Porra, deu pau na bagaça...mas vai de novo. O programa Estação Rock do Rio de Janeiro com os show dentro do Festival Laboratório Pop. saquem as bandas que rolaram e as entrevistas com a rapaziada.
rkjazz - 27/09/2006 às 10h59 PM
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Algumas das fotos da zoeira que rolou lá no teatro do Sesi - As fotos do Pudim não quero nem ver, no lançamento do CD do Sabadá, ops, Folhetim Urbano. Presenças ilustres dentro e fora do palco. Tenho que revelar aqui que tentaram me fazer pagar o mico de subir no palco e falar umas abobrinhas, mas estava esperto desta vez. grande sorte ao Carlão, Renatinho e Marcelinho.
com o ingresso na mão Dona "Rock de Inverno" Adri Perin, o produtor ainda sóbrio e mestre Linari (La Carne).
Fazendo par romântico e sertanejo, Candy & Cuba, Zóio, baixista do OAEOZ e o Boralá, batera do F.U.
Tg em peso (Fabatera, Japa e Dary Jr.) e Dona Elen.
Falei que o palco tava foda! Carlão, na sombra da luz genial do JM (aliás, isso merece um capítulo especial), Linari, Paulinho Branco e Renatinho.
mais fotos no site do Folhetim Urbano, link aqui do lado.
rkjazz - 22/09/2006 às 03h50 PM
Meu dia começou com Cazuza. Não poderia ser melhor. Não poderia ser pior. Não poderia ser diferente a indiferença que ficou. Não poderia ser pior a constatação dos fatos. Não poderia ser melhor a felicidade espontânea de olhar pra fora, pro sol - E lá fora um eclipse maluco! De apenas olhar. Hoje não vou almoçar. Vou criar problemas por aí, afinal, a vida sem pequenos problemas é muito monótona. Vamos ver se o dono do bar é realmente meu amigo. Me desejem sorte no dia de hoje. Eu sei que vai passar.
rkjazz - às 12h33 PM
rkjazz - 20/09/2006 às 02h21 PM
A felicidade apareceu hoje no meio dos sacos de lixo. Estava lá, com um sol ao fundo, num lugar frio, com um abraço apertado em faces rosadas. A felicidade aparece em cada lugar quando não se espera. Pena estar toda picada, amassada... Quase não dá pra ter uma idéia dela toda, em toda a sua plenitude. Pena agora não parecer mais a felicidade pra este ou aquele. Mas está ali, ela, a felicidade... Ou o que ela foi um dia...
rkjazz - 19/09/2006 às 02h42 PM
Eu moro sozinho. Eu durmo numa rede. Sozinho. Eu ando sozinho por aí. Também ando acompanhado. Mas nem sempre me sinto sozinho. Só às vezes. Sozinho ou acompanhado. Eu aprendi que a solidão é algo que eu carrego dentro de mim. Solidão não é descer a Rua Augusta sozinho de madrugada, admirando as garotas na calçada. Solidão não é atravessar as ruas totalmente bêbado, descer as escadas do Gruta e não encontrar ninguém pra jogar bilhar, e ficar dando voltas em torno da mesa girando um taco imaginário. Solidão talvez seja ouvir as bolas caindo na caçapa. Solidão não é uma casa no meio da neve. Solidão talvez seja minha avó contando histórias de assombração. Um garoto de doze anos chorando sozinho numa cama com saudades de casa. Solidão não é ter o telefone desligado na sua cara. É você ouvir notícias de um país distante num rádio velho. O que eu quero dizer é que há pilhas de romances e poemas sobre a solidão. E você acha que eu nunca sinto medo? Eu penso em Hemingway com a espingarda na boca e Silvia abrindo o gás. Estamos chegando perto demais? O velho bêbado apaixonado pela garota de 23 anos e sonhando em fugir com ela pra Las Vegas. Existe algum outro tipo mais cruel de solidão? Não estou vaticinando meu fim. Estou sussurrando em seu ouvido um segredo. Você faz o que quiser com ele. Pensa bem se isso também não é solidão. Saber é solidão. Não é você ser abandonado no meio do mar. É você ter consciência num navio de bêbados. Não é uma tempestade sobre a cruz no Gólgota. É aquela cidade onde o sol nunca se põe. A solidão não é uma senhora de capuz parada na beira da estrada. Talvez seja o padre vociferando no púlpito. A solidão é um show de rock and roll e a garota gordinha modernete e cheia de opiniões e que vai voltar sozinha pra casa enquanto sua amiga burra e linda ficou com o guitarrista da banda. Não é o sujeito no caixão com as mãos em torno do rosário e o nariz entupido de algodão. Isso não é solidão. A solidão é o velório que sempre foi uma piada triste. A solidão é a passagem dos dias. A solidão não é um blues de Corey Harris. A solidão é o carnaval. A solidão é um farol. Eu apenas me deixo guiar. A solidão vai durar eternamente. O dia que eu sentir que não pode mais ser assim, juro que dou um jeito nisso. Ou então como diria o último boy scout, eu arrumo um cachorro.
esse texto é do meu irmão, Mário Bortolotto. não preciso dizer nem escrever mais nada. Grande bortolotto.
rkjazz - 15/09/2006 às 03h15 PM
rkjazz - 14/09/2006 às 01h39 PM
Lá embaixo um velho andando, com as mãos nas costas, sem nenhuma pressa. Pressa pra quê? Dentro do apartamento me perguntam se eu ainda amo. Eu ainda amo - As janelas vazias, o escuro, as luzes acendendo e apagando, aquela música, a tua boceta. Eu ainda amo. Não tenho a mínima pressa também pra responder. Influencia do velho, e da morte do velho – Isso me passou pela cabeça. Eu não sei se vou chegar ao primeiro andar. O velho até a próxima quadra. Talvez dê empate! Meu trabalho paga mal, tenho dor de cabeça, bebo e estou tentando voltar a fumar. Não tenho sorte. Se eu ainda amo? Mas que pergunta besta! Claro que amo. Não sei bem o que ainda amo. Nem sei se isso tem a ver com você ou com o medo da morte ou de alguma praga que Deus possa lançar, mas respondo – Amo. E o velho sumiu da minha vista.
rkjazz - 13/09/2006 às 04h33 AM
Mais uma dica de site de fotografias veio do Igor Ribeiro. É o site do fotógrafo Jan Saudek. Além das fotos, pinturas e histórias (ilustradas e escritas pelo próprio). Como o Igor ressaltou: parecem pinturas as fotos. muito bacanas e bizarras. O link? É só clicar na foto.
rkjazz - 04/09/2006 às 01h42 PM
Essa dica genial achei no blog do Ademir Assunção. Culpa do maluco do Kim, pra variar, que garimpa coisas geniais pela rede. O site é do fotógrafo Jean Jacques André, que trabalha com nu feminino e colagens bem bacanas.Vale conferir.Vou repassar aqui. Grande Kim.
Jean Jacques André
rkjazz - 02/09/2006 às 03h40 PM
Ficamos bebendo esperando o sol, mas ele não voltou. Deve ter ido praquele lugar aonde os que vão não voltam. Você estava de sapatos cor-de-rosa e uma flor no cabelo curto. Eu estava como um mendigo deve estar – Feliz. Então você falou do passado e as nuvens cinza fizeram sentido. O frio fez sentido. A tristeza e a escuridão fizeram sentido. Será que o sol não vai voltar? Não importa mais.
rkjazz - 01/09/2006 às 10h29 PM
Essa vai pro grande Jorge (La Carne) PJ Harvey - The Wind.
rkjazz - às 02h04 AM
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