Eu tinha um objetivo quando não sabia que era impossível.
Eu tinha uma verdade quando não sabia que a mentira é mais forte.
Eu tinha um compromisso com você e nunca atrasava, nem quando não tínhamos o que comer mas tínhamos muita vontade de nos descobrir e trepar a noite inteira.
Eu tinha uma desconfiança às promessas de uma vida de glamour.
Eu tinha amigos que eram o mesmo que eu.
Eu tinha essa idade onde o maior problema é a urgência.
Eu desafiava Deus em cada esquina e deve ser esse o meu pecado.
Eu criticava a sua plenitude, o seu paraíso e o seu inferno.
Eu queria ser consultado em relação à criação.
Estou incerto de todas as coisas que antes acreditava.
Eu carrego a culpa entre o suor dos dedos do pé esquerdo.
Eu desconheço o sentido da vida depois de todo esse tempo.
Eu não durmo mais a noite tentando me reconciliar com Deus, com o seu paraíso, com o seu inferno.
Eu preciso que você seja boa comigo, pois perdi o senso de bondade.
Eu preciso aprender tudo de novo, talvez morrer e nascer.
Eu preciso saber a hora que tudo isso vai parar.
rkjazz - 26/03/2006 às 12h31 PM
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Pode acontecer muita coisa em cinco segundos. Uma delas é você não estar mais aqui pra ouvir o que tenho a dizer. Outra é eu não estar aqui pra te dizer alguma coisa. Ou ambos não estarmos ou estarmos aqui e pronto. Fim do problema. Carrego amplificador e baixo desde os quinze anos. Tenho trinta e oito. Acho que vou chegar aos sessenta carregando amplificador e baixo, tocando num show de graça com uma banda independente. Isso é importante? Não sei, mas me faz feliz. Pra mim é importante. Ouvi muitas história que falam disso e daquilo. Isso é importante? Quando se conhece o isso e aquilo, sim. Acho que mudei só uma vez, e não gostei da mudança. Acho que agora sou eu mesmo e isso me deixa mais perto da porta dos fundos, da cozinha, da entrada secreta pra diretoria. A única coisa que importa agora é ser feliz... Tenho graves, médios e agudos pra isso... O resto não importa. Não importa mais.
rkjazz - às 01h27 AM
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"Quando ele diz que, se morrer, vai descansar, eu acho aquilo chocante. Eu já ouvi coisas assim de pessoas de 90 anos, em fase terminal. Agora, um garoto de dez anos querer morrer porque está cansado da vida, isso é surpreendente".
MV Bill
rkjazz - 25/03/2006 às 07h53 PM
[ envie esta mensagem ]Quarenta minutos a pé de casa até onde trabalho. Dois minutos até a rua. Relativo o tempo? È um ponto de vista. Uma mão trincada, um joelho deslocado. Nada disso importa. Um cara enforcado no quarto – É a depressão, o medo, a vergonha e a vontade de mandar tudo pra puta que o pariu concretizados. A profecia do fim do mundo sempre disse que ele, o fim, está por perto - Mais uma questão de ponto de vista. Acho que nada disso aqui vai acabar, pra desespero dos caras de batina, de terno e microfone e bíblia na mão. Sempre ela, a bíblia, explicando o começo e o fim - E que tudo pode ser pior ainda. Mas uns descobriram que é só pedir perdão, dar uma gorjeta pro padre, pro irmão, pro cara que vende papelotes e tudo fica certo – Certo mano? E a noite vai ser tranqüila. E a tarde vai ser tranqüila. Tranqüilidade se compra com muito dinheiro. Isso não tenho então que se foda a tranqüilidade. Fico com os papelotes, mas eles parecem piorar as coisas. Não dá vontade de ser explorado, de ser bonzinho, de explicar onde fica o jardim botânico. Cidade politicamente correta é uma merda. Tudo mentira, mas a gente continua mentindo. Isso é da natureza humana. Mentir é o melhor remédio, senão o único. Minto que sou um cara que faz o que tem que ser feito - Mas não pode quebrar a corrente. Uma eternidade os minutos que ficam aqui dentro da cabeça enquanto você finge que consegue dormir. Uma eternidade a madrugada que não amanhece pra que a gente comece a mentira toda. Felicidade? Que porra é essa? Já me disseram que ela foi-se embora. Acredito. Só acho que deveria ter ido junto se fosse mais esperto. Tava falando inglês e andando de Cherokee a uma hora dessas. Tava dando banho em cachorro de madame com muitos “thank you” “you welcome” e a coisa toda
rkjazz - às 12h49 AM
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Pra rapaziada que não tem grana (como eu) ouvir o Tributo ao Odair José - a gravação de Que Saudades de Você, que o TG fez, e a versão das outras músicas por outros artistas, é só clicar aquirkjazz - 23/03/2006 às 12h54 PM
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E saiu na Dynamite On Line...
