediu e ela vai poder tratar os dentes e não vai precisar de tanto soro daqui pra frente), e ensaio a tarde ou dou aula, estou com um humor filho da puta. Leo, obrigado por ter deixado uma lata de cerveja na geladeira, eu estava precisando disso. Estou criando uns demônios loucos aqui dentro agora. Espero que eu sobreviva pra contar a história toda. Quem me falar que músico é vagabundo, dou porrada mesmo! Isso é sério, não estou brincando! Durmam com Deus.
rkjazz - às 01h06 AM
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Quando passou pela porta da igreja, já não se sentia sujo, indigno, um maltrapilho. Lavou as mãos e o rosto com a água benzida pelo padre, e isso lhe fez bem. Então caminhou pelo corredor central, onde via a imagem do filho de Deus crucificado e pensou: Como podem ter feito isso com ele? Era um bom homem. Então entrou na fileira de bancos e sentou-se ao lado da senhora que rezava o terço. Fez o sinal da cruz e ajoelhou-se para rezar. Quando abriu os olhos, percebeu que ela tinha se afastado cinco fileiras a frente. Então voltou a se sentir sujo, indigno, um maltrapilho. Então entendeu como puderam crucificar o Cristo.
rkjazz - 17/10/2005 às 12h11 AM
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Então, ainda estamos vivos, apesar da bebedeira mortal de ontem. Mestre Linari (que perdeu a batalha pra São Francisco) na área e Leonardo Vinhas que veio mesmo. Veio e me presenteou com uma puta coletânea do Afghan Whigs (que eu to ouvindo enquanto escrevo – porra, os caras fazendo umas covers malucas!!!) e com um Jack London (O Chamado da Floresta) – porra Leo, du caralho. Daqui a pouco, passagem dos Cascaduras lá no 92° e mais uma noite daquelas (espero que o meu fígado e os órgãos nas imediações não me abandonem de vez). Só posso dizer que é um prazer conhecer essas pessoas. Um brinde ao Rock de Inverno VI...

rkjazz - 13/10/2005 às 07h28 PM
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25/10: Ricardo Corona, poeta e tradutor. Corona vai mostrar uma versão
sampleada de seu CD Ladrão de Fogo, contendo sonorizações de seus poemas. Serviço:
Wonka Bar – Trajano Reis, 326 – São Francisco
Curitiba – PR
Horário: 22h
Couvert: 1,99
rkjazz - 11/10/2005 às 03h42 PM
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Toque do Ramiro (Ruídomm/OAEOZ)

mais detalhes, aqui: Situação
rkjazz - 10/10/2005 às 09h00 PM
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Una música Brutal...
Foi ela quem me ensinou a dançar tango. Não literalmente, mas sentir a música entrando pelos nervos, ir alcançando o corpo todo. Talvez, tenha sido ela quem me ensinou a amar a música. Eu a amava, então passei a amar a música. Ela também me ensinou a ser invisível, a me manter no meio de tudo e, ao mesmo tempo, como se estivesse olhando de fora, numa fotografia. Eu passei a amar fotografias. Principalmente aquelas em que as pessoas não sabiam ou pareciam não saber que estavam fazendo parte da foto. Eram mais um motivo na composição, no quadro. Passei a entender de composição de fotografias. Mas ela não me ensinou nada de artes plásticas. Deve ser por isso que eu não entendo nada quando olho praquelas coisas esdrúxulas penduladas na parede. Até gosto da luz (coisa da fotografia), mas não entendo aquelas cores e a necessidade de sair do plano. Toda aquela arrogância e prepotência incompreensíveis. Não entendo. Só sei que ela foi morar com um desses artistas modernos e eu jamais vou saber qualquer coisa a esse respeito – o das artes plásticas.
rkjazz - às 08h51 PM
[ envie esta mensagem ]Talvez eu goste mesmo de andar por aí, por debaixo das sombras, atrás dos ouvidos, dentro das bocas. Talvez eu goste de saborear as tuas palavras, mesmo quando não se referem a mim. Talvez eu nem exista, nem seja real. Talvez eu me atrase, eu nunca apareça, eu deixe você esperando, toda maquiada, com seu melhor vestido, na frente de todas aquelas pessoas, na frente dos seus amigos.
rkjazz - às 01h56 AM
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A Era do jazz
rkjazz - às 01h04 AM
[ envie esta mensagem ]Esse é para meu irmão, Mário Bortolotto, que anda quebrando bares sozinho por aí, que anda me incentivando e eu me sinto muito orgulhoso de ter um irmão como esse cara. Porra brother, como eu gostaria de estar por perto, não que você precise de ajuda pra nada, mas seria bacana um pouco de ação. Talvez a gente acabasse quebrando a cara um do outro mesmo, e depois a gente se abraçasse e chegasse à conclusão que a noite é mesmo estranha, que Chet Baker realmente é o melhor, que...
