Rubens k - Qualquer Merda que der na Telha

Em 85 tom waits e seu chapéu na mão. Os cachorros não têm alternativa, tem que se molhar na chuva. Aquele cheiro do pêlo molhado, aquela coceira insistente e a propensão a resolver tudo na mordida. Em 85 eu não conhecia Tom Waits, em 85 eu não conhecia você. Por que devo me importar agora? Você diz que vai embora pra Londres. Acho normal. Todo mundo que eu conheço diz que vai pra Londres. O que você vai fazer em Londres? Bater palmas? Em 85 eu andava sozinho e desesperançado. Minha alma sempre esteve mais para o outro lado. Eu não escolhi nada. Você vai pra onde mesmo? Londres? Procura um amigo meu e mande ele a merda pra mim. Não é mais meu amigo. Tem outro que trabalha num restaurante. Virou cocainômano. Acho que é assim que escreve, que fala. Fala pra caralho, esse meu amigo. Manda ele a merda também. Eu tinha uns 14 anos quando ele, o Tom, cantava aquelas coisas que não saem mais da minha cabeça. Acho que foi ele que me fez aceitar essa coisa de ser um perdedor. Ele e sua garrafa de Tokay, eu e minha compulsão a mentira, ao álcool e ao sexo fácil. No meu tempo não tinha aids, tinha cocaína a vontade e meninas que não sabiam exatamente o que estavam fazendo, mas faziam. Todas faziam. Você fez e agora quer ir embora. Pra onde mesmo? Londres. Sim sim, sei que Londres tem um certo “glamour”. Você e Londres que se fodam. Vou ficar aqui. Vou bater uma punheta pensando em você lavando pratos, em você dando a bunda e chupando um pau branco lá em Londres – e você diz que nunca fez isso antes mas eu e o Tom Waits sabemos que você está mentindo. Bata palmas quando lembrar de mim. No meio da rua, você batendo palmas. Talvez te internem e você tenha comida de graça. Pense nisso. Comida de graça. Você sempre me deu de graça, sua puta. Agora quer ir pra Londres. O que você está esperando afinal? Uma desculpa? Que se foda você e essa maldita Londres, engolidora dos meus amigos. Não são mais meus amigos, mas foram engolidos. Eu e o Tom Waits vamos ficar batendo palmas pra vocês, seus perdedores. Covardes. Vão todos pra Londres, a terra dos perdedores, dos covardes. Talvez eu deva ir junto.  

rkjazz - 28/01/2006 às 10h38 AM

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Se um dia eu puder descansar de toda essa fúria, que seja entre as tuas pernas, braços, dedos e sonhos. Se um dia eu puder respirar um pouco de ar novamente, se essa corda que me aperta cada vez mais afrouxar um pouco, eu vou gritar. Se um dia eu puder olhar para dentro de tudo que me cerca vou, quem sabe, sorrir imaginado um outro fim, um outro começo. Se um dia eu beber tanto e cair e ninguém prestar atenção, estará tudo bem comigo. Na verdade o que me atinge, o que me faz sofrer é essa tua distância que me distancia de tudo que poderia ser perfeito e único. É essa tua santidade.

 

Ouvindo ORVALHO, música de Igor Ribeiro que está no CD INSOMNICA

rkjazz - 26/01/2006 às 12h16 AM

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estou ouvindo o CD INSOMNICA, do Iris...sem cometários. O Igor mais uma vez dá show nos arranjos. O CD é bem incômodo, sei lá, parece que estou num lugar muito gelado. A capa é um tesão, muito bem sacada. Como sempre o cara mandou bem. Amanhã descanso um pouco e comento mais dele. Grande dica, corram atrás.

Pedidos para   eegor_ribeiro@yahoo.com.br

rkjazz - às 11h58 PM

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Estou muito cansado pra qualquer coisa. Aulas de manhã de  tarde e de noite. A pré-produção do TG 2, ensaios, uma corridinha ao restaurante por quilo mais próximo...nisso se resume a minha vida agora. Não tenho mais tempo pra escrever merda nenhuma, nem para fazer o que gosto, ou seja, beber até cair. Então deixo aqui mais um site que fala de coisas legais que aconteceram e que estão acontecendo. Dêem uma olhada. Abraço.

http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1061

rkjazz - às 12h56 PM

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Se você acha que a gente merece...