Leia a matéria aqui
rkjazz - 21/03/2006 às 11h38 PM
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Velho, canta nas ruas por nada
Velho, senta nas escadas enquanto a pressa passa
Velho, tem as mãos gastas
Velho, não consegue perdoar
Velho, tenta sorrir e esconder a falta de sorte e de motivo pra rir
Velho, não tem mais piedade nem clemência
Velho, não tem mais brilho
Velho, é distante
Velho, segura a garrafa como a mão de uma grande aliada
Talvez a única
rkjazz - 19/03/2006 às 12h06 PM
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Dois dedos de café deveriam bastar. Você do outro lado com seus problemas, tentando transformar em meus problemas. Sabe, não tenho paciência, nunca tive, mas você acha que depois do sexo tem que conversar. Que deve haver uma razão pra isso e aquilo. Deve ter sim, mas eu não estou nem aí. Olha, eu gostaria muito mesmo de saber a hora de parar com certas coisas – com o cigarro, com a bebida, com você. Passei café, mas você deixou o seu esfriar. Esse também não é meu problema.rkjazz - às 03h16 AM
[ envie esta mensagem ]Baixem essa, além de tudo, tem o Jaco no Baixo...
Furry's Blues
Old beale street is coming down
Sweeties’ snack bar, boarded up now
And egles the tailor and the shine boy’s gone
Faded out with ragtime blues
Handy’s cast in bronze
And he’s standing in a little park
With a trumpet in his hand
Like he’s listening back to the good old bands
And the click of high heeled shoes
Old furry sings the blues
Propped up in his bed
With his dentures and his leg removed
And ginny’s there
For her kindness and furry’s beer
She’s the old man’s angel overseer
Pawn shops glitter like gold tooth caps
In the grey decay
They chew the last few dollars off
Old beale street’s carcass
Carrion and mercy
Blue and silver sparkling drums
Cheap guitars, eye shades and guns
Aimed at the hot blood of being no one
Down and out in memphis tennessee
Old furry sings the blues
You bring him smoke and drink and he’ll play for you
Lt’s mostly muttering now and sideshow spiel
But there was one song he played
I could really feel
There’s a double bill murder at the new daisy
The old girl’s silent across the street
She’s silent - waiting for the wrecker’s beat
Silent - staring ar her stolen name
Diamond boys and satin dolls
Bourbon laughter- ghosts - history falls
To parking lots and shopping malls
As they tear down old beale street
Old furry sings the blues
He points a bony finger at you and
I don’t like you
Everybody laughs as if it’s the old man’s standard joke
But it’s true
We’re only welcome for our drink and smoke
W.c. handy I’m rich and I’m fay
And I’m not familiar with what you played
But I get such strong impressions of your hey day
Looking up and down old beale street
Ghosts of the darktown society
Come right out of the bricks at me
Like it’s a saturday night
They’re in their finery
Dancing it up and making deals
Furry sings the blues
Why should I expect that old guy to give it to me true
Fallen to hard luck
And time and other thieves
While our limo is shining on his shanty street
Old furry sings the blues
rkjazz - 17/03/2006 às 02h54 PM
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E o Arthur Dapieve fala do TG e dá outras dicas bacanas.
Confiram aqui
rkjazz - às 02h31 PM
[ envie esta mensagem ]E chegou mais essa foto. Grandes caras, grande bebedeira.