Hoje tentei de novo, mas não consigo mais. É como se o chão se abrisse e as idéias caíssem, e você ficasse olhando pra elas, umas indo embora, outras se esborrachando, lá no fim, morrendo. Mas não fico com pena. Escrever é uma agressão, agora eu sei que é. Tirar as coisas de lá de dentro, acordar os demônios que tavam, de certa maneira, mais calmos. Mas é que tem uma hora que eles surgem de novo à tona e com muito mais argumentos. É preciso levar porrada, mas elas estão cada vez mais sutis. Gostaria muito de resolver os problemas como antes, ou seja, aumentando, mas deixando pelo menos dois com o olho roxo. Tenho brigado esse tempo todo comigo mesmo e isso é foda. Vejo isso em outras pessoas também. Tudo culpa daquele diabinho de batina que mora atrás da orelha esquerda te convidando pra sair e quando você percebe, já era. Já está deitado com a cara no chão e um palhaço lendo teus direitos; “O primeiro deles é: sai de cima, filha da puta!”. Tenho tentado escapar dessa e de outras armadilhas. Tenho tentado ler as placas de perigo, mas chega a hora que a vista cansa e o corpo todo treme querendo mais confusão “Que que cê falou aí, brother?” E tudo recomeça, não posso evitar. Eu sei muito bem meus direitos, mas e os outros? Por que me invadem a toda hora? Por que acham que eu sei as respostas? Eu não sei de nada! Só sei que tudo que eu fizer não vai adiantar bosta nenhuma. Que neguinho é chegado em querer livrar o próprio rabo e que quando sente que tá a salvo, porra, te entrega na hora. É isso. Não me levem a mal, mas a garrafa ta acabando e ela sim é minha companheira. É ela que me embala e me leva pros sonhos mais bacanas que ando tendo. O problema é que quando acordo, ela já foi embora, mudou o número do telefone, mudou de prédio e até trocou a fechadura. Alertou o porteiro e deixou um retrato falado meu pregado lá no hall de entrada da onde ela foi morar. E anda espalhando que eu usei ela esse tempo todo, que só queria foder com aquele corpinho, que não respeito à vida dela, os motivos dela (porra, meu peixe agora mesmo disse isso!!! Exatamente isso!!! Juro que vi bolhas saindo da boca imberbe dele falando isso, juro!!! Não estou louco não!!! Agora ele está dentro da boca do gato e está gritando pra que eu salve ele!!! Morra, peixe traidor, morra!!!!) . Agora, já que eu sou culpado de tudo mesmo, da vida ser sempre essa merda, é melhor eu trocar a música, quem sabe assim, pelo menos a trilha sonora seja mais elegante. Mas porra, e antes de eu chegar? A vida era uma beleza? Sei, sou uma catástrofe ambulante, uma espécie de mal que quando convidam pra entrar, acaba sujando o tapete e as almofadas indianas que você comprou naquela viagem pra puta que te pariu. Olha aqui: sou um cara sem sentimentos sim, um crápula, um canalha, um retardado anormal que quer ver a tua calcinha e por isso te manda subir na arvore pegar o que sobrou da minha dignidade que subiu lá e não quer mais descer. O problema é que você gosta de mostrar a calcinha. Já pensou nisso? Você pode viver sem mostrar a calcinha? Hein? Me responda? Eu tentei mesmo me manter fora dessa confusão este tempo todo, mas você podia ter me avisado que a coisa já tava nos meus olhos, que tava visível. Você podia ficar em casa um pouco, sei lá, a gente podia tentar acabar com essa garrafa primeiro.
rkjazz - às 12h20 AM
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Final de semana que promete. Me disseram que quarta-feira, Mr. Linari já vai estar por aqui. Preparem o fígado, amigos, vai ser punk!