...Corra até o Orkut e vote no TG para o Prêmio LP de Mlehor Disco Independente. A banda é uma das indicadas e está disputando, voto a voto, com Lobão e Violins. Rápido. E avise os amigos! O link segue abaixo:
 
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=79071&tid=2443679880668996512&start=1

 

rkjazz - 25/01/2006 às 01h19 PM

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Polly Jean

 

Eles estão todos lá fora. Com seus carros blindados, com suas armas e cassetetes. Com suas algemas de níquel. Com seus uniformes idiotas. Com suas obrigações e ordens. Com toda aquela hipocrisia e arrogância. Com suas vidas vazias e cheias de não. Com suas mulheres solitárias e seus filhos recém nascidos. Eles estão todos lá fora agora. Posso ver pela fresta da cortina. E nós dois aqui. Você dentro de mim. Os dois nus. Somos perigosos assim. Eles que entrem pelas portas e janelas com toda a força que acharem que devem. Eles que entrem e vão ver que somos indestrutíveis.

rkjazz - 21/01/2006 às 01h16 PM

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O grande irmão índio, mestre Linari, deu a dica. A dica de uma puta banda de uns caras muito bacanas que estão por aí, podem até estar do seu lado agora. Alguns você pode até conhecer de vista ou de papo. Tudo uma tralha da melhor qualidade.

Confiram, coisa fina.

aqui ó PORKA-A-LIGHT

 

rkjazz - 20/01/2006 às 02h35 PM

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“Que o dia amanheça e livre a nossa cara...”

                                                                   Linari

 

Enquanto ouço a banda nova do Carneiro, a vizinha gostosa trepa. As paredes de papel não preservam ninguém e dão inveja. Estou exausto demais pra pensar, pra fazer, pra ficar de pau duro. Estou exausto com essa coisa da vida que escapa, que persegue, que encurrala, que pinga com baba do canto da boca. Ela não grita, não xinga. Eu xingo, sei tudo que é palavrão. Ela goza será? A vida me cerca entre um sinal fechado e outro. Entre um cruzamento e uma barraquinha de cachorro quente – é o que eu como quando dá tempo. Tempo pra quê? Pra viver. Que vida? Não sei qualquer uma delas, contanto que consiga dormir e acorde não tão cansado quanto tenho acordado. Faz tempo, muito tempo que não vejo as pessoas que gosto de ver, que não faço o que gosto de fazer - ou seja, nada, mas bem bêbado. Faz tempo também que não reclamo. Não tenho tempo. Descobri que hotel é a coisa mais solitária que podem fazer pra um cara. Quando te deixam na porta, ela, a solidão, te estende a mão e te leva pro controle remoto da TV. Até o dia derreter a cortina. Até as garrafas voarem pela janela. Até que alguma coisa aconteça sem que você use o telefone. Estou muito cansado de esperar, mas vou esperar só desta vez, só mais essa vez.

rkjazz - às 02h10 AM

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LIQUIDAÇÃO LIQUIDAÇÃO LIQUIDAÇÃO!!!!!

 

ESTOU TORRANDO MEUS INSTRUMENTOS, QUEM QUISER SE MANIFESTE!!!!

 

01 BAIXO WASHBURN XB925, 5 CORDAS (TOP DE LINHA DA WASHBURN - CAPTAÇÃO BARTOLINNI), COM CASE R$ 2.500,00

 

01 SIMULADOR DE AMPLIFICADOR BEHRINGER BASS V-AMP R$ 600,00

 

 

 

FONES: 41 3242-1876 OU 41 9155-9806 COMIGO MESMO.

rkjazz - 17/01/2006 às 05h41 PM

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Voltamos e estou vivo – por incrível que pareça. Brasília é uma cidade muito estranha. Sei lá. Quente demais e muito organizada. Me parecia que estávamos andando em círculos. Sei lá. Não entendi. Mas o pessoal foi “ducaralho”. Fomos muito bem recebidos – valeu Laurinha, Kennedy, Fernadez. Fizemos amigos – o pessoal da banda Fuga, de sampa. Foi muito bacana. Vou dormir um pouco, mas deixo com vocês Top Seven da S&Y, os melhores de 2005. Divirtam-se e não liguem pra mim. Não vou atender. Abraço.

 

Scream Yell

rkjazz - 16/01/2006 às 03h58 PM

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Até terça-feira - se eu sobreviver. Vou estar em Brasília este final de semana tocando com o TG. Aos que nos incentivam, valeu a força. A gente espera corresponder a todas as expectativas. Aos que não nos incentivam: Vão se foder, paus no cú. É isso. Abraço.

rkjazz - 12/01/2006 às 06h20 PM

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Os sentimentos mais puros estão mortos. A esperança também. Ela era a última, sempre a última a morrer. Ela morreu em meus braços. Eu não consegui chorar. Senti certo alívio. Não tenho mais esperança, nem sentimentos aflitos, mas sigo machucando os pés, as mãos, os cotovelos. Isso não importa. Isso cicatriza, mas as marcas no meu rosto não cicatrizam jamais. Elas estão por toda parte agora, fechando os meus olhos, me levando para um lugar que eu não conheço. Um vôo cego. Um vôo cego sobre uma superfície perigosa, cheia de sentimentos vis, cheia de mais nada.

rkjazz - 11/01/2006 às 12h26 AM

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Homem que usa jóia na orelha esquerda

 

 

 

 

 

Estou ficando velho. Fato. Nunca pensei que ia conseguir. Também nunca desejei. Acontece. Aconteceu e está acontecendo. Não posso fazer nada a respeito. Sou muito covarde pra dar um tiro na cabeça e as outras formas me parecem doer muito. Não gosto de dor. Não dessa. Meu pai me contou uma puta história bonita de onde viemos. Coisa de família. Ele raramente fala disso. Fiquei pensando que ele vai morrer logo. Ficamos olhando as fotografias. Gosto de fotografias. Elas me dão saudade não sei bem do que, mas esta lá a saudade. Falamos do meu avô. Ele trabalhava numa estrada de ferro. Era guarda-chaves. O cara que troca os trilhos pros trens não se esborracharem um contra o outro. Meu pai falou da revolução que chegou lá pela estrada de ferro. Da gauchada que acampou e fez churrasco com as vaquinhas do lugar. Que meu avô Mathias ficou cativo dos rebeldes do Getúlio. Que ele foi levar as tropas até Itararé, mas deu merda no caminho – o tal do cerco da Lapa e outras coisas. Que meu avô era o chefe da estação. Pensava em Kerouac enquanto meu pai falava. Contei pra ele do Kerouack. Ele quer ler. Achei muito bom isso. Contou que o Tato (meu tataravô) veio da Ucrânia – que era ocupada pela Rússia. Contou que ele lutou na revolução lá – era um Cosaco. Falou que ele veio pro Brasil pela Alemanha, pelo porto de Bremem. Que trouxe um rifle e um relógio. Que acham que minha avó era polonesa – assunto velado e desconversado logo. Não sei qual é a bronca com os poloneses, mas meu pai e os irmão ficam putos quando são chamados de polacos.  O Leminski era polaco. Não vejo mal na raça, só na pessoa mesmo. Contou que o Tato ganhou uma igreja porque os católicos queriam usurpar o lugar – os ucranianos são ortodoxos, não aceitam o papa. Que o bispo do Rio de janeiro veio falar com meu tataravô pra ele passar a igreja pros católicos apostólicos romanos. Que o Tato mandou o bispo à merda – gostei disso. Que ele doou as terras e a igreja pra comunidade. Eu tenho um livro onde a igreja aparece. Eu não sabia de nada disso. Meu pai é uma pessoa muito reservada, mas quando começa a falar você fica ouvindo por horas. Foi o que eu fiz. Vou ter saudades do velho. Acho que nunca o conheci de verdade. Olhando as fotos tenho essa certeza. Eu não tenho filho. Nunca vou ter. É minha opção e não se fala nisso. Eu e meu irmão somos os dois últimos homens da família. Eu sou Rubens Paulo Kulczycki. Meu pai falou que o vô Mathias adorou meu nome. Rubens era o nome de um grande general Cosaco (e vem de rubi, pedra vermelha). Paulo é em homenagem ao meu tio morto no exército. Kulczycki em ucraino significa: homen marcado na orelha esquerda com jóia - no caso da minha família, o rubi. E eu estou ficando velho.  

rkjazz - 09/01/2006 às 02h08 AM

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Um calor infernal. A cerveja no freezer pra acabar com essa coisa insana do verão. Moro no sul, não estou acostumado com essa merda de calor. Odeio praia. Fico no bar mais próximo enquanto a minha mulher se torra tentando pegar câncer de pele e um bom bronzeado. Volto branco. Só queimo os braços onde a manga deixa. Queimado de caminhoneiro. E daí? Que se foda. O freezer é novo, então espero que ele faça um bom trabalho com a cerveja. Liquido difícil de conseguir por aqui. Todos os amadores estão disputando uma garrafa no mercado. O filha da puta do gerente resolveu fazer uma promoção bem quando eu estou por aqui. Eu e mais uns quinhentos mil sedentos. O mau humor aumenta à medida que o dia passa. O calor também. Freezer maldito. O termostato no máximo e a bosta está pedindo arrego pro calor. Tudo derrete, o chão derrete, as nuvens se formam e derretem logo em seguida - juro que uma morena de biquíni branco que estava há uns quinze segundos bem paradinha ao meu lado, derreteu. Eu devo ser o próximo. Não consigo pensar direito com esse calor todo me cercando. Parece o efeito de uma droga daquelas que dão bode, tipo maconha. Odeio maconha e maconheiro. Fissura de maconheiro é uma merda. Me perguntam que horas são, olho pra cara disforme da pessoa e respondo que meu relógio derreteu. Guarda-sol é uma coisa patética. Desde a hora de colocar essa bosta até bater uma brisa e a porra sair correndo pela areia escaldante. E você, feito um otário, correndo atrás. Desmoronei um castelinho que um imbecil e o filho dele fizeram no meu caminho. Quase voltei pra esmurrar a cara dele. Minha mulher está na água. Eu não deveria estar aqui. Penso em abandonar ela por isso. Nunca vou perdoá-la. Gostaria de poder acordar e descobrir que isso é um daqueles pesadelos. Um grande erro é o que é.

rkjazz - 08/01/2006 às 05h28 PM

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Bom, é coisa do Ramiro (André Ramiro é guitarrista do OAEOZ e do Ruído por mm). Quem conhece esse maluco já pode ter uma vaga idéia do que ele tá armando. Não custa conferir e se apolícia aparecer, a gente pega os caras.

rkjazz - 06/01/2006 às 12h13 PM

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Mas antes teve o natal...

Antes de fumar charutos legítimos e ser o dono do pedaço, eu fumava cigarros e era um desses tipos românticos que vocês mulheres adoram pôr no colo. Acontece que ganhei uma metralhadora do papai Noel e, com o teu corpo e a minha capacidade de persuasão, sou o maioral por aqui. Quero ver você me chamar de fracassado agora, sua puta.

 

 

 

rkjazz - 04/01/2006 às 07h21 PM

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Ano novo, vida nova...

Marlon tem trinta e dois anos e trabalha como assistente no IML. É ele quem lava e etiqueta os corpos. A morte não choca mais Marlon. Agora ele toma café com Donuts entre os cadáveres e lê os classificados esperando resposta para o seu anuncio. Marlon procura uma parceira para passar os dias e as noites. Para deixar a solidão da vida e da morte de lado. 

 

Ana tinha dezenove quando saiu de casa. Resolveu isso depois de ler um artigo na revista Capricho - onde a jornalista escreveu um artigo se passando por uma menina igual a Ana, com os mesmos problemas e aspirações. Ana não sabia que aquela pessoa jamais existiu de verdade.

 

Giovana é jornalista. Vive de fabricar idéias comercialmente viáveis. É boa nisso, mas gostaria de fazer jornalismo de verdade. Giovana recebeu uma carta endereçada a uma de suas personagens - assinada com pseudônimo - agradecendo a garota de dezenove anos por ela ter contado a sua vida.  Giovana colocou na pilha de cartas recebidas e voltou a trabalhar na história de uma socialite abandonada por todos que dá a volta por cima.

 

Ismael é pedreiro. Veio para a cidade grande em busca de fama e fortuna. Falou na sua cidadezinha que, com o dinheiro que iria ganhar, voltaria e compraria o lugar todo. Ismael mora numa casa de papelão embaixo de um elevado. À noite Ismael chora pensando no lugar que ele nunca vai comprar. Ismael vende crack para sobreviver.

 

Esta manha, Marlon não veio trabalhar. O doutor Gouveia deu pela sua falta às 09:30,  quando os corpos do “ano novo” começaram a se acumular na sala de banho. Marlon nunca havia se atrasado antes e o pior passou pela cabeça do doutor. Ramiro cuidou dos corpos. Gouveia então voltou ao trabalho e também achou estranho a falta de um cadáver de uma garota de dezenove anos, estuprada e morta a facadas.

 

rkjazz - 03/01/2006 às 01h01 PM

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