TG com Bruno Gouveia e Marcelo Hayena
rkjazz - 16/03/2006 às 04h45 PM
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Não tenho dinheiro, mas tem sol lá fora. Não tenho a mínima vontade de sair de casa, mas tem alguma coisa pra ser feita. Dizem que é assim mesmo, que sempre tem alguma coisa pra ser feita. Não conheço histórias com final feliz, por isso fracassei como contador de histórias. Sei lavar pratos. Isso eu faço bem, mas não precisam mais de lavadores de pratos. Usam máquinas agora. Faço e esqueço letras inacabadas de grandes sucessos que seriam interpretados pelos maiores compositores que se tem notícia. Tenho uma preguiça infernal quando abro o jornal. Tenho uma alma que não vele grande coisa numa encruzilhada. Dois amigos fizeram à coisa certa e estão cruzando o planeta em bicicletas ergométricas. Conseguiram uma boa grana em publicidade pra coisa toda. Acho isso uma estupidez. Espero que óvnis existam, pois bolei um grande lance pra ganhar uma bolada vendendo lotes no cemitério pra eles. Os ETs e suas famílias inteiras morando e morrendo em frente ao mar e sendo enterrados nos meus lotes. Não tem como dar errado. Estou um pouco acima do peso, mas quem se importa? Você se importa? Onde está você que nunca mais voltou ali da esquina? Fósforos, você disse.
rkjazz - às 01h35 PM
[ envie esta mensagem ]Ela não gosta das pernas. Acha que são grossas e por isso não usa mini-saia. Ela trabalha meio período, mas ta procurando outra coisa na parte da manhã. Ela gosta de jantar fora, mas o orçamento nunca da pra isso ou pro cinema. Ela começou a pintar os cabelos pra esconder os fios brancos. Queria muito casar, ter filhos, ser feliz, essas coisas. Ela foi embora e ficou um grande vazio aqui dentro.
rkjazz - às 01h18 PM
[ envie esta mensagem ]Deus não me sorriu ontem. Mas por que deveria? Por que deveria se importar? Tem uma porrada de fudidos espalhados no mundo, por que deveria se importar comigo? Talvez pela minha alma inquieta, que quer por que quer deixar essa porra de lado e sair flutuando, desencarnada por aí. Talvez por que muitas pessoas seriam poupadas do meu mau humor, do meu egoísmo, da minha falta de sensibilidade. Talvez por que eu não sou o que aparento ser. Talvez por que tenhamos uma dívida. Sim, uma dívida. Eu prometi umas coisas, ele outras. Me disseram que não é com Deus que se faz esse trato. Pois eu digo: É a mesma coisa. No final, o preço a se pagar é o mesmo - e pelo que eu tenho visto, muito mais caro.
rkjazz - 14/03/2006 às 02h59 PM
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A foto com troféu!

Essa foi a foto pra revista Laboratório Pop, com o troféu. Me chamou a atenção que
o nosso tinha menos conteúdo líquido que o do Lobão e o do Falcão.
Sugeri, do alto da minha embriaguez e do meu senso de humor privilegiado, completar com mijo,
mas o pessoal da banda não gostou disso.
Eis a bagaça.
Obrigado ao Pessoal todo do Laboratório Pop, tava tudo certo. Grandes pessoas, grande festa.
rkjazz - 10/03/2006 às 06h41 PM
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É não é que foi mesmo?!
Pois é, fomos pro Rio de janeiro para participar da festa de premiação da revista Laboratório Pop. Não tenho mais dezoito anos. Não sei se me recupero desta tão rápido. Chegamos terça, 07, e fomos pro flat da Leila na Barra da Tijuca. Era meio longe do Teatro Odisséia, na Lapa (que é um puta espaço com bar e tudo o mais), onde ia rolar a coisa toda. Sem problemas. Foi melhor assim. Alugamos um carro e o Rio mostrou uma outra cara pra gente. Deu tudo certo, nada da violência que a gente achou que poderia encontrar (claro que sabemos que ela está ali, presente). A gente pode curtir melhor as ruas por nós mesmos. Foi bem bacana aprender e se perder nos caminhos, essa coisa toda. Levar uma geral dos guardas mais bem educados que eu já trombei na vida. Acho que foi sorte de principiante. Entendi porque chamam o Rio de “Cidade Maravilhosa”. É muito bonita mesmo, principalmente à noite. Na festa da premiação, algumas das figuras que a gente (principalmente eu que moro aqui em Curitiba) vê na TV e ouve falar que existem. Estavam lá o Lobão, o Falcão, O Vinny, o Bruno Gouveia (Biquíni Cavadão), o Marcelo Hayena (Uns e Outros) e mais uma porrada de gente de bandas locais e de fora (Zeferina Bomba, por exemplo). Lobão ganhou o prêmio da critica de melhor disco independente de 2005. Tava muito louco e quase não conseguiu organizar a cabeça, que pensa muito rápido e atira mais rápido ainda. Falcão, representando o Rappa, ganhou um prêmio também que não ouvi o que era. Só vi e ouvi o discurso, a lá Falcão, pagando uma pro Bruno, que tinha feito uma piada com boiolas. Rolou uma réplica e uma tréplica e no final - os caras se respeitam - tudo acabou bacana. Eu já tava achando que não ia dar pra gente. Conforme a festa ia rolando, os caras iam recebendo os prêmios e a gente com aquele friozinho filha da puta na barriga. Eram Violins, Lobão, ou seja, uns caras fodidos. E a gente ali. Escutamos o nosso nome junto com a relação de todos os indicados e o Bruno mandou essa: “Esse é o prêmio que é dado pelos fãs. Um dos prêmios que eu considero dos mais importantes e tal. Nem eu sei o que ta aqui dentro desse envelope”. Porra, ele rasgou o papel e largou um “vai para Terminal Guadalupe, de Curitiba”. Caralho!!! Depois disso a gente tinha ganho o prêmio de melhor disco independente de 2005, votação da rapaziada. Nunca soube que a gente tivesse mais que vinte amigos dispostos a dar uma força pra gente. Não pensei que ia balançar como balancei. Nunca ganhei nada na minha vida inteira como músico. Nem prêmio nem dinheiro. Acho que nem uns tapinhas nas costas. Mas que se foda. Não acho que isso vai mudar o que a gente ta decidido a fazer. Isso não vai mudar as pessoas que somos, o que pensamos e nem vai piorar porra nenhuma. Foi bom sim, isso eu posso dizer agora. É bacana você escutar que alguém parou pra ver e ouvir o que você ta fazendo. Que alguém se identificou. Que votou no nosso trabalho. A minha ficha ainda ta caindo. Sou inexperiente nessa coisa de algum reconhecimento. Não soube o que falar lá na hora. Fiquei mudo olhando o publico ali em baixo aplaudindo uns caras que eles nem sabiam quem eram. Não sei o que dizer. Sei que procurei vazar o mais rápido dali. Eles não conhecem, nem a mim e nem a minha mãe – apesar dela merecer mais um prêmio do que eu. Eu não ia ficar ali falando disso ou daquilo. Só saí e pronto. Não sei se alguém pode ter achado babaca da minha parte. Mas foi pura inexperiência e timidez. Não sou ninguém no palco sem o meu baixo. Me sinto mal, só isso.Quando já tava lá em baixo, alguém me puxou pelo braço e me deu um abraço e disse um “parabéns, brother, o público é quem sabe qualé disso aqui, mermão!” Era o Falcão do Rappa. Ele não precisava ter feito isso. Eu não o conheço e ele nem sabe que porra de som que eu faço. Uns dizem que ele é populista e tal. Pois eu achei du caralho o cara me cumprimentar. Só isso. No dia seguinte, a gente tava fechando a segunda noite do Laboratório Pop que era uma das seletivas pro MADA. As pessoas ficaram uns dez passos longe do palco. Rolaram uns aplausos tímidos e tal. Os nossos amigos do Rio falaram que o carioca é meio blasé em relação a isso e aquilo. Não achei. Achei que eles tavam ali prestando atenção no que a gente tava fazendo. Eles nunca tinham ouvido falar do TG na vida. Não conheciam nosso som. Devolvi a crítica ao pessoal com um: Mas porra, ninguém foi embora! O pessoal ficou pra ver o show até o fim. Talvez tenha sido sim, a animação, um pouco prejudicada pelas duas bandas anteriores terem esfriado muito a rapaziada. Eram muito iniciantes. Sei que não dormimos. Ficamos com o Bruno Gouveia, o Arthur Nabeth – do Eletro - e o Marcelo até o dia amanhecer. E o Bruno ainda foi nosso guia até o Flat. Du caralho!!! E deu uma porrada de dicas bacanas pra quem ta querendo alguma coisa do mundo que ele já conhece muito bem. Bruno, você é foda, brother. Grande obrigado! E teve ainda o mosh “pro palco” do Japa. Teve o Toni Platão curtindo pra caramba o TG e ajudando a gente a vender uns discos (um cara do Panamá, que o Japa chamou de “Panameno” gostou bastante e levou a nossa bolachinha). E um Peruano, e uma rapaziada que se interessou sim, apesar do total desconhecimento em relação ao nosso trabalho. Valeu aos caras do Seres, do Eletro – que puta show eles mandaram. Valeu a Leila que teve a bondade de deixar uns malucos na casa dela (que lugar chato Leila, camarão e cerva às quatro da tarde de quarta-feira, em frente a um oceano belíssimo!!). Valeu ao Bruno, mais uma vez, pela amizade, ao Marcelão (que vou apelidar de “umas e outras e todas”) pelas inacabáveis saideiras até o cara da barraquinha ficar sem cervas e a gente ter de ir embora. Ao Vinny, que ficou trocando uma idéia comigo, sem ter a mínima noção de quem eu era, pelo celular ás 7:45 da manhã (acho que ele disse alguma coisa sobre insônia, sei do que ele ta falando). Valeu ao pessoal que tornou isso possível, que votou na gente. Valeu mesmo. Podem acreditar que valeu sim. Grande abraço a todos.
rkjazz - 09/03/2006 às 07h37 PM
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Hein?!
Nei Lisboa
Nasci de uma família pobre
E rodei pelo mundo procurando alguém
Que me dissesse o que fazer
E me desse uma chance de vencer
Um inimigo invisível que eu tinha
Cabeça e cauda de dragão, os olhos do Alain Delon
De dia atrás de mim
De noite se escondia no porão
Nasci de uma família nobre
E rodei pelo mundo procurando o bem
Mas sempre tinha um grilo
Sempre tinha um filho
Que não era de ninguém
Bebia todo o vinho do sermão
E achava até que nem
Mas tudo bem, porém
Um dia aquele cara do porão
Cruzou no meu caminho
E veio perguntar qualé?
Meu amigo, a felicidade move a fé
Por que ninguém quer dar
Ao povo uma colher?
E assim virei apenas um
Virei a madrugada dentro do saloon
Comprei uma guitarra usada
Alguma namorada me passou batom
Durou um tempo, até foi bom
Mas quando eu disse que era o rei
Tirou o copo da minha mão
Me disse: hey, hein?!
Meu amigo, não se desfaça nessa fama
Todo esse mundo do rock'n roll
É ruim de cama
Eles querem diversão e bolo
Eles querem tudo e mais um pouco
Eles querem krig?rá?bandolo
E champaigne
Eles querem frases nos jornais
Eles querem parecer sinceros demais
Eles querem diversão e bolo
Eles querem te fazer de tolo
E eu também
Nasci de uma familia podre
E rodei pelo mundo procurando o mal
Roubei a espada de São Jorge
E uma betoneira pra fazer mingau
De um inimigo invencível
Que eu tinha
O rosto embaixo do chapéu
Pensei que era um vizinho meu
Mas quando olhei na cara dele
Ele era eu
Nasci de uma família pobre
E continuo pobre, continuo igual
Mas já não ligo pra essa porra
A vida é uma gangorra
Funcionando mal
Sempre vai pintar alguém
Dizendo que é pro nosso bem
Que sabe um jeito diferente
De fazer neném
Meu amigo, a felicidade é um ovo
Por
O que ele quer?
rkjazz - 06/03/2006 às 12h03 PM
[ envie esta mensagem ]Então, rapaziada, estaremos no Rio de janeiro, dia 07 e 08/02, pra participar da festa de premiação dos melhores de 2005, promovida pela revista Laboratório Pop. O TG concorre na categoria "disco independente". A festa toda, 07/02, será no Teatro Odisséia, na Lapa. No dia seguinte, 08/02, no mesmo teatro, o TG toca e encerra mais uma seletiva fluminense do festival Mada - Música Alimento da Alma. Até lá.
SELETIVA DO MADA
Show de encerramento
Teatro Odisséia
Rua Mem de Sá, 66
Lapa
Rio de Janeiro (RJ)
R$ 15,00 (R$ 12,00 com filipeta)
22 horas
08/03/2006 (Quarta-feira)
rkjazz - 03/03/2006 às 03h17 PM
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