rkjazz - 09/10/2005 às 06h01 PM
[ envie esta mensagem ]“A azul turquesa ta passada, na cadeira”. Caralho a quatro que vou sair na rua com uma camisa azul turquesa. Que papo é esse de azul turquesa? Carnaval não é, estamos
rkjazz - 08/10/2005 às 01h57 AM
[ envie esta mensagem ]Volcano
Don't hold yourself like that
You'll hurt your knees
I kissed your mouth and back
But that's all I need
Don't build your world around volcanoes melt you down
What I am to you is not real
What I am to you you do not need
What I am to you is not what you mean to me
You give me miles and miles of mountains
And I'll ask for the sea
Don't throw yourself like that
In front of me
I kissed your mouth your back
Is that all you need?
Don't drag my love around volcanoes melt me down
What I am to you is not real
What I am to you you do not need
What I am to you is not what you mean to me
You give me miles and miles of mountains
And I'll ask for what I give to you
Is just what i'm going through
This is nothing new
No no just another phase of finding what I really need
Is what makes me bleed
And like a new disease she's still too young to treat
Volcanoes melt me down
She's still too young
I kissed your mouth
You do not need me
Damien Rice
rkjazz - 07/10/2005 às 11h21 PM
[ envie esta mensagem ]Me gusta las japonesas
Com seus cabelos pretos compridos, com suas caras de bolacha maria, com suas pernas esguias. Com suas bocetas atravessadas, com suas bundas empinadas. Com suas bocas de saliva, com suas unhas mais que precisas. A mim me gusta todas, apesar de não saber exatamente qual é qual. Nissei, sansei, não sei, cansei, só quero mesmo uma japa vadia pra passar o resto dos meus dias aprendendo sobre geografia.
rkjazz - às 05h39 PM
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Sim , vou falar mais uma vez sobre Chet Baker. Fico ouvindo o cara ás três da tarde e a boca seca. Desço e compro umas cervejas. O dia vai ficando nublado, passando devagar, as nuvens adquirem contornos ora sagrados, ora profanos. Vou falar de uma coisa que me deixa num estado de espírito que sou capaz de prometer coisas que jamais ousaria prometer se não fosse pela influência desse trumpete, desse cara que se esborrachou numa calçada de Amsterdã, desse cara que tem uma voz ruim, uma voz sem dentes, mas é divina quando diz adeus.
Confiram Round About Midnight com o Gotan Project (Gotan Project meets Chet Baker) – os caras “tangueiam’ Chet Baker, vai se foder, muito bom.
rkjazz - às 05h35 PM
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Sonhos
Existem demônios? Existem. Existem anjos? Existem e eles estão em guerra uns contra os outros. Uma guerra que não termina quando acaba. Eles estão por toda a parte, recrutando novos soldados. Eles estão entre os azulejos do banheiro, entre a pia e o armário da cozinha. Estão sob o tapete, sobretudo, dentro dos sonhos. Daqueles sonhos em que você acorda suando. Daqueles sonhos em que você é uma criança. Daqueles sonhos em que você está sozinha numa montanha-russa. Eles estão ali enquanto você se desprende do corpo e fecha os olhos num gozo molhado. Eles estão soprando ar na tua boca enquanto você sofre de desejo. Eles estão só te observando, para ver se você será a próxima baixa.
rkjazz - às 01h40 AM
[ envie esta mensagem ]Olha, tava pensando em escrever alguma coisa sobre você. Alguma coisa que você lesse e entendesse que não foi bem assim. Que eu também saí aos pedaços dessa coisa chamada paixão. Eu sei que você vai me chamar de cafajeste, de mentiroso, mas é só o que eu acho disso tudo. Também acho que você deveria morrer aos poucos, com bastante dor. É meu direito pensar assim, só isso. Mas agora que estou deitado, sozinho, nesta cama enorme, o quê exatamente você deve estar fazendo?
rkjazz - às 12h45 AM
[ envie esta mensagem ]Arte de programar máquinas de lavar roupas
Estava cuspindo sangue na pia do banheiro – gengivas ruins, dentes ruins. Tinha uma porção de coisas ruins e a lista só aumentava a cada dia. Esperava encontrar um apartamento mais em conta ainda hoje. Um canto onde as coisas coubessem, onde pudesse estabelecer uma mínima ordem. Era ela quem pagava a maior parte do aluguel. Sempre fora ela quem pagou a maior parte das outras coisas também. Uma jarra com água, dois ovos, queijo ralado, um tomate podre. Colocou um pouco do queijo na palma da mão e bebeu água. Era ela quem fazia as compras. Pelo menos o queijo era de boa qualidade. Ia sentir falta daquele lugar. As paredes por ele pintadas nas cores que ela escolheu. A sacada com vista pro por do sol. Tudo acaba, repetia
rkjazz - às 12h37 AM
[ envie esta mensagem ]O artista
Era o especialista na máquina. Há anos que trabalhava fazendo a mesma coisa: parafusos. Sabia os modelos, as voltas de cada um de cor. Fazia grandes, médios, mas gostava mesmo dos pequenos. Eram esses que considerava suas obras de arte. Eram delicados, podiam se quebrar, caso desse uma volta a mais no torno ou excedesse na força. Sentia orgulho de fazer os pequenos, os minúsculos, com precisão. Só ficava triste quando lembrava que a maioria das pessoas nem sequer paravam para reparar no cuidado, no esmero que dedicava a sua arte.
rkjazz - às 12h28 AM
[ envie esta mensagem ]Bom, se eu estiver por São Paulo, será esse o meu programa.
Luiz Waack (guitarra)
Daniel Szafran (teclado e voz)
Chulapa (baixo)
Leandro Paccagnela (bateria)
Robson Timóteo (cenário virtual)
Participação especial: Edvaldo Santana
SESC POMPÉIA (TEATRO)
Rua Clélia, 93 – Pompéia, 3871-7700
21 horas
Ingressos: Inteira – R$ 12,00 / Estudante – R$ 6,00 / Comerciário – R$ 4,00
rkjazz - 06/10/2005 às 06h06 PM
[ envie esta mensagem ]Com o terço entre os dedos, ela se ajoelhou em frente à imagem do santo. Juntou os pés, fez o sinal da cruz e rezou baixinho, só para o santo ouvir. Pediu perdão, pediu proteção, reclamou do atraso daquele milagre. Ela e o santo eram íntimos. Tinha a certeza que ele a conhecia pelo nome. Então ela acendeu a vela que estava dentro de um copo para que, quando derretesse, não escorresse pelo chão do altar. Olhou mais uma vez, bem dentro dos olhos da imagem e teve a certeza, que desta vez, ele havia entendido a urgência do pedido dela.
rkjazz - às 02h43 PM
[ envie esta mensagem ]O Super Homem
"Maldita criptonita" - Esbravejava o super na tela da Tv. A sessão da tarde era agora a diversão que lhe cabia. Tinha também o seriado mexicano que tanto gostava, mas esse é mais à tardinha, quando o sol já está se escondendo atrás do grande prédio que fica em frente a sua janela. Depois assistia aos telejornais. Era impaciente com certas notícias, mais ainda agora que tinha ganhado do irmão uma TV
rkjazz - às 02h40 AM
[ envie esta mensagem ]China in Box
Ratos. Estavam por toda a parte. Subiam pelas paredes, infernizavam a vida de todos. Se bobeasse, entravam pela barra da calça e arrancavam suas bolas. Uma praga! Agora, para Tom e Jerry, era uma festa. Se você mora na rua e está com fome, acaba aprendendo ótimas receitas com esses bichos.
rkjazz - às 02h39 AM
[ envie esta mensagem ]Ontem fomos, eu e a Rosi, em um evento promovido por uma entidade de proteção dos direitos dos animais, a Ong “S O S Bicho”. A Rosi foi homenageada por abrir espaço, no programa “Com a Palavra”, a essa discussão. Foi uma surpresa saber quantas pessoas estão envolvidas e atuantes nesse sentido. Os Vereadores Jair César, Reinhold Stephanes Jr., os promotores do ministério público estadual Saint Claire e Sérgio Cordone, além, claro, das pessoas que gostam dos animais e procuram fazer com que a maioria dos humanos os respeitem e os tratem com dignidade. Acho da maior importância essa discussão. Às vezes, achamos que somos os únicos, que estamos sozinhos em alguma luta, etc. A falta de conhecimento, de diálogo, nos faz acreditar que não existe vontade nas pessoas para mudar essa realidade. Tomei conhecimento de vários projetos nesse sentido, como por exemplo: O projeto que proíbe de forma definitiva a utilização dos animais em espetáculos de circo. Reforço o coro. Lugar de animal silvestre é no mato, no habitat natural dele. Lugar de leão é na savana, de cachorro, gato é na casa de pessoas responsáveis, que vão tratá-los de forma digna e sem privação de qualquer espécie. Também o Projeto que regulamenta os carroceiros aqui em Curitiba e o que trata esses animais, que são utilizados de forma desumana (Projeto implantado pelos professores de veterinária das faculdades TUIUTI e PUC - não me lembro o nome deles) e o que mais me emocionou, o projeto da cidade de São José dos Pinhais, que lacrou de forma definitiva a câmara de gás, onde os animais eram sacrificados. Imagine, animais perfeitamente saudáveis eram mortos, pelo simples fato de que as cidades não os comportam, não foram pensadas para que eles também vivam nelas. Curitiba ainda não adotou essa idéia como lei. São José dos Pinhais ( não a Curitiba vendida como capital ecológica) ainda foi mais longe, além de não sacrificar mais seus animais, resolveu encarar o problema e está implantando a castração para animais de rua. Confesso que fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Me emociona saber que existem pessoas, que de uma forma desinteressada, zelam por essas criaturinhas que não tem a quem recorrer. Por isso vou linkar essas instituições aqui. Saibam que elas não visam lucro algum, que não comercializam animais, que precisam de apoio para que os bichos possam ter uma vida digna e continuarem fazendo as pessoas um pouco mais felizes. Vocês estão de parabéns. É um prazer conhecê-los e quem puder de alguma forma ajudar, por favor. Saibam que são pessoas sérias e muito bacanas que estão por trás dessas instituições. Ajudem, os bichos agradecem.
sosbicho@uol.com.br (Movimento S.O.S Bicho)
http://www.wspa.org.uk/index.php?ilocale=2 (WSPA)
rkjazz - 05/10/2005 às 08h58 PM
[ envie esta mensagem ]Hoje eu vi que eu não sou uma boa pessoa. Que eu quero ser melhor que você, que eu não quero que você fique bem. Que eu sinto, na verdade, inveja dessa tua felicidade. Dessa felicidade que te faz andar na rua, que te faz conversar com as pessoas, desinteressadamente. Hoje eu vi o quanto sou mesquinho, o quanto sou falso, pequeno e isso me envergonhou muito. Me envergonhou a ponto de eu não conseguir te pedir desculpas, a ponto de eu fazer questão de te deixar bem longe dessa criatura que sou eu.
rkjazz - às 02h52 PM
[ envie esta mensagem ]Tá aqui a bagaça.

rkjazz - às 02h16 PM
[ envie esta mensagem ]E mais TG na área. Na Gazeta de Limeira, pra ser mais exato. Bacana. Já estamos ensaiando músicas novas pro RocK De Inverno VI, que vai rolar dia 14/10 e 15/10, no 92°. Todo mundo lá aproveitando os últimos dias do porão sagrado.
Chamada do jornal Gazeta de Limeira (SP).
rkjazz - às 02h14 PM
[ envie esta mensagem ]Muito bacana o show/jam de poesia com o Rodrigo Garcia Lopes, ontem no porão Loquax. A ressaca tá brava ainda. Tá de parabéns a Ieda e o Mário Domingues pela iniciativa. Vou passar os contatos do pessoal de sampa pra eles e breve devemos ter uma cena bem agitada por aqui. Haja fígado! Enquanto isso, tem essa atrações por aqui.
o merda do JM faz as coisas e não coloca o local/dia/hora e tal no cartaz (esse cartaz aqui de cima).
é o seguinte: É no Guairinha, quarta 5/10. 20H - R$5
rkjazz - às 02h07 PM
[ envie esta mensagem ]Quem me conhece, vai estranhar, mas acontece que eu tenho me divertido pra caralho compondo uns sambinhas. É isso mesmo, sambas. Mas nada de pagode ou samba-rock ou samba-rap ou sei lá mais o que. Eles estão mais pra praia melancólica do Cartola, claro que sem a genialidade do mestre. Mas tá divertido pacas. Boto duas letrinhas aqui pra vocês verem se a gente tá errando muito (a gente até que se esforça, bebe mais e se esforça de novo, um dia a gente acerta). Pena que não dá pra sacar a música (quem entende um pouco de samba, até vai sacar a métrica da letra e tal). Bom, se divirtam. Abraço.
Amanhã, vai ser outro dia.
Vou te encontrar bem mais feliz.
Quem sabe até me pegar sorrindo.
Quem sabe um dia tudo possa acontecer.
E ver nascer, sinceridade a cada instante.
Poder até esquecer o que houve antes.
Lembrar sorrindo o que já se perdeu.
Rubens K.
rkjazz - 04/10/2005 às 04h31 PM
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Me sinto frágil
Como um pneu na curva do asfalto
Me sinto ágil
Derrapando pela rua
Encontro sóbrio
To sozinho
Falo coisas que não sei se quis dizer, mas digo alto
Me sinto calmo
a palavra para definir você
Eu sou o alvo
Se me vêem a salvo
Desmancho como nuvem
Escombro sólido
Teu caminho
Sumo com as coisas que não sei dizer
Não digo nada
Com você
Não basta ser claro
Depois da brisa
O raio
E fica tudo por assim dizer
Com você
Não basta ser claro
Depois da crise
da chuva
A janela pede o amanhecer
Me sinto calmo...
Rubens K. Amarildo Anzolim
rkjazz - às 04h25 PM
[ envie esta mensagem ]Esse informe eu roubei lá do blog do Thadeu. Já que eu ia informar aqui também, mas como a boa vagabundagem manda (lá tava prontinho), copiei e colei aqui. Todos lá, ver o Rodrigão em ação.

Rodrigo Garcia, no Sal Grosso. Ao fundo eu e a Rosi.
by Mário Bortolotto.
Terça
Dia 4 de outubro
PORÃO LOQUAZ
Com Rodrigo Garcia Lopes
Depois de se apresentar no projeto “Outros Bárbaros”, no Itaú Cultural, em São Paulo, e no Londrix 2005- Festival Literário de Londrina, o poeta, tradutor e compositor Rodrigo Garcia Lopes (voz e violão) inaugura o projeto Porão Loquaz, em Curitiba, interpretando poemas e canções de sua autoria. O show une a linguagem da música e a música da linguagem, enquanto retoma as origens ritualísticas e performáticas da poesia. Fazem parte do programa blues como “Perfeitos Estranhos Blues” e “O Assinalado” (sobre soneto de Cruz e Souza), raps como “New York”, funks como “Clique, Plugue, Ligue” e baladas como “Paradoxos do Tempo”. Também constam da noitada poemas falados e traduções feitas pelo poeta, tradutor e compositor, como O Navegante, de mais de mil anos de idade, Charles Bukowski, William Burroughs, que ganham força e interpretação neste show. Composições inéditas também fazem parte do repertório, como “Vertigem (Um Corpo que Cai)”, “Betty Blue”, “Alexandre Magno” e “Rito”.
A noite também marca o lançamento do número 12 da revista de poesia e arte COYOTE, editada por Lopes. Ademir Assunção e Marcos Losnak. O CD POLIVOX, de 2001, que reúne 15 poemas e canções do autor também estará sendo vendido.
Show:
Duração: 50 minutos
Wonka Bar – Trajano Reis, 326 – São Francisco
Curitiba – PR
Horário: 22h
Couvert: 1,99
rkjazz - 03/10/2005 às 10h43 PM
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Ás vezes, o que precisamos mesmo, é de um bom amigo.

Baby, cadelinha que mora na casa do Ivan e da Adri.
by Igor Ribeiro.
rkjazz - 02/10/2005 às 04h49 AM
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Sam, estou precisando de outra canção. De outra dose desse veneno maldito que você coloca nas garrafas. Sam, os meus braços estão pesados, minha cabeça pende para o lado e as manchas das minhas mãos não me deixam mais mentir. Sam, talvez se eu tivesse descido a algumas quadras atrás, tudo tivesse dado certo. Talvez se eu tivesse acreditado que isso poderia me fazer bem, tivesse me deixado dobrar. Mas não, meu velho amigo. Meu estômago está embrulhado em papel barato e não tenho mais razão nenhuma para ser feliz.. Por favor, Sam, antes de eu sair, toque aquela canção, aquela que me faz lembrar porque eu estou aqui.
rkjazz - às 04h17 AM